Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Saúde

Excesso de peso atinge 62,6% dos brasileiros, revela Vigitel 2024

Em 2024, 62,6% da população brasileira apresentava excesso de peso, contra 42,6% em 2006, segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde. A pesquisa, realizada em todas as capitais e no Distrito Federal, mostra que a […]

29/01/2026 · 07h39
Excesso de peso atinge 62,6% dos brasileiros, revela Vigitel 2024

Em 2024, 62,6% da população brasileira apresentava excesso de peso, contra 42,6% em 2006, segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde.

A pesquisa, realizada em todas as capitais e no Distrito Federal, mostra que a obesidade (Índice de Massa Corporal igual ou superior a 30 kg/m²) dobrou no período, passando de 11,8% para 25,7% dos brasileiros.

Publicidade

O diagnóstico médico de diabetes entre adultos cresceu de 5,5% em 2006 para 12,9% em 2024. A hipertensão aumentou de 22,6% para 29,7% no mesmo intervalo.

Hábitos de atividade física e alimentação

A prática de atividade física no deslocamento diário caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, reflexo do maior uso de aplicativos de transporte e do transporte público. Por outro lado, a atividade física moderada no tempo livre, com pelo menos 150 minutos semanais, subiu de 30,3% para 42,3% no período.

O consumo regular de frutas e hortaliças (cinco ou mais dias por semana) manteve-se praticamente estável, variando de 33% em 2008 para 31,4% em 2024. Já a ingestão de refrigerantes e sucos artificiais com a mesma frequência caiu de 30,9% em 2007 para 16,2% em 2024.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a redução no consumo de bebidas açucaradas e o aumento da atividade física ainda não foram suficientes para conter o avanço de doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão. “À medida que o Brasil envelhece, cresce o número de pessoas com doenças crônicas. Precisamos de mais políticas de cuidado e prevenção”, afirmou.

Sono em foco

Pela primeira vez, o Vigitel avaliou o sono dos brasileiros. Nas capitais, 20,2% dos adultos disseram dormir menos de seis horas por noite e 31,7% relataram pelo menos um sintoma de insônia. A prevalência é maior entre mulheres (36,2%) do que entre homens (26,2%).

Padilha destacou que o sono insuficiente impacta diretamente o ganho de peso, a piora de doenças crônicas e a saúde mental. Ele informou que equipes de atenção primária serão orientadas a abordar o tema durante os atendimentos.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Estrategia Viva Mais Brasil

Durante cerimônia no Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, o ministro lançou a estratégia Viva Mais Brasil, iniciativa nacional de promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida.

O Ministério da Saúde prevê investir R$ 340 milhões em políticas de incentivo à atividade física, incluindo a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões até 2026. A estratégia integra ações já existentes no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionadas a alimentação saudável, prática de exercícios e acesso à informação.

O Viva Mais Brasil apresenta dez compromissos principais:

Publicidade

• mais movimento e vida ativa;
• mais alimentação saudável;
• menos tabaco e álcool;
• mais saúde nas escolas;
• menos doenças crônicas;
• mais vacinação em todo o Brasil;
• mais protagonismo e autonomia;
• mais saúde digital;
• mais cultura da paz e menos violências;
• mais práticas integrativas e complementares.

Segundo o ministério, a proposta é apoiar a população na adoção de estilos de vida saudáveis dentro e fora das unidades do SUS, ampliando o alcance das ações de promoção da saúde.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Em 2024, 62,6% da população brasileira apresentava excesso de peso, contra 42,6% em 2006, segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde.

A pesquisa, realizada em todas as capitais e no Distrito Federal, mostra que a obesidade (Índice de Massa Corporal igual ou superior a 30 kg/m²) dobrou no período, passando de 11,8% para 25,7% dos brasileiros.

O diagnóstico médico de diabetes entre adultos cresceu de 5,5% em 2006 para 12,9% em 2024. A hipertensão aumentou de 22,6% para 29,7% no mesmo intervalo.

Hábitos de atividade física e alimentação

A prática de atividade física no deslocamento diário caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, reflexo do maior uso de aplicativos de transporte e do transporte público. Por outro lado, a atividade física moderada no tempo livre, com pelo menos 150 minutos semanais, subiu de 30,3% para 42,3% no período.

O consumo regular de frutas e hortaliças (cinco ou mais dias por semana) manteve-se praticamente estável, variando de 33% em 2008 para 31,4% em 2024. Já a ingestão de refrigerantes e sucos artificiais com a mesma frequência caiu de 30,9% em 2007 para 16,2% em 2024.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a redução no consumo de bebidas açucaradas e o aumento da atividade física ainda não foram suficientes para conter o avanço de doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão. “À medida que o Brasil envelhece, cresce o número de pessoas com doenças crônicas. Precisamos de mais políticas de cuidado e prevenção”, afirmou.

Sono em foco

Pela primeira vez, o Vigitel avaliou o sono dos brasileiros. Nas capitais, 20,2% dos adultos disseram dormir menos de seis horas por noite e 31,7% relataram pelo menos um sintoma de insônia. A prevalência é maior entre mulheres (36,2%) do que entre homens (26,2%).

Padilha destacou que o sono insuficiente impacta diretamente o ganho de peso, a piora de doenças crônicas e a saúde mental. Ele informou que equipes de atenção primária serão orientadas a abordar o tema durante os atendimentos.

Estrategia Viva Mais Brasil

Durante cerimônia no Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, o ministro lançou a estratégia Viva Mais Brasil, iniciativa nacional de promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida.

O Ministério da Saúde prevê investir R$ 340 milhões em políticas de incentivo à atividade física, incluindo a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões até 2026. A estratégia integra ações já existentes no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionadas a alimentação saudável, prática de exercícios e acesso à informação.

O Viva Mais Brasil apresenta dez compromissos principais:

• mais movimento e vida ativa;
• mais alimentação saudável;
• menos tabaco e álcool;
• mais saúde nas escolas;
• menos doenças crônicas;
• mais vacinação em todo o Brasil;
• mais protagonismo e autonomia;
• mais saúde digital;
• mais cultura da paz e menos violências;
• mais práticas integrativas e complementares.

Segundo o ministério, a proposta é apoiar a população na adoção de estilos de vida saudáveis dentro e fora das unidades do SUS, ampliando o alcance das ações de promoção da saúde.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA