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Economia

Espírito Santo retoma vice-liderança na produção de petróleo impulsionado pelo Campo de Jubarte

Após seis anos, o Espírito Santo voltou a ocupar o segundo lugar no ranking brasileiro de produção de petróleo. Dados do boletim mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o estado alcançou média de 193 mil barris por dia em 2025, o equivalente a 5,1% do total nacional. […]

11/02/2026 · 22h00
Espírito Santo retoma vice-liderança na produção de petróleo impulsionado pelo Campo de Jubarte

Após seis anos, o Espírito Santo voltou a ocupar o segundo lugar no ranking brasileiro de produção de petróleo. Dados do boletim mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o estado alcançou média de 193 mil barris por dia em 2025, o equivalente a 5,1% do total nacional.

Jubarte puxa crescimento

O avanço se deve principalmente ao desempenho do Campo de Jubarte, responsável por 77,3% do volume capixaba. Entre 2024 e 2025, a produção local subiu 32,8%. Operado integralmente pela Petrobras, o campo fica a cerca de 76 quilômetros do Pontal de Ubu, em Anchieta, no sul do litoral.

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A entrada em operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria em outubro de 2024 contribuiu para o salto. A unidade tem capacidade para produzir até 100 mil barris de óleo e processar 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

No fim de 2025, Jubarte aparecia como o quinto maior campo produtor do país, com média de 152 mil barris diários.

Posição no cenário nacional

Com o resultado, o Espírito Santo retomou a vice-liderança que pertencia a São Paulo desde 2019. O território paulista produziu 184,5 mil barris/dia em 2025 (4,9% do total). O Rio de Janeiro permaneceu na ponta, concentrando 87,8% da extração nacional.

Em âmbito nacional, a produção de petróleo somou 3,770 milhões de barris por dia em 2025, alta de 12,3% frente a 2024.

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Reflexos na economia capixaba

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) destaca que o setor de petróleo foi decisivo para o crescimento de 11,6% da produção industrial estadual em 2025, contra 0,6% na média brasileira. A entidade projeta nova expansão assim que o FPSO Maria Quitéria, parado desde 11 de dezembro para reparos no gasoduto de exportação, retomar as operações, previsão ainda para este mês.

Segundo a Findes, mais de 600 empresas ligadas à cadeia de petróleo e gás atuam no estado, gerando pelo menos 15 mil empregos formais com remuneração acima da média nacional.

Perspectivas e desafios

Para o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), os números reforçam a importância estratégica de Jubarte e evidenciam a concentração produtiva no estado. O instituto ressalta que os investimentos da Petrobras impulsionam arrecadação e dinamizam fornecedores e serviços locais.

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O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (SindipetroES), porém, pondera que o volume atual ainda é inferior aos mais de 210 mil barris/dia registrados em 2021 e bem abaixo do pico de 394 mil barris/dia em 2016. A entidade cobra maiores aportes, sobretudo na porção capixaba da Bacia do Espírito Santo, no litoral norte, onde a produção vem caindo.

Com informações de Agência Brasil

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Após seis anos, o Espírito Santo voltou a ocupar o segundo lugar no ranking brasileiro de produção de petróleo. Dados do boletim mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o estado alcançou média de 193 mil barris por dia em 2025, o equivalente a 5,1% do total nacional.

Jubarte puxa crescimento

O avanço se deve principalmente ao desempenho do Campo de Jubarte, responsável por 77,3% do volume capixaba. Entre 2024 e 2025, a produção local subiu 32,8%. Operado integralmente pela Petrobras, o campo fica a cerca de 76 quilômetros do Pontal de Ubu, em Anchieta, no sul do litoral.

A entrada em operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria em outubro de 2024 contribuiu para o salto. A unidade tem capacidade para produzir até 100 mil barris de óleo e processar 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

No fim de 2025, Jubarte aparecia como o quinto maior campo produtor do país, com média de 152 mil barris diários.

Posição no cenário nacional

Com o resultado, o Espírito Santo retomou a vice-liderança que pertencia a São Paulo desde 2019. O território paulista produziu 184,5 mil barris/dia em 2025 (4,9% do total). O Rio de Janeiro permaneceu na ponta, concentrando 87,8% da extração nacional.

Em âmbito nacional, a produção de petróleo somou 3,770 milhões de barris por dia em 2025, alta de 12,3% frente a 2024.

Reflexos na economia capixaba

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) destaca que o setor de petróleo foi decisivo para o crescimento de 11,6% da produção industrial estadual em 2025, contra 0,6% na média brasileira. A entidade projeta nova expansão assim que o FPSO Maria Quitéria, parado desde 11 de dezembro para reparos no gasoduto de exportação, retomar as operações, previsão ainda para este mês.

Segundo a Findes, mais de 600 empresas ligadas à cadeia de petróleo e gás atuam no estado, gerando pelo menos 15 mil empregos formais com remuneração acima da média nacional.

Perspectivas e desafios

Para o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), os números reforçam a importância estratégica de Jubarte e evidenciam a concentração produtiva no estado. O instituto ressalta que os investimentos da Petrobras impulsionam arrecadação e dinamizam fornecedores e serviços locais.

O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (SindipetroES), porém, pondera que o volume atual ainda é inferior aos mais de 210 mil barris/dia registrados em 2021 e bem abaixo do pico de 394 mil barris/dia em 2016. A entidade cobra maiores aportes, sobretudo na porção capixaba da Bacia do Espírito Santo, no litoral norte, onde a produção vem caindo.

Com informações de Agência Brasil

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