Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Saúde

Governo amplia diretrizes para tratamento da fibromialgia pelo SUS

O Governo Federal divulgou, neste mês, um conjunto de diretrizes para aumentar a visibilidade da fibromialgia e ampliar opções de tratamento pelo...

28/02/2026 · 15h20
Governo amplia diretrizes para tratamento da fibromialgia pelo SUS

O Governo Federal divulgou, neste mês, um conjunto de diretrizes para aumentar a visibilidade da fibromialgia e ampliar opções de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A síndrome atinge entre 2,5% e 5% da população brasileira, segundo dados citados pelas autoridades de saúde.

O reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, afirmou em entrevista ao programa Tarde Nacional – Amazônia, nesta terça-feira (24), que a fibromialgia manifesta-se por dores contínuas em todo o corpo sem relação direta com lesões ou processos inflamatórios.

Publicidade

Sintomas e perfil epidemiológico

Estudos referenciados pela revista Rheumatology e pelo National Institutes of Health (NIH) indicam que mais de 80% dos casos ocorrem entre mulheres, com maior incidência na faixa etária dos 30 aos 50 anos. A origem da condição ainda é desconhecida, sendo investigadas hipóteses envolvendo fatores hormonais e genéticos.

Entre os sinais mais comuns estão dor generalizada, fadiga, formigamento em mãos e pés, distúrbios do sono (como insônia e episódios de apneia), sensibilidade a estímulos sensoriais (cheiros, sons e toque), alterações de humor como depressão e ansiedade, além de dificuldade de memória e concentração.

Diagnóstico

Martinez ressaltou que o diagnóstico é essencialmente clínico: baseia‑se no relato do paciente e no reconhecimento pelo médico dos sintomas típicos. Exames laboratoriais ou de imagem não confirmam a fibromialgia, por isso é fundamental que o profissional faça um exame físico detalhado para afastar outras condições que podem causar dor, como a artrose.

O especialista recomendou que pacientes busquem avaliação com reumatologista quando possível, ou atendimento na atenção primária, como nas Unidades Básicas de Saúde, para investigação adequada.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
reumatismo 3010202518

Políticas públicas e tratamento

A Lei 15.176/2025, sancionada em julho de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu a fibromialgia como deficiência, o que abre acesso a direitos previstos em lei, entre eles cotas em concursos, isenção de tributos na aquisição de veículos adaptados, benefícios previdenciários mediante perícia e o Benefício de Prestação Continuada para pessoas de baixa renda.

Além disso, o Ministério da Saúde implementou neste mês um planejamento para estruturar o atendimento da fibromialgia no SUS. A proposta inclui capacitação de profissionais e oferta de tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional. A prática regular de atividade física foi destacada como aliada importante na melhoria da qualidade de vida.

Publicidade

A Sociedade Brasileira de Reumatologia enfatiza a relevância de intervenções não farmacológicas, que atuam em conjunto com medicamentos que modulam a percepção da dor. Martinez observou também a necessidade de articulação entre reumatologista, psiquiatra e psicólogo quando houver comorbidades como ansiedade e depressão, para evitar interações medicamentosas e otimizar o cuidado.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O Governo Federal divulgou, neste mês, um conjunto de diretrizes para aumentar a visibilidade da fibromialgia e ampliar opções de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A síndrome atinge entre 2,5% e 5% da população brasileira, segundo dados citados pelas autoridades de saúde.

O reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, afirmou em entrevista ao programa Tarde Nacional – Amazônia, nesta terça-feira (24), que a fibromialgia manifesta-se por dores contínuas em todo o corpo sem relação direta com lesões ou processos inflamatórios.

Sintomas e perfil epidemiológico

Estudos referenciados pela revista Rheumatology e pelo National Institutes of Health (NIH) indicam que mais de 80% dos casos ocorrem entre mulheres, com maior incidência na faixa etária dos 30 aos 50 anos. A origem da condição ainda é desconhecida, sendo investigadas hipóteses envolvendo fatores hormonais e genéticos.

Entre os sinais mais comuns estão dor generalizada, fadiga, formigamento em mãos e pés, distúrbios do sono (como insônia e episódios de apneia), sensibilidade a estímulos sensoriais (cheiros, sons e toque), alterações de humor como depressão e ansiedade, além de dificuldade de memória e concentração.

Diagnóstico

Martinez ressaltou que o diagnóstico é essencialmente clínico: baseia‑se no relato do paciente e no reconhecimento pelo médico dos sintomas típicos. Exames laboratoriais ou de imagem não confirmam a fibromialgia, por isso é fundamental que o profissional faça um exame físico detalhado para afastar outras condições que podem causar dor, como a artrose.

O especialista recomendou que pacientes busquem avaliação com reumatologista quando possível, ou atendimento na atenção primária, como nas Unidades Básicas de Saúde, para investigação adequada.

reumatismo 3010202518

Políticas públicas e tratamento

A Lei 15.176/2025, sancionada em julho de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu a fibromialgia como deficiência, o que abre acesso a direitos previstos em lei, entre eles cotas em concursos, isenção de tributos na aquisição de veículos adaptados, benefícios previdenciários mediante perícia e o Benefício de Prestação Continuada para pessoas de baixa renda.

Além disso, o Ministério da Saúde implementou neste mês um planejamento para estruturar o atendimento da fibromialgia no SUS. A proposta inclui capacitação de profissionais e oferta de tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional. A prática regular de atividade física foi destacada como aliada importante na melhoria da qualidade de vida.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia enfatiza a relevância de intervenções não farmacológicas, que atuam em conjunto com medicamentos que modulam a percepção da dor. Martinez observou também a necessidade de articulação entre reumatologista, psiquiatra e psicólogo quando houver comorbidades como ansiedade e depressão, para evitar interações medicamentosas e otimizar o cuidado.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA