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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Dívida Pública Federal fica praticamente estável em janeiro e supera R$ 8,6 trilhões

Os juros elevados impediram a redução da Dívida Pública Federal (DPF) em janeiro, apesar do grande vencimento de títulos prefixados. Dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25) mostram que o estoque da DPF subiu de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões em janeiro, avanço de 0,07%.

26/02/2026 · 09h40 · Atualizado às 19h09
Dívida Pública Federal fica praticamente estável em janeiro e supera R$ 8,6 trilhões

 

Os juros elevados impediram a redução da Dívida Pública Federal (DPF) em janeiro, apesar do grande vencimento de títulos prefixados. Dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25) mostram que o estoque da DPF subiu de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões em janeiro, avanço de 0,07%.

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A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), que reúne os títulos emitidos no mercado doméstico, cresceu 0,26%, passando de R$ 8,309 trilhões para R$ 8,33 trilhões no mês. No período, o Tesouro resgatou R$ 67,02 bilhões a mais do que emitiu, sobretudo em papéis atrelados à Selic, mas essa saída líquida foi compensada por R$ 88,53 bilhões contabilizados como apropriação de juros.

Por apropriação de juros, o governo incorpora mensalmente a correção de juros incidente sobre os títulos ao estoque da dívida. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, essa apropriação pressiona o nível do endividamento público.

No mês passado, a emissão de títulos da DPMFi totalizou R$ 145,87 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 212,89 bilhões, impactados pelo elevado volume de vencimentos de papéis prefixados típicos do início de trimestre.

Dívida externa e colchão

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) recuou 4,75%, de R$ 326,07 bilhões em dezembro para R$ 310,59 bilhões em janeiro. O principal determinante dessa queda foi a desvalorização do dólar no mês, que recuou 4,95% diante do alívio nos mercados financeiros.

O chamado colchão da dívida, reserva financeira usada para enfrentar turbulências ou concentração de vencimentos, diminuiu pelo segundo mês seguido, passando de R$ 1,187 trilhão em dezembro para R$ 1,085 trilhão em janeiro. Atualmente, essa reserva cobre 6,77 meses de vencimentos — o menor nível desde março do ano passado. Nos próximos 12 meses estão previstos R$ 1,424 trilhão em vencimentos de títulos federais, e a previsão é de aumento das reservas nos próximos meses devido ao baixo volume de vencimentos.

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Composição

A composição da DPF mudou com os vencimentos de prefixados: títulos vinculados à Selic subiram de 48,25% para 49,42%; papéis corrigidos pela inflação foram de 25,93% para 26,35%; prefixados caíram de 22,05% para 20,65%; e os vinculados ao câmbio foram de 3,76% para 3,58%.

real moeda 50 reais020120a84t47195204

O Plano Anual de Financiamento (PAF) divulgado em janeiro projeta que, ao final de 2026, os títulos encerrarão com as seguintes fatias: Selic entre 46% e 50%; corrigidos pela inflação entre 23% e 27%; prefixados entre 21% e 25%; e vinculados ao câmbio entre 3% e 7%.

Prazo e detentores

O prazo médio da DPF passou de 4 anos para 4,03 anos, estimativa que indica o tempo médio para renovação da dívida. Quanto aos detentores da dívida interna, a participação ficou distribuída em: instituições financeiras 31,92%; fundos de pensão 22,66%; fundos de investimento 21,36%; não-residentes 10,69%; e demais grupos 13,4%.

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Em janeiro, com a redução das tensões nos mercados, a fatia de não-residentes aumentou para 10,69%, ante 10,35% em dezembro. Em novembro de 2024, a participação estrangeira havia alcançado 11,2%, nível mais alto desde setembro de 2018.

Por meio da dívida pública, o governo capta recursos junto a investidores e se compromete a devolver o valor acrescido de correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada, conforme o tipo de título.

 

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Os juros elevados impediram a redução da Dívida Pública Federal (DPF) em janeiro, apesar do grande vencimento de títulos prefixados. Dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25) mostram que o estoque da DPF subiu de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões em janeiro, avanço de 0,07%.

A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), que reúne os títulos emitidos no mercado doméstico, cresceu 0,26%, passando de R$ 8,309 trilhões para R$ 8,33 trilhões no mês. No período, o Tesouro resgatou R$ 67,02 bilhões a mais do que emitiu, sobretudo em papéis atrelados à Selic, mas essa saída líquida foi compensada por R$ 88,53 bilhões contabilizados como apropriação de juros.

Por apropriação de juros, o governo incorpora mensalmente a correção de juros incidente sobre os títulos ao estoque da dívida. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, essa apropriação pressiona o nível do endividamento público.

No mês passado, a emissão de títulos da DPMFi totalizou R$ 145,87 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 212,89 bilhões, impactados pelo elevado volume de vencimentos de papéis prefixados típicos do início de trimestre.

Dívida externa e colchão

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) recuou 4,75%, de R$ 326,07 bilhões em dezembro para R$ 310,59 bilhões em janeiro. O principal determinante dessa queda foi a desvalorização do dólar no mês, que recuou 4,95% diante do alívio nos mercados financeiros.

O chamado colchão da dívida, reserva financeira usada para enfrentar turbulências ou concentração de vencimentos, diminuiu pelo segundo mês seguido, passando de R$ 1,187 trilhão em dezembro para R$ 1,085 trilhão em janeiro. Atualmente, essa reserva cobre 6,77 meses de vencimentos — o menor nível desde março do ano passado. Nos próximos 12 meses estão previstos R$ 1,424 trilhão em vencimentos de títulos federais, e a previsão é de aumento das reservas nos próximos meses devido ao baixo volume de vencimentos.

Composição

A composição da DPF mudou com os vencimentos de prefixados: títulos vinculados à Selic subiram de 48,25% para 49,42%; papéis corrigidos pela inflação foram de 25,93% para 26,35%; prefixados caíram de 22,05% para 20,65%; e os vinculados ao câmbio foram de 3,76% para 3,58%.

real moeda 50 reais020120a84t47195204

O Plano Anual de Financiamento (PAF) divulgado em janeiro projeta que, ao final de 2026, os títulos encerrarão com as seguintes fatias: Selic entre 46% e 50%; corrigidos pela inflação entre 23% e 27%; prefixados entre 21% e 25%; e vinculados ao câmbio entre 3% e 7%.

Prazo e detentores

O prazo médio da DPF passou de 4 anos para 4,03 anos, estimativa que indica o tempo médio para renovação da dívida. Quanto aos detentores da dívida interna, a participação ficou distribuída em: instituições financeiras 31,92%; fundos de pensão 22,66%; fundos de investimento 21,36%; não-residentes 10,69%; e demais grupos 13,4%.

Em janeiro, com a redução das tensões nos mercados, a fatia de não-residentes aumentou para 10,69%, ante 10,35% em dezembro. Em novembro de 2024, a participação estrangeira havia alcançado 11,2%, nível mais alto desde setembro de 2018.

Por meio da dívida pública, o governo capta recursos junto a investidores e se compromete a devolver o valor acrescido de correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada, conforme o tipo de título.

 

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