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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Impacto da guerra no Oriente Médio sobre preços dos combustíveis no Brasil pode demorar

O efeito da escalada do conflito no Oriente Médio sobre os preços pagos pelos consumidores brasileiros para gasolina e diesel pode não ser imediato, avalia Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Segundo ele, a transferência do aumento do petróleo bruto para a ponta do varejo tende a ocorrer de forma gradual.

05/03/2026 · 17h52 · Atualizado às 19h01
Impacto da guerra no Oriente Médio sobre preços dos combustíveis no Brasil pode demorar

O efeito da escalada do conflito no Oriente Médio sobre os preços pagos pelos consumidores brasileiros para gasolina e diesel pode não ser imediato, avalia Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Segundo ele, a transferência do aumento do petróleo bruto para a ponta do varejo tende a ocorrer de forma gradual.

Ardenghy lembrou que o valor do petróleo subiu fortemente nos últimos dias após os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, ocorridos no sábado (28), e as retaliações iranianas contra Tel Aviv e bases americanas em países produtores da região. No entanto, o dirigente ressalta que refinarias mantêm estoques de petróleo, o que atrasa a repercussão imediata desses reajustes no preço ao consumidor.

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O presidente do IBP explicou que, se o petróleo continuar em patamares elevados, as refinarias começarão a adquirir o insumo mais caro e, com o tempo, repassarão esse custo aos contratos futuros. Contratos já fechados permanecem com o preço anterior, o que também retarda o impacto. “É um processo longo, que pode durar até seis meses para acontecer. Não haverá nenhuma mudança de patamar de preço a curto prazo, inclusive, para o consumidor brasileiro”, afirmou Ardenghy à Agência Brasil.

Incertezas e alternativas logísticas

Ardenghy apontou que a incerteza sobre a evolução do conflito — como a continuidade das hostilidades, um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz ou a ampliação do conflito para outros países do Oriente Médio — é um fator que pode postergar efeitos nos preços. Ele citou ainda a existência de estoques estratégicos em alguns países, que tendem a ser utilizados em momentos de crise.

Sobre o Estreito de Ormuz, passagem por onde escoa grande parte do petróleo da região, o presidente do IBP afirmou que o fechamento não interromperia totalmente o fluxo, pois há rotas alternativas. Ele citou exemplos: o Iraque pode exportar via Turquia; a Arábia Saudita dispõe de oleodutos para o Mar Vermelho; Emirados Árabes Unidos e até o próprio Irã têm possibilidades de escoamento por outras rotas. Por isso, avaliou, não se espera uma alteração estável de preços nos próximos 60 a 90 dias.

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Posição do Brasil no mercado

Ardenghy destacou que o Brasil é um produtor relevante, com produção de 3,8 milhões de barris por dia em 2025 e exportação de 1,7 milhão de barris. Segundo ele, há perspectivas de aumento da produção caso ocorram descobertas na Margem Equatorial, na Bacia de Pelotas e em outras áreas.

estreito ormuz

O dirigente afirmou que o país pode contribuir para suprir eventual escassez proveniente do Oriente Médio, por meio da sua produção atual e futura. “Somos o nono maior produtor e o nono maior exportador mundial de petróleo”, disse. Ele também prevê uma reorientação dos fluxos globais de comércio de petróleo e gás, com importadores, especialmente na Ásia — como Japão, Coreia, China e Índia — buscando diversificar fornecedores.

Na avaliação de Ardenghy, a presença de grandes empresas internacionais e da Petrobras no Brasil reforça a condição do país como fornecedor confiável. Por isso, defendeu a manutenção das atividades de exploração e perfuração em áreas como a Margem Equatorial para garantir segurança energética e capacidade de exportação nas próximas décadas.

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O efeito da escalada do conflito no Oriente Médio sobre os preços pagos pelos consumidores brasileiros para gasolina e diesel pode não ser imediato, avalia Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Segundo ele, a transferência do aumento do petróleo bruto para a ponta do varejo tende a ocorrer de forma gradual.

Ardenghy lembrou que o valor do petróleo subiu fortemente nos últimos dias após os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, ocorridos no sábado (28), e as retaliações iranianas contra Tel Aviv e bases americanas em países produtores da região. No entanto, o dirigente ressalta que refinarias mantêm estoques de petróleo, o que atrasa a repercussão imediata desses reajustes no preço ao consumidor.

O presidente do IBP explicou que, se o petróleo continuar em patamares elevados, as refinarias começarão a adquirir o insumo mais caro e, com o tempo, repassarão esse custo aos contratos futuros. Contratos já fechados permanecem com o preço anterior, o que também retarda o impacto. “É um processo longo, que pode durar até seis meses para acontecer. Não haverá nenhuma mudança de patamar de preço a curto prazo, inclusive, para o consumidor brasileiro”, afirmou Ardenghy à Agência Brasil.

Incertezas e alternativas logísticas

Ardenghy apontou que a incerteza sobre a evolução do conflito — como a continuidade das hostilidades, um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz ou a ampliação do conflito para outros países do Oriente Médio — é um fator que pode postergar efeitos nos preços. Ele citou ainda a existência de estoques estratégicos em alguns países, que tendem a ser utilizados em momentos de crise.

Sobre o Estreito de Ormuz, passagem por onde escoa grande parte do petróleo da região, o presidente do IBP afirmou que o fechamento não interromperia totalmente o fluxo, pois há rotas alternativas. Ele citou exemplos: o Iraque pode exportar via Turquia; a Arábia Saudita dispõe de oleodutos para o Mar Vermelho; Emirados Árabes Unidos e até o próprio Irã têm possibilidades de escoamento por outras rotas. Por isso, avaliou, não se espera uma alteração estável de preços nos próximos 60 a 90 dias.

Posição do Brasil no mercado

Ardenghy destacou que o Brasil é um produtor relevante, com produção de 3,8 milhões de barris por dia em 2025 e exportação de 1,7 milhão de barris. Segundo ele, há perspectivas de aumento da produção caso ocorram descobertas na Margem Equatorial, na Bacia de Pelotas e em outras áreas.

estreito ormuz

O dirigente afirmou que o país pode contribuir para suprir eventual escassez proveniente do Oriente Médio, por meio da sua produção atual e futura. “Somos o nono maior produtor e o nono maior exportador mundial de petróleo”, disse. Ele também prevê uma reorientação dos fluxos globais de comércio de petróleo e gás, com importadores, especialmente na Ásia — como Japão, Coreia, China e Índia — buscando diversificar fornecedores.

Na avaliação de Ardenghy, a presença de grandes empresas internacionais e da Petrobras no Brasil reforça a condição do país como fornecedor confiável. Por isso, defendeu a manutenção das atividades de exploração e perfuração em áreas como a Margem Equatorial para garantir segurança energética e capacidade de exportação nas próximas décadas.

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