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Economia

Petróleo dos EUA sobe mais de 12% após fechamento do Estreito de Ormuz em meio a conflito com o Irã

Os contratos futuros do petróleo negociados nos Estados Unidos subiram mais de 12% nesta sexta-feira (6), impulsionados pela busca por barris...

07/03/2026 · 14h20 · Atualizado às 18h41
Petróleo dos EUA sobe mais de 12% após fechamento do Estreito de Ormuz em meio a conflito com o Irã

Os contratos futuros do petróleo negociados nos Estados Unidos subiram mais de 12% nesta sexta-feira (6), impulsionados pela busca por barris disponíveis após o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, em meio à escalada da guerra entre EUA, Israel e Irã, que restringiu o fornecimento do Oriente Médio.

O contrato Brent encerrou o dia a US$ 92,69 por barril, alta de US$ 7,28 ou 8,52%. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90 por barril, com avanço de US$ 9,89, equivalente a 12,21%.

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Foi o segundo dia seguido em que os contratos americanos tiveram ganhos superiores aos do Brent, reflexo da procura por barris alternativos e do papel dos EUA como maior produtor global, segundo Giovanni Staunovo, analista do UBS.

Janiv Shah, vice-presidente de análise de petróleo da Rystad Energy, atribuiu a diferença de desempenho entre WTI e Brent a fatores como a força nas refinarias da Costa do Golfo dos EUA, margens mais altas nessas unidades e oportunidades de arbitragem para a Europa, além de influência de políticas e dos mercados futuros em Washington.

Nesta semana, o petróleo registrou sua maior alta semanal desde a extrema volatilidade observada na pandemia de covid-19 em 2020, à medida que o conflito no Oriente Médio interrompeu o tráfego marítimo e as exportações de energia pela rota estratégica do Estreito de Ormuz.

Risco de preço acima de US$100 e impacto na oferta

O ministro de energia do Catar informou ao Financial Times esperar que os produtores do Golfo Pérsico possam encerrar exportações dentro de semanas, cenário que, em sua avaliação, poderia elevar o preço do petróleo a US$150 por barril.

Analistas do mercado também alertaram para um cenário mais caro: John Kilduff, sócio da Again Capital, classificou como o “pior cenário” o desenrolar atual e estimou que as previsões de petróleo a US$100 por barril tendem a se concretizar.

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O rali dos preços começou após ataques lançados pelos EUA e por Israel contra o Irã no sábado anterior, que levaram o Irã a interromper a passagem de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz. Normalmente, cerca de 20% da demanda mundial por petróleo atravessa essa hidrovia diariamente.

Com o estreito efetivamente fechado por sete dias, aproximadamente 140 milhões de barris — o equivalente a cerca de 1,4 dia da demanda global — ficaram impedidos de alcançar o mercado. Além disso, o conflito se expandiu para áreas produtoras de energia no Oriente Médio, causando interrupções na produção e forçando a paralisação de refinarias e unidades de gás natural liquefeito.

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O desdobramento das hostilidades continua a determinar a dinâmica de oferta e demanda no mercado internacional de petróleo.

Com informações de Agência Brasil

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Os contratos futuros do petróleo negociados nos Estados Unidos subiram mais de 12% nesta sexta-feira (6), impulsionados pela busca por barris disponíveis após o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, em meio à escalada da guerra entre EUA, Israel e Irã, que restringiu o fornecimento do Oriente Médio.

O contrato Brent encerrou o dia a US$ 92,69 por barril, alta de US$ 7,28 ou 8,52%. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90 por barril, com avanço de US$ 9,89, equivalente a 12,21%.

Foi o segundo dia seguido em que os contratos americanos tiveram ganhos superiores aos do Brent, reflexo da procura por barris alternativos e do papel dos EUA como maior produtor global, segundo Giovanni Staunovo, analista do UBS.

Janiv Shah, vice-presidente de análise de petróleo da Rystad Energy, atribuiu a diferença de desempenho entre WTI e Brent a fatores como a força nas refinarias da Costa do Golfo dos EUA, margens mais altas nessas unidades e oportunidades de arbitragem para a Europa, além de influência de políticas e dos mercados futuros em Washington.

Nesta semana, o petróleo registrou sua maior alta semanal desde a extrema volatilidade observada na pandemia de covid-19 em 2020, à medida que o conflito no Oriente Médio interrompeu o tráfego marítimo e as exportações de energia pela rota estratégica do Estreito de Ormuz.

Risco de preço acima de US$100 e impacto na oferta

O ministro de energia do Catar informou ao Financial Times esperar que os produtores do Golfo Pérsico possam encerrar exportações dentro de semanas, cenário que, em sua avaliação, poderia elevar o preço do petróleo a US$150 por barril.

Analistas do mercado também alertaram para um cenário mais caro: John Kilduff, sócio da Again Capital, classificou como o “pior cenário” o desenrolar atual e estimou que as previsões de petróleo a US$100 por barril tendem a se concretizar.

2026 02 19t203627z 1 lynxmpem1i19z rtroptp 4 global oil

O rali dos preços começou após ataques lançados pelos EUA e por Israel contra o Irã no sábado anterior, que levaram o Irã a interromper a passagem de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz. Normalmente, cerca de 20% da demanda mundial por petróleo atravessa essa hidrovia diariamente.

Com o estreito efetivamente fechado por sete dias, aproximadamente 140 milhões de barris — o equivalente a cerca de 1,4 dia da demanda global — ficaram impedidos de alcançar o mercado. Além disso, o conflito se expandiu para áreas produtoras de energia no Oriente Médio, causando interrupções na produção e forçando a paralisação de refinarias e unidades de gás natural liquefeito.

O desdobramento das hostilidades continua a determinar a dinâmica de oferta e demanda no mercado internacional de petróleo.

Com informações de Agência Brasil

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