Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Política

Alckmin afirma que Brasil mantém competitividade diante de tarifa global de 10% dos EUA

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Brasil...

22/02/2026 · 12h47 · Atualizado às 19h03
Alckmin afirma que Brasil mantém competitividade diante de tarifa global de 10% dos EUA

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Brasil não perderá competitividade no mercado dos Estados Unidos em razão da nova tarifa global de 10% anunciada pelo governo norte-americano.

Segundo Alckmin, como a alíquota será aplicada a todos os países exportadores, o posicionamento relativo do Brasil frente a concorrentes permanece inalterado. A declaração foi dada após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente por Donald Trump com base em poderes de emergência, entendimento firmado por seis votos a três.

Publicidade

Decisão da Suprema Corte

A votação da Corte anulou parte do chamado “tarifaço”, pelo qual o governo americano havia combinado uma tarifa global de 10% com uma sobretaxa adicional de 40% para produtos brasileiros em determinados casos, chegando a 50% em alguns itens. Alckmin avaliou que a medida judicial é relevante para o Brasil e cria espaço para ampliar as trocas comerciais entre os países.

Em relação ao impacto sobre as exportações, o ministro lembrou que, no período mais rigoroso das medidas, 37% das vendas brasileiras para o exterior estavam sujeitas às tarifas, percentual que caiu para 22% ao final do ano passado após tratativas diplomáticas.

Reação de Washington e efeitos setoriais

Em resposta à decisão da Corte, o presidente Trump anunciou que buscará outros fundamentos legais para manter medidas tarifárias e confirmou a criação de uma nova taxa global de 10% amparada por diferentes dispositivos da legislação comercial americana.

Alckmin apontou que a tarifa uniformizada não altera a posição do Brasil no comércio com os EUA e destacou setores que poderão ser beneficiados pela retirada de barreiras anteriores, entre eles máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas. Ele também mencionou que produtos estratégicos como aço e alumínio, afetados pela Seção 232 da lei americana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
55026530067 e8d7ac42f6 o

Impactos econômicos

Especialistas citados pelo governo indicam que a derrubada das tarifas pode favorecer a retomada das exportações brasileiras e diminuir pressões inflacionárias nos Estados Unidos ao baratear produtos importados. Em 2025, o Brasil exportou US$ 37,7 bilhões para os EUA, equivalente a 10,8% do total das vendas externas brasileiras, número que pode ser influenciado por mudanças nas barreiras comerciais e no fluxo de investimentos.

O ministro reforçou que o Brasil não integra a lista de países que geram déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a manutenção do diálogo bilateral.

Publicidade

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Brasil não perderá competitividade no mercado dos Estados Unidos em razão da nova tarifa global de 10% anunciada pelo governo norte-americano.

Segundo Alckmin, como a alíquota será aplicada a todos os países exportadores, o posicionamento relativo do Brasil frente a concorrentes permanece inalterado. A declaração foi dada após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente por Donald Trump com base em poderes de emergência, entendimento firmado por seis votos a três.

Decisão da Suprema Corte

A votação da Corte anulou parte do chamado “tarifaço”, pelo qual o governo americano havia combinado uma tarifa global de 10% com uma sobretaxa adicional de 40% para produtos brasileiros em determinados casos, chegando a 50% em alguns itens. Alckmin avaliou que a medida judicial é relevante para o Brasil e cria espaço para ampliar as trocas comerciais entre os países.

Em relação ao impacto sobre as exportações, o ministro lembrou que, no período mais rigoroso das medidas, 37% das vendas brasileiras para o exterior estavam sujeitas às tarifas, percentual que caiu para 22% ao final do ano passado após tratativas diplomáticas.

Reação de Washington e efeitos setoriais

Em resposta à decisão da Corte, o presidente Trump anunciou que buscará outros fundamentos legais para manter medidas tarifárias e confirmou a criação de uma nova taxa global de 10% amparada por diferentes dispositivos da legislação comercial americana.

Alckmin apontou que a tarifa uniformizada não altera a posição do Brasil no comércio com os EUA e destacou setores que poderão ser beneficiados pela retirada de barreiras anteriores, entre eles máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas. Ele também mencionou que produtos estratégicos como aço e alumínio, afetados pela Seção 232 da lei americana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos.

55026530067 e8d7ac42f6 o

Impactos econômicos

Especialistas citados pelo governo indicam que a derrubada das tarifas pode favorecer a retomada das exportações brasileiras e diminuir pressões inflacionárias nos Estados Unidos ao baratear produtos importados. Em 2025, o Brasil exportou US$ 37,7 bilhões para os EUA, equivalente a 10,8% do total das vendas externas brasileiras, número que pode ser influenciado por mudanças nas barreiras comerciais e no fluxo de investimentos.

O ministro reforçou que o Brasil não integra a lista de países que geram déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a manutenção do diálogo bilateral.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA