O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram, nesta quinta-feira (26) em Manaus, os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025. Foram registrados 46,01 milhões de estudantes na educação básica, queda de 2,29% em relação a 2024, quando o total foi de 47,08 milhões.
O ensino fundamental, que vai do 1º ao 9º ano, contabilizou 25,8 milhões de matrículas em 2025 — o equivalente a 56,07% do total. Com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE), o Inep estima que a proporção da população de 6 a 14 anos em sala de aula atingiu quase universalidade, chegando a 99,5% em 2025.
Ensino médio
O ensino médio registrou 7,36 milhões de matrículas em 2025 — 6,33 milhões na rede pública e 1,03 milhão na privada. O número vem recuando desde 2021, quando alcançou 7,77 milhões, representando uma queda de cerca de 400 mil alunos no período. Entre 2024 e 2025 houve uma redução de 140,9 mil matrículas.
O Inep atribui parte da diminuição de matrículas ao aumento da eficiência escolar, com menos estudantes defasados em relação à série por idade. Segundo o coordenador de Estatísticas Educacionais da Diretoria de Estatísticas do Inep (DEED), Fábio Pereira Bravin, “o ensino fundamental está universalizado” e o volume de matrículas “está estável”.
Também houve avanço na frequência entre jovens de 15 a 17 anos: a participação escolar desse grupo subiu de 89% em 2019 para 93,2% em 2025. O ministro da Educação, Camilo Santana, citou o programa Pé-de-Meia — criado em 2023 e voltado a estudantes inscritos no CadÚnico — como um dos fatores que têm contribuído para reduzir a evasão no ensino médio.
Redução do atraso escolar
O índice de distorção idade-série na rede pública caiu em todas as etapas da educação básica. Comparando 2021 e 2025, o atraso escolar reduziu 4,3 pontos percentuais no ensino fundamental e 10,3 pontos percentuais no ensino médio. Em 2021, 25,3% dos alunos do ensino médio estavam atrasados; em 2025 esse percentual passou para 16%.
Considerando apenas o 3º ano do ensino médio, a distorção caiu de 27,2% em 2021 para 13,99% em 2025 — redução de 61%. Nos anos finais do fundamental (6º ao 9º), o índice recuou de 21% para 14,4%; nos anos iniciais (1º ao 5º) caiu de 7,7% para 6,6%.

Desigualdade racial
O Censo aponta que, em todas as etapas, alunos que se declaram pretos ou pardos apresentam maiores taxas de atraso que os que se declaram brancos. Em 2025, nos anos finais do ensino fundamental, 9,2% dos alunos brancos estavam fora da idade adequada, ante 17,7% entre alunos negros. No ensino médio, a distorção entre jovens negros foi de 19,3%, enquanto entre brancos foi de 10,9%.
O Inep lembra que o campo de cor/raça é obrigatório no Censo desde 2005 e que a obrigatoriedade foi reforçada pelo Conselho Nacional de Educação em 2018. A ausência desse registro caiu de 25,5% em 2023 para 13,6% em 2025, o que, segundo o MEC, melhora a qualidade das informações para identificar desigualdades e orientar políticas públicas.
Censo escolar
O Censo Escolar reúne dados não só sobre alunos, mas também sobre escolas, professores, gestores e turmas, abrangendo modalidades como ensino regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e educação especial inclusiva. Além de gerar estatísticas, os resultados subsidiam a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas, orientando a destinação de recursos para merenda, transporte, livros didáticos e equipamentos.
Com informações de Agência Brasil
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

