O Hospital de Cirurgia, em Aracaju, concluiu neste domingo de Carnaval, 15 de fevereiro, o segundo transplante de rim realizado na unidade desde a retomada do serviço. O procedimento mobilizou toda a rede estadual de saúde.
Um dos rins doado foi implantado em um paciente atendido no próprio Hospital de Cirurgia. O segundo órgão seguiu para Porto Alegre (RS) por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), atendendo a outro receptor compatível.
Doação autorizada pela família
Os órgãos pertenciam a uma paciente que sofreu um Acidente Vascular Encefálico e evoluiu para morte encefálica. A autorização para a doação partiu da família.
Avanço do serviço
De acordo com a chefe do serviço de transplante renal do hospital, Simone Oliveira, o novo procedimento demonstra o amadurecimento da equipe. “Realizar o transplante aqui assegura maior equidade no acesso ao tratamento para o paciente renal crônico em diálise, fortalecendo a rede estadual e garantindo cuidado mais próximo da sua realidade”, afirmou.
Etapas até o transplante
Os candidatos ao transplante passam inicialmente por avaliação no ambulatório de pré-transplante do Hospital de Cirurgia. Após a análise, são incluídos na lista única do SNT. A convocação depende da disponibilidade de órgãos e dos critérios de compatibilidade.
Importância para a saúde pública
Para o coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez, a retomada dos procedimentos reduz o impacto social sofrido por pacientes que antes precisavam se deslocar para outros estados. “A doação de órgãos é o maior ato de benevolência humana, pois num momento de extrema dor lembramos dos que aguardam nas listas”, destacou.
Como manifestar o desejo de doar
No Brasil, a retirada de órgãos e tecidos só ocorre com autorização familiar, mesmo que o potencial doador tenha expressado essa intenção em vida. O protocolo se inicia com a identificação de pacientes em estado neurocrítico pela Organização de Procura de Órgãos (OPO). Confirmada a morte encefálica, os órgãos são ofertados pela Central Estadual de Transplantes seguindo as normas do SNT e sob supervisão do Ministério Público.
Com o segundo transplante em pouco mais de um mês, Sergipe avança no atendimento a pacientes renais crônicos e reforça a importância da doação para salvar vidas.
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