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Economia

Alckmin assina acordo com a Fiesp e afirma que redução da jornada é tendência mundial

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou na noite de...

24/02/2026 · 09h27 · Atualizado às 19h04
Alckmin assina acordo com a Fiesp e afirma que redução da jornada é tendência mundial

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou na noite de segunda-feira (23) um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para enfrentar práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro. A assinatura foi feita durante cerimônia realizada na sede da entidade e contou com a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

No evento, Skaf aproveitou a ocasião para solicitar que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja postergada para 2027, argumentando que 2026 é ano eleitoral e que isso pode afetar as motivações do debate. “A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que em ano eleitoral as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, declarou o presidente da Fiesp.

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Ao responder, Alckmin defendeu a necessidade de rever jornadas de trabalho e afirmou que a redução é uma tendência observada internacionalmente. “Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas isso é uma tendência”, disse o presidente em exercício.

Defesa comercial

Alckmin e Skaf assinaram dois protocolos: um voltado à defesa comercial e outro focado em ambiente regulatório. Segundo a Fiesp, o protocolo sobre defesa comercial tem por objetivo estabelecer bases de cooperação institucional entre o ministério e a Federação, com vistas à promoção do comércio justo e ao uso adequado de instrumentos de defesa comercial previstos na legislação nacional e internacional.

Entre as ações previstas no acordo está a criação de uma calculadora de margem de dumping e o compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas para identificar e combater práticas desleais e ilegais de comércio. A proposta busca fortalecer um ambiente concorrencial mais equilibrado, segundo Alckmin.

O segundo protocolo trata da melhoria do ambiente regulatório, com metas de desburocratização, promoção da competitividade e da qualidade regulatória, redução de custos regulatórios e administrativos e ações para reduzir barreiras ao empreendedorismo e ao investimento. A iniciativa prevê, por exemplo, ampliar a digitalização de serviços públicos e integrar sistemas.

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Na cerimônia, Skaf disse que a medida formalizada visa assegurar uma defesa comercial eficiente para proteger setores produtivos e empregos contra ataques injustos. “Nós vamos tomar uma medida hoje formal, objetivando avançarmos e termos no Brasil, realmente, uma defesa comercial eficiente, para que a gente não possa permitir que os nossos setores e os nossos empregos sejam atacados de uma forma injusta”, afirmou.

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Selic e tarifa dos EUA

Alckmin afirmou ainda estar confiante de que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece a reduzir a taxa Selic na reunião marcada para março, atualmente em 15% ao ano. Ele vinculou essa expectativa à apreciação do real e à desinflação dos alimentos, indicando melhora na economia caso a taxa comece a cair.

Sobre a tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos, Alckmin avaliou que a medida é positiva para o Brasil, já que uniformiza a cobrança para todos os países. “O problema dos 10% + 40% [de taxas] era um problemão [para o Brasil]. Mas essa decisão de 15% não tem problema porque são 15% para nós e para o mundo inteiro. Agora, o país mais beneficiado no mundo foi o Brasil. Abre aí uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos”, afirmou.

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A cerimônia de assinatura dos protocolos ocorreu durante reunião da diretoria da Fiesp e contou com declarações dos representantes sobre a importância da cooperação entre governo e setor produtivo para proteger a indústria e fomentar a competitividade.

Com informações de Agência Brasil

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O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou na noite de segunda-feira (23) um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para enfrentar práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro. A assinatura foi feita durante cerimônia realizada na sede da entidade e contou com a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

No evento, Skaf aproveitou a ocasião para solicitar que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja postergada para 2027, argumentando que 2026 é ano eleitoral e que isso pode afetar as motivações do debate. “A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que em ano eleitoral as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, declarou o presidente da Fiesp.

Ao responder, Alckmin defendeu a necessidade de rever jornadas de trabalho e afirmou que a redução é uma tendência observada internacionalmente. “Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas isso é uma tendência”, disse o presidente em exercício.

Defesa comercial

Alckmin e Skaf assinaram dois protocolos: um voltado à defesa comercial e outro focado em ambiente regulatório. Segundo a Fiesp, o protocolo sobre defesa comercial tem por objetivo estabelecer bases de cooperação institucional entre o ministério e a Federação, com vistas à promoção do comércio justo e ao uso adequado de instrumentos de defesa comercial previstos na legislação nacional e internacional.

Entre as ações previstas no acordo está a criação de uma calculadora de margem de dumping e o compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas para identificar e combater práticas desleais e ilegais de comércio. A proposta busca fortalecer um ambiente concorrencial mais equilibrado, segundo Alckmin.

O segundo protocolo trata da melhoria do ambiente regulatório, com metas de desburocratização, promoção da competitividade e da qualidade regulatória, redução de custos regulatórios e administrativos e ações para reduzir barreiras ao empreendedorismo e ao investimento. A iniciativa prevê, por exemplo, ampliar a digitalização de serviços públicos e integrar sistemas.

Na cerimônia, Skaf disse que a medida formalizada visa assegurar uma defesa comercial eficiente para proteger setores produtivos e empregos contra ataques injustos. “Nós vamos tomar uma medida hoje formal, objetivando avançarmos e termos no Brasil, realmente, uma defesa comercial eficiente, para que a gente não possa permitir que os nossos setores e os nossos empregos sejam atacados de uma forma injusta”, afirmou.

pint4653.jpg

Selic e tarifa dos EUA

Alckmin afirmou ainda estar confiante de que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece a reduzir a taxa Selic na reunião marcada para março, atualmente em 15% ao ano. Ele vinculou essa expectativa à apreciação do real e à desinflação dos alimentos, indicando melhora na economia caso a taxa comece a cair.

Sobre a tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos, Alckmin avaliou que a medida é positiva para o Brasil, já que uniformiza a cobrança para todos os países. “O problema dos 10% + 40% [de taxas] era um problemão [para o Brasil]. Mas essa decisão de 15% não tem problema porque são 15% para nós e para o mundo inteiro. Agora, o país mais beneficiado no mundo foi o Brasil. Abre aí uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos”, afirmou.

A cerimônia de assinatura dos protocolos ocorreu durante reunião da diretoria da Fiesp e contou com declarações dos representantes sobre a importância da cooperação entre governo e setor produtivo para proteger a indústria e fomentar a competitividade.

Com informações de Agência Brasil

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