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Economia

Faturamento da indústria sobe 2,3% em janeiro, mas segue abaixo do nível de 2025

A indústria de transformação brasileira registrou alta de 2,3% no faturamento em janeiro de 2026 frente a dezembro de 2025, mas o resultado ainda...

10/03/2026 · 19h18 · Atualizado às 19h18
Faturamento da indústria sobe 2,3% em janeiro, mas segue abaixo do nível de 2025

A indústria de transformação brasileira registrou alta de 2,3% no faturamento em janeiro de 2026 frente a dezembro de 2025, mas o resultado ainda permanece aquém do registrado em janeiro de 2025.

Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta segunda-feira (9). Apesar do crescimento mensal, o faturamento em janeiro de 2026 ficou 9,7% abaixo do nível verificado no mesmo mês do ano anterior.

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Outros indicadores acompanhavam padrão semelhante. As horas trabalhadas na produção aumentaram 0,5% de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, mas continuam em trajetória descendente iniciada no segundo semestre de 2025; em comparação a janeiro de 2025, houve recuo de 2,6%.

O emprego na indústria de transformação também apresentou recuperação modesta no início do ano: o número de trabalhadores subiu 0,5% em janeiro, interrompendo quatro meses consecutivos de queda. Mesmo assim, o nível de emprego permanece 0,2% abaixo do observado em janeiro de 2025.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) teve variação marginal positiva, avançando 0,2 ponto percentual, ao passar de 77,4% em dezembro de 2025 para 77,6% em janeiro de 2026. Esse patamar está 1 ponto percentual inferior ao registrado em janeiro de 2025.

Segundo a CNI, fatores que pressionaram a indústria em 2025 continuam limitando a retomada. A especialista em Políticas e Indústria da entidade, Larissa Nocko, apontou que juros elevados, o custo do crédito, a menor intensidade da demanda interna e o aumento da entrada de bens de consumo importados seguem prejudicando o setor.

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A CNI também avaliou que uma eventual redução da taxa básica de juros terá efeito restrito no curto prazo. A entidade espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie o ciclo de cortes na reunião deste mês, mas ressaltou que o patamar da Selic deve permanecer elevado, restringindo a atividade econômica — em especial a indústria de transformação.

Massa salarial e rendimento

Entre os indicadores de mercado de trabalho, a massa salarial real da indústria cresceu 1% em janeiro sobre dezembro, sinalizando início de recuperação após desempenho negativo na segunda metade de 2025; na comparação anual houve alta de 0,4%.

O rendimento médio real dos trabalhadores ficou praticamente estável na passagem de dezembro para janeiro, com leve queda de 0,1%. Em relação a janeiro de 2025, o rendimento médio apresentou aumento de 0,7%.

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Com informações de Agência Brasil

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A indústria de transformação brasileira registrou alta de 2,3% no faturamento em janeiro de 2026 frente a dezembro de 2025, mas o resultado ainda permanece aquém do registrado em janeiro de 2025.

Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta segunda-feira (9). Apesar do crescimento mensal, o faturamento em janeiro de 2026 ficou 9,7% abaixo do nível verificado no mesmo mês do ano anterior.

Outros indicadores acompanhavam padrão semelhante. As horas trabalhadas na produção aumentaram 0,5% de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, mas continuam em trajetória descendente iniciada no segundo semestre de 2025; em comparação a janeiro de 2025, houve recuo de 2,6%.

O emprego na indústria de transformação também apresentou recuperação modesta no início do ano: o número de trabalhadores subiu 0,5% em janeiro, interrompendo quatro meses consecutivos de queda. Mesmo assim, o nível de emprego permanece 0,2% abaixo do observado em janeiro de 2025.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) teve variação marginal positiva, avançando 0,2 ponto percentual, ao passar de 77,4% em dezembro de 2025 para 77,6% em janeiro de 2026. Esse patamar está 1 ponto percentual inferior ao registrado em janeiro de 2025.

Segundo a CNI, fatores que pressionaram a indústria em 2025 continuam limitando a retomada. A especialista em Políticas e Indústria da entidade, Larissa Nocko, apontou que juros elevados, o custo do crédito, a menor intensidade da demanda interna e o aumento da entrada de bens de consumo importados seguem prejudicando o setor.

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A CNI também avaliou que uma eventual redução da taxa básica de juros terá efeito restrito no curto prazo. A entidade espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie o ciclo de cortes na reunião deste mês, mas ressaltou que o patamar da Selic deve permanecer elevado, restringindo a atividade econômica — em especial a indústria de transformação.

Massa salarial e rendimento

Entre os indicadores de mercado de trabalho, a massa salarial real da indústria cresceu 1% em janeiro sobre dezembro, sinalizando início de recuperação após desempenho negativo na segunda metade de 2025; na comparação anual houve alta de 0,4%.

O rendimento médio real dos trabalhadores ficou praticamente estável na passagem de dezembro para janeiro, com leve queda de 0,1%. Em relação a janeiro de 2025, o rendimento médio apresentou aumento de 0,7%.

Com informações de Agência Brasil

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