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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Grupo Fictor pede Recuperação Judicial e culpa “Efeito Master” pela crise

Instituição que tentou comprar o Banco Master alega perda de 71% dos aportes de sócios e corte de contratos comerciais após a liquidação do banco pelo BC. O pedido de recuperação judicial protocolado hoje revela o tamanho do impacto que a derrocada do Banco Master causou em seus parceiros e potenciais compradores. Segundo a Fictor, […]

02/02/2026 · 10h24
Grupo Fictor pede Recuperação Judicial e culpa “Efeito Master” pela crise

Instituição que tentou comprar o Banco Master alega perda de 71% dos aportes de sócios e corte de contratos comerciais após a liquidação do banco pelo BC.

O pedido de recuperação judicial protocolado hoje revela o tamanho do impacto que a derrocada do Banco Master causou em seus parceiros e potenciais compradores. Segundo a Fictor, a exposição negativa e a desconfiança do mercado geraram uma “corrida bancária” interna, drenando o caixa da empresa em tempo recorde.

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Os Números da Crise

A Fictor apresentou dados alarmantes para justificar o pedido à Justiça:

  • Fuga de Capitais: Até a véspera da liquidação do Master, a Fictor geria cerca de R$ 3 bilhões em aportes de sócios participantes.
  • Retiradas em Massa: Após o escândalo vir à tona, 71% desse montante (mais de R$ 2,1 bilhões) foram solicitados para retirada pelos investidores até o dia 30 de janeiro.
  • Corte de Crédito: O grupo relatou que fornecedores e parceiros comerciais suspenderam contratos e exigiram liquidação antecipada de ativos estratégicos.

O Argumento da “Crise Reputacional”

No documento enviado à Justiça, a Fictor afirma que foi vítima de um efeito em cadeia:

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  1. Exposição Negativa: O vínculo com a tentativa de compra do Master (que gerou suspeitas de ser uma “cortina de fumaça”) destruiu a credibilidade do grupo.
  2. Questionamentos: Stakeholders passaram a exigir detalhes sobre os beneficiários finais e a estrutura societária da Fictor, travando operações diárias.
  3. Liquidez: A necessidade de devolver bilhões aos sócios em poucos dias esgotou o fluxo de caixa operacional, exigindo a proteção judicial para evitar a falência.

O que acontece agora?

Com o pedido de Recuperação Judicial:

  • Suspensão de Cobranças: Se aceito pela Justiça, as execuções de dívidas contra a Fictor ficam suspensas por 180 dias (stay period).
  • Plano de Reestruturação: A empresa terá 60 dias para apresentar um plano detalhado de como pretende pagar seus credores e reerguer suas operações.
  • Vigilância Judicial: Um administrador judicial será nomeado para fiscalizar as contas do grupo durante o processo.

O Caso Banco Master

A crise começou quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em janeiro de 2026, após identificar graves irregularidades e falta de liquidez. A Fictor, que se apresentava como a compradora que “salvaria” a instituição, passou a ser alvo de investigações sobre a origem de seus recursos e a real natureza da transação.

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3 min de leitura

Instituição que tentou comprar o Banco Master alega perda de 71% dos aportes de sócios e corte de contratos comerciais após a liquidação do banco pelo BC.

O pedido de recuperação judicial protocolado hoje revela o tamanho do impacto que a derrocada do Banco Master causou em seus parceiros e potenciais compradores. Segundo a Fictor, a exposição negativa e a desconfiança do mercado geraram uma “corrida bancária” interna, drenando o caixa da empresa em tempo recorde.

Os Números da Crise

A Fictor apresentou dados alarmantes para justificar o pedido à Justiça:

  • Fuga de Capitais: Até a véspera da liquidação do Master, a Fictor geria cerca de R$ 3 bilhões em aportes de sócios participantes.
  • Retiradas em Massa: Após o escândalo vir à tona, 71% desse montante (mais de R$ 2,1 bilhões) foram solicitados para retirada pelos investidores até o dia 30 de janeiro.
  • Corte de Crédito: O grupo relatou que fornecedores e parceiros comerciais suspenderam contratos e exigiram liquidação antecipada de ativos estratégicos.

O Argumento da “Crise Reputacional”

No documento enviado à Justiça, a Fictor afirma que foi vítima de um efeito em cadeia:

  1. Exposição Negativa: O vínculo com a tentativa de compra do Master (que gerou suspeitas de ser uma “cortina de fumaça”) destruiu a credibilidade do grupo.
  2. Questionamentos: Stakeholders passaram a exigir detalhes sobre os beneficiários finais e a estrutura societária da Fictor, travando operações diárias.
  3. Liquidez: A necessidade de devolver bilhões aos sócios em poucos dias esgotou o fluxo de caixa operacional, exigindo a proteção judicial para evitar a falência.

O que acontece agora?

Com o pedido de Recuperação Judicial:

  • Suspensão de Cobranças: Se aceito pela Justiça, as execuções de dívidas contra a Fictor ficam suspensas por 180 dias (stay period).
  • Plano de Reestruturação: A empresa terá 60 dias para apresentar um plano detalhado de como pretende pagar seus credores e reerguer suas operações.
  • Vigilância Judicial: Um administrador judicial será nomeado para fiscalizar as contas do grupo durante o processo.

O Caso Banco Master

A crise começou quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em janeiro de 2026, após identificar graves irregularidades e falta de liquidez. A Fictor, que se apresentava como a compradora que “salvaria” a instituição, passou a ser alvo de investigações sobre a origem de seus recursos e a real natureza da transação.

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