Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Indústria de máquinas e equipamentos inicia 2026 em ritmo mais lento

O setor brasileiro de máquinas e equipamentos começou 2026 com desaceleração, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e...

04/03/2026 · 09h05
Indústria de máquinas e equipamentos inicia 2026 em ritmo mais lento

O setor brasileiro de máquinas e equipamentos começou 2026 com desaceleração, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), após concluir 2025 com crescimento moderado. Em janeiro, a receita líquida do segmento atingiu R$ 17,3 bilhões, queda de 17% em relação ao mesmo mês de 2025 e recuo de 19,3% ante dezembro de 2025. A associação atribui a redução ao desempenho menor tanto no mercado interno quanto nas vendas ao exterior.

No mercado doméstico houve retração de 19%, efeito, conforme a Abimaq, da política monetária contracionista, que teria desestimulado investimentos, elevado o custo de vida, comprimido rendas e aumentado a inadimplência. No comércio externo, a entidade aponta como fator negativo a valorização do real, que subiu 11% frente ao dólar.

Publicidade

Exportações e importações

As exportações do setor somaram US$ 838 milhões em janeiro, montante 41,5% inferior ao registrado em dezembro, mas 3,1% acima de janeiro de 2025. A Abimaq explicou que a queda na comparação mensal decorre de fatores sazonais e da base elevada de dezembro, quando foi observado o segundo maior valor da série histórica.

As importações totalizaram US$ 2,48 bilhões em janeiro, também em queda no mês, porém mantêm-se em níveis elevados, comportamento observado desde 2015 e intensificado na pandemia de covid-19, período em que a substituição da produção nacional por produtos importados ganhou força. A entidade ressalta que a China responde por mais de 32% das máquinas importadas pelo Brasil, indicando transferência de parte do dinamismo industrial para o exterior.

Tarifas e mercado norte-americano

O setor sofreu com a aplicação de tarifas de 50% pelos Estados Unidos, principal destino das máquinas brasileiras, mas o impacto foi menor do que inicialmente temido, segundo a Abimaq. Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, afirmou que muitas empresas conseguiram se adaptar e manter presença naquele mercado.

Em entrevista concedida na tarde de terça-feira (3), em São Paulo, Bastos disse esperar recuperação das exportações após a decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou tarifas impostas globalmente pelo governo Trump, mas destacou cautela. “Com relação ao futuro e com a reversão da medida, a gente espera conseguir reconquistar uma parte do mercado que foi perdido”, afirmou. “Mas há outros instrumentos que ele [Trump] pode utilizar e aí elevar a tarifa especificamente para o Brasil a outro patamar, além dos 10%. Então a gente tem conversado com as empresas do setor para ter cautela”, completou.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
industria2016 0

Emprego e perspectivas

Em janeiro, o número de empregados no setor chegou a 418,9 mil trabalhadores, aumento de 18 mil pessoas em relação a janeiro de 2025. No entanto, esse total é 2% inferior ao observado em outubro de 2025, quando o setor tinha 422,7 mil ocupados.

Para 2026, a Abimaq projeta crescimento de 3,5% na produção física de máquinas e equipamentos e aumento de cerca de 4% na receita líquida, estimulado pelo mercado interno, cuja demanda é esperada crescer aproximadamente 5,6%. Bastos comentou ainda: “A gente está achando que, em 2026, vamos ter uma retração nas vendas em relação a 2025. De quanto vai ser ainda está muito cedo para a gente falar, mas talvez alguma coisa em torno de 5% seja bastante razoável”. Ele observou também que essas projeções não consideram efeitos externos recentes, como o conflito no Oriente Médio.

Publicidade

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

O setor brasileiro de máquinas e equipamentos começou 2026 com desaceleração, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), após concluir 2025 com crescimento moderado. Em janeiro, a receita líquida do segmento atingiu R$ 17,3 bilhões, queda de 17% em relação ao mesmo mês de 2025 e recuo de 19,3% ante dezembro de 2025. A associação atribui a redução ao desempenho menor tanto no mercado interno quanto nas vendas ao exterior.

No mercado doméstico houve retração de 19%, efeito, conforme a Abimaq, da política monetária contracionista, que teria desestimulado investimentos, elevado o custo de vida, comprimido rendas e aumentado a inadimplência. No comércio externo, a entidade aponta como fator negativo a valorização do real, que subiu 11% frente ao dólar.

Exportações e importações

As exportações do setor somaram US$ 838 milhões em janeiro, montante 41,5% inferior ao registrado em dezembro, mas 3,1% acima de janeiro de 2025. A Abimaq explicou que a queda na comparação mensal decorre de fatores sazonais e da base elevada de dezembro, quando foi observado o segundo maior valor da série histórica.

As importações totalizaram US$ 2,48 bilhões em janeiro, também em queda no mês, porém mantêm-se em níveis elevados, comportamento observado desde 2015 e intensificado na pandemia de covid-19, período em que a substituição da produção nacional por produtos importados ganhou força. A entidade ressalta que a China responde por mais de 32% das máquinas importadas pelo Brasil, indicando transferência de parte do dinamismo industrial para o exterior.

Tarifas e mercado norte-americano

O setor sofreu com a aplicação de tarifas de 50% pelos Estados Unidos, principal destino das máquinas brasileiras, mas o impacto foi menor do que inicialmente temido, segundo a Abimaq. Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, afirmou que muitas empresas conseguiram se adaptar e manter presença naquele mercado.

Em entrevista concedida na tarde de terça-feira (3), em São Paulo, Bastos disse esperar recuperação das exportações após a decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou tarifas impostas globalmente pelo governo Trump, mas destacou cautela. “Com relação ao futuro e com a reversão da medida, a gente espera conseguir reconquistar uma parte do mercado que foi perdido”, afirmou. “Mas há outros instrumentos que ele [Trump] pode utilizar e aí elevar a tarifa especificamente para o Brasil a outro patamar, além dos 10%. Então a gente tem conversado com as empresas do setor para ter cautela”, completou.

industria2016 0

Emprego e perspectivas

Em janeiro, o número de empregados no setor chegou a 418,9 mil trabalhadores, aumento de 18 mil pessoas em relação a janeiro de 2025. No entanto, esse total é 2% inferior ao observado em outubro de 2025, quando o setor tinha 422,7 mil ocupados.

Para 2026, a Abimaq projeta crescimento de 3,5% na produção física de máquinas e equipamentos e aumento de cerca de 4% na receita líquida, estimulado pelo mercado interno, cuja demanda é esperada crescer aproximadamente 5,6%. Bastos comentou ainda: “A gente está achando que, em 2026, vamos ter uma retração nas vendas em relação a 2025. De quanto vai ser ainda está muito cedo para a gente falar, mas talvez alguma coisa em torno de 5% seja bastante razoável”. Ele observou também que essas projeções não consideram efeitos externos recentes, como o conflito no Oriente Médio.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA