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Economia

Abespetro: Países buscam alternativas energéticas devido à alta do petróleo

A alta do petróleo leva países a buscarem alternativas energéticas, diz Abespetro.

20/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h37
Abespetro: Países buscam alternativas energéticas devido à alta do petróleo

A escalada do conflito no Oriente Médio pressiona os preços do barril de petróleo, que voltou a se aproximar dos US$ 90, gerando incertezas no mercado financeiro. A cotação, que antes girava em torno de US$ 70, apresenta forte volatilidade, de acordo com Telmo Ghiorzi, presidente-executivo da Abespetro (Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo).

Ghiorzi aponta que a situação é complexa, com diversos fatores impactando os preços, como a tentativa de aumento de produção por meio do fracking nos Estados Unidos, a instabilidade política na Venezuela e as tensões com o Irã. Ele destaca que o conflito na principal região produtora de petróleo do mundo potencializa esses efeitos.

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“É impossível repor 20% da produção mundial no curto prazo”, afirmou Ghiorzi.

O executivo ainda mencionou o anúncio dos Houthis sobre a possibilidade de bloquear o estreito de Bab el-Mandeb, um importante corredor marítimo para o comércio internacional de petróleo, o que poderia complicar ainda mais a logística do setor. Além disso, ele ressaltou que os estoques globais ainda não foram totalmente recompostos após crises anteriores.

“Para repor uma nova fonte de produção ou repor estoques, vai demorar muito. É coisa de muitos anos, talvez décadas”, declarou.

Ao comparar o atual cenário com os choques do petróleo nas décadas de 1970, Ghiorzi acredita que períodos de instabilidade costumam acelerar a busca por novas fontes de energia e novas áreas de produção. Ele ressaltou que, embora os países busquem alternativas, é desafiador substituir completamente o petróleo.

Ele também mencionou que crises anteriores resultaram em descobertas de reservas no Brasil, no Mar do Norte e nos Estados Unidos, e espera um movimento semelhante agora. Embora as fontes renováveis estejam ganhando espaço na transição energética, ainda não são capazes de substituir totalmente o petróleo, como evidenciado pelo aumento do consumo de carvão pela China.

Ghiorzi acredita que o petróleo continuará a desempenhar um papel central por muitos anos, devido à sua facilidade de armazenamento, transporte e utilização. Em resposta à pergunta sobre a dependência do mundo em relação ao petróleo do Oriente Médio, ele afirmou que essa relação deve perdurar por muitas décadas.

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“Eu apostaria fácil em mais 100 anos”, afirma o executivo.

Ele informou que, mesmo nos cenários mais otimistas para a transição energética, o consumo global em 2050 deverá ficar próximo de 50 milhões de barris por dia, e como a região do Oriente Médio responde por cerca de 35% da produção global, a dependência continuará significativa.

“Muito provavelmente, nossos netos não verão o fim da dependência do Oriente Médio em relação ao petróleo do mundo”, concluiu Ghiorzi.

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O executivo também ressaltou que as flutuações nos preços têm pouca influência nas decisões de investimento das grandes petroleiras. Ele explicou que o intervalo entre o leilão de um bloco exploratório e a produção do primeiro óleo costuma ser de cerca de dez anos no Brasil.

“Ninguém decide um investimento de 4 bilhões de dólares, que vai ficar 30 anos produzindo petróleo, baseado no preço de ontem ou de amanhã”, afirmou.

Ghiorzi citou a Petrobras, que utiliza um preço de resiliência de aproximadamente US$ 35 por barril de Brent para embasar seus projetos, e que as decisões estratégicas consideram uma faixa histórica entre US$ 60 e US$ 80 por barril. Ele também apontou que o avanço da produção na Guiana, Suriname e na Margem Equatorial brasileira pode aumentar a oferta mundial, embora ainda represente um volume pequeno em relação ao consumo global de cerca de 100 milhões de barris por dia.

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A escalada do conflito no Oriente Médio pressiona os preços do barril de petróleo, que voltou a se aproximar dos US$ 90, gerando incertezas no mercado financeiro. A cotação, que antes girava em torno de US$ 70, apresenta forte volatilidade, de acordo com Telmo Ghiorzi, presidente-executivo da Abespetro (Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo).

Ghiorzi aponta que a situação é complexa, com diversos fatores impactando os preços, como a tentativa de aumento de produção por meio do fracking nos Estados Unidos, a instabilidade política na Venezuela e as tensões com o Irã. Ele destaca que o conflito na principal região produtora de petróleo do mundo potencializa esses efeitos.

“É impossível repor 20% da produção mundial no curto prazo”, afirmou Ghiorzi.

O executivo ainda mencionou o anúncio dos Houthis sobre a possibilidade de bloquear o estreito de Bab el-Mandeb, um importante corredor marítimo para o comércio internacional de petróleo, o que poderia complicar ainda mais a logística do setor. Além disso, ele ressaltou que os estoques globais ainda não foram totalmente recompostos após crises anteriores.

“Para repor uma nova fonte de produção ou repor estoques, vai demorar muito. É coisa de muitos anos, talvez décadas”, declarou.

Ao comparar o atual cenário com os choques do petróleo nas décadas de 1970, Ghiorzi acredita que períodos de instabilidade costumam acelerar a busca por novas fontes de energia e novas áreas de produção. Ele ressaltou que, embora os países busquem alternativas, é desafiador substituir completamente o petróleo.

Ele também mencionou que crises anteriores resultaram em descobertas de reservas no Brasil, no Mar do Norte e nos Estados Unidos, e espera um movimento semelhante agora. Embora as fontes renováveis estejam ganhando espaço na transição energética, ainda não são capazes de substituir totalmente o petróleo, como evidenciado pelo aumento do consumo de carvão pela China.

Ghiorzi acredita que o petróleo continuará a desempenhar um papel central por muitos anos, devido à sua facilidade de armazenamento, transporte e utilização. Em resposta à pergunta sobre a dependência do mundo em relação ao petróleo do Oriente Médio, ele afirmou que essa relação deve perdurar por muitas décadas.

“Eu apostaria fácil em mais 100 anos”, afirma o executivo.

Ele informou que, mesmo nos cenários mais otimistas para a transição energética, o consumo global em 2050 deverá ficar próximo de 50 milhões de barris por dia, e como a região do Oriente Médio responde por cerca de 35% da produção global, a dependência continuará significativa.

“Muito provavelmente, nossos netos não verão o fim da dependência do Oriente Médio em relação ao petróleo do mundo”, concluiu Ghiorzi.

O executivo também ressaltou que as flutuações nos preços têm pouca influência nas decisões de investimento das grandes petroleiras. Ele explicou que o intervalo entre o leilão de um bloco exploratório e a produção do primeiro óleo costuma ser de cerca de dez anos no Brasil.

“Ninguém decide um investimento de 4 bilhões de dólares, que vai ficar 30 anos produzindo petróleo, baseado no preço de ontem ou de amanhã”, afirmou.

Ghiorzi citou a Petrobras, que utiliza um preço de resiliência de aproximadamente US$ 35 por barril de Brent para embasar seus projetos, e que as decisões estratégicas consideram uma faixa histórica entre US$ 60 e US$ 80 por barril. Ele também apontou que o avanço da produção na Guiana, Suriname e na Margem Equatorial brasileira pode aumentar a oferta mundial, embora ainda represente um volume pequeno em relação ao consumo global de cerca de 100 milhões de barris por dia.

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