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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Endividamento das famílias atinge recorde de 79,5% em janeiro, enquanto inadimplência recua pelo terceiro mês

O percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida chegou a 79,5% em janeiro de 2026, repetindo o recorde registrado em outubro do ano passado, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

06/02/2026 · 16h52
Endividamento das famílias atinge recorde de 79,5% em janeiro, enquanto inadimplência recua pelo terceiro mês

O percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida chegou a 79,5% em janeiro de 2026, repetindo o recorde registrado em outubro do ano passado, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em dezembro, o indicador estava em 78,9%, e, em janeiro de 2025, alcançava 76,1%. O levantamento ouviu 18 mil famílias em todas as regiões do país.

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Renda mais baixa concentra maior endividamento

O estudo mostra que o endividamento é mais frequente entre as famílias que ganham até três salários mínimos, patamar que abrange 82,5% desse grupo. Entre os domicílios com renda superior a dez salários mínimos, a taxa cai para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621.

Perfil das dívidas

O cartão de crédito segue líder entre as modalidades de débito assumidas pelos consumidores:

• Cartão de crédito: 85,4%
• Carnês: 15,9%
• Crédito pessoal: 12,2%
• Financiamento de imóvel: 9,6%
• Financiamento de veículo: 8,7%
• Crédito consignado: 6%
• Cheque especial: 3,4%
• Outras dívidas: 2,5%
• Cheque pré-datado: 0,3%

O tempo médio restante para quitação dos débitos é de 7,2 meses. Já a parcela da renda destinada ao pagamento dessas contas representa, em média, 29,7% do orçamento familiar; para 19,5% das famílias, mais da metade da renda está comprometida com dívidas.

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Inadimplência em queda

A proporção de lares com contas em atraso recuou pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 29,3% em janeiro. Em outubro, o índice era de 30,5%. A inadimplência é maior entre quem recebe até três salários mínimos (38,9%) e menor entre aqueles com renda acima de dez mínimos (14,9%).

O atraso médio no pagamento das dívidas é de 64,8 dias. Entre os entrevistados, 12,7% afirmaram não ter condições de regularizar os débitos vencidos.

Juros elevados limitam alívio financeiro

A CNC ressalta que os juros altos dificultam a amortização das dívidas. A taxa Selic, usada como referência para o custo do crédito, permanece em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006 (15,25%). O Banco Central mantém o patamar elevado para conter a inflação, que ficou acima da meta por 13 meses e retornou ao intervalo de tolerância em novembro de 2025.

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Projeções para o primeiro semestre

A entidade projeta que o endividamento continuará avançando e poderá alcançar 80,4% em junho. Para a inadimplência, a expectativa é de nova queda, chegando a 28,9% no mesmo mês. A CNC atribui a perspectiva de melhora ao possível início do ciclo de redução da Selic a partir de março, o que pode aliviar o custo do crédito ao longo do segundo trimestre.

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O percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida chegou a 79,5% em janeiro de 2026, repetindo o recorde registrado em outubro do ano passado, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em dezembro, o indicador estava em 78,9%, e, em janeiro de 2025, alcançava 76,1%. O levantamento ouviu 18 mil famílias em todas as regiões do país.

Renda mais baixa concentra maior endividamento

O estudo mostra que o endividamento é mais frequente entre as famílias que ganham até três salários mínimos, patamar que abrange 82,5% desse grupo. Entre os domicílios com renda superior a dez salários mínimos, a taxa cai para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621.

Perfil das dívidas

O cartão de crédito segue líder entre as modalidades de débito assumidas pelos consumidores:

• Cartão de crédito: 85,4%
• Carnês: 15,9%
• Crédito pessoal: 12,2%
• Financiamento de imóvel: 9,6%
• Financiamento de veículo: 8,7%
• Crédito consignado: 6%
• Cheque especial: 3,4%
• Outras dívidas: 2,5%
• Cheque pré-datado: 0,3%

O tempo médio restante para quitação dos débitos é de 7,2 meses. Já a parcela da renda destinada ao pagamento dessas contas representa, em média, 29,7% do orçamento familiar; para 19,5% das famílias, mais da metade da renda está comprometida com dívidas.

Inadimplência em queda

A proporção de lares com contas em atraso recuou pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 29,3% em janeiro. Em outubro, o índice era de 30,5%. A inadimplência é maior entre quem recebe até três salários mínimos (38,9%) e menor entre aqueles com renda acima de dez mínimos (14,9%).

O atraso médio no pagamento das dívidas é de 64,8 dias. Entre os entrevistados, 12,7% afirmaram não ter condições de regularizar os débitos vencidos.

Juros elevados limitam alívio financeiro

A CNC ressalta que os juros altos dificultam a amortização das dívidas. A taxa Selic, usada como referência para o custo do crédito, permanece em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006 (15,25%). O Banco Central mantém o patamar elevado para conter a inflação, que ficou acima da meta por 13 meses e retornou ao intervalo de tolerância em novembro de 2025.

Projeções para o primeiro semestre

A entidade projeta que o endividamento continuará avançando e poderá alcançar 80,4% em junho. Para a inadimplência, a expectativa é de nova queda, chegando a 28,9% no mesmo mês. A CNC atribui a perspectiva de melhora ao possível início do ciclo de redução da Selic a partir de março, o que pode aliviar o custo do crédito ao longo do segundo trimestre.

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