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Economia

Varejo volta a apostar no carnê diante de juros altos e crédito restrito

A combinação de juros anuais em torno de 15% e a redução dos limites dos cartões de crédito reabriu espaço para um meio de pagamento tradicional: o carnê. A rede de supermercados GBarbosa, que mantém mais de 70 unidades de super e hipermercados e 92 lojas Eletro Show no Nordeste, passou a oferecer a modalidade […]

27/01/2026 · 17h56
Varejo volta a apostar no carnê diante de juros altos e crédito restrito

A combinação de juros anuais em torno de 15% e a redução dos limites dos cartões de crédito reabriu espaço para um meio de pagamento tradicional: o carnê. A rede de supermercados GBarbosa, que mantém mais de 70 unidades de super e hipermercados e 92 lojas Eletro Show no Nordeste, passou a oferecer a modalidade diretamente no balcão para a compra de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Parcelamento estendido

Na Black Friday do ano passado, a empresa disponibilizou carnês com até 36 parcelas, recurso que impulsionou a venda de itens como geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e televisores de tela plana. Fora dos grandes períodos promocionais, o parcelamento chega a 24 prestações fixas, pagas por boleto bancário. Não é exigida entrada e a primeira parcela vence 30 ou 45 dias após a aquisição.

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Documentação simplificada

Para contratar o carnê, o consumidor apresenta documento de identificação — RG, CNH ou CTPS. Após a pré-aprovação, é necessário entregar comprovantes de residência e de renda.

Análise econômica

O economista Rodrigo Rocha considera o carnê uma alternativa relevante, principalmente em um cenário de inflação persistente e acesso mais difícil ao crédito rotativo. Segundo ele, o formato oferece menos burocracia, parcelas compatíveis com o orçamento familiar e, em muitos casos, juros inferiores aos dos cartões. Rocha destaca ainda que a data fixa de pagamento facilita o controle financeiro e amplia a inclusão de consumidores em regiões com baixa bancarização.

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Na visão das empresas, a modalidade ajuda a aumentar as vendas, fidelizar clientes e garantir maior autonomia na concessão de crédito, alcançando consumidores que costumam ser recusados por instituições financeiras tradicionais.

 

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A combinação de juros anuais em torno de 15% e a redução dos limites dos cartões de crédito reabriu espaço para um meio de pagamento tradicional: o carnê. A rede de supermercados GBarbosa, que mantém mais de 70 unidades de super e hipermercados e 92 lojas Eletro Show no Nordeste, passou a oferecer a modalidade diretamente no balcão para a compra de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Parcelamento estendido

Na Black Friday do ano passado, a empresa disponibilizou carnês com até 36 parcelas, recurso que impulsionou a venda de itens como geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e televisores de tela plana. Fora dos grandes períodos promocionais, o parcelamento chega a 24 prestações fixas, pagas por boleto bancário. Não é exigida entrada e a primeira parcela vence 30 ou 45 dias após a aquisição.

Documentação simplificada

Para contratar o carnê, o consumidor apresenta documento de identificação — RG, CNH ou CTPS. Após a pré-aprovação, é necessário entregar comprovantes de residência e de renda.

Análise econômica

O economista Rodrigo Rocha considera o carnê uma alternativa relevante, principalmente em um cenário de inflação persistente e acesso mais difícil ao crédito rotativo. Segundo ele, o formato oferece menos burocracia, parcelas compatíveis com o orçamento familiar e, em muitos casos, juros inferiores aos dos cartões. Rocha destaca ainda que a data fixa de pagamento facilita o controle financeiro e amplia a inclusão de consumidores em regiões com baixa bancarização.

Na visão das empresas, a modalidade ajuda a aumentar as vendas, fidelizar clientes e garantir maior autonomia na concessão de crédito, alcançando consumidores que costumam ser recusados por instituições financeiras tradicionais.

 

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