A reformulação do secretariado estadual concluída no fim do ano passado ampliou a participação feminina no Governo de Sergipe. Com a saída de seis titulares que deixaram os cargos para se dedicar às eleições de 2026, dez mulheres passaram a comandar pastas estaduais, representando 40% do primeiro escalão.
O governador Fábio Mitidieri afirmou que a presença feminina em áreas estratégicas reforça o compromisso da gestão com a representatividade e a eficiência na formulação de políticas públicas. Segundo ele, as secretárias participam de decisões centrais para o Estado.
Dados populacionais
O aumento no número de mulheres em cargos de comando acompanha o perfil demográfico sergipano. O Censo 2022 do IBGE mostra que o Estado tem 2,2 milhões de habitantes, dos quais 1,15 milhão (52,1%) são mulheres. A administração destaca que a composição do secretariado contribui para que essa maioria populacional se sinta representada.
Nomes à frente das pastas
Entre as novas titulares está Gilvânia Guimarães, que assumiu a Secretaria de Estado da Educação (Seed) no lugar do vice-governador Zezinho Sobral. Ela ressalta que, em mais de seis décadas, a Seed teve apenas quatro mulheres no comando.
Também passaram a integrar o colegiado:
- Georlize Teles – Políticas para as Mulheres (SPM)
- Daniela Mesquita – Turismo (Setur)
- Érica Mitidieri – Assistência Social, Inclusão e Cidadania
- Sarah Tarsila – Fazenda
- Mariana Dantas – Esporte e Lazer
- Viviane Pessoa – Justiça e Defesa do Consumidor
- Lucivanda Nunes – Administração
- Deborah Dias – Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas
- Silvana Lisboa – Transparência e Controle
Visões das secretárias
Para Georlize Teles, a pluralidade feminina amplia a eficiência e a diversidade de ações governamentais. Já Daniela Mesquita avalia que o olhar atento e integrado das mulheres favorece políticas sustentáveis e focadas nas comunidades locais.
Apesar dos avanços, as gestoras relatam desafios, como a necessidade de vencer barreiras culturais. Elas destacam que ocupar posições estratégicas pode inspirar outras mulheres a buscar espaços de decisão.
Com a nova configuração, o governo espera estimular maior participação feminina também fora do setor público, mostrando a empresários e demais instituições a importância da equidade na liderança.
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