Um adolescente de 16 anos evitou que um plano de homicídio fosse executado no Norte do Paraná, ao descobrir que sua mãe, de 41 anos, pretendia matar uma funcionária da Casa Lar de Abatiá. O jovem decidiu alertar a vítima sobre a ameaça, o que levou à prisão preventiva da mãe.
A detenção ocorreu na última sexta-feira, 10 de julho. O delegado Luís Guilherme Almeida Cerqueira, da Polícia Civil, informou que o marido da investigada também é suspeito de estar envolvido na tentativa de homicídio, mas permanece em liberdade durante as investigações. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas para preservar a privacidade do adolescente e da vítima.
As investigações apontam que a motivação para o crime estaria relacionada à perda da guarda dos três filhos do casal, que foram acolhidos pela Casa Lar da cidade. Segundo o delegado, as crianças estavam sofrendo maus-tratos, sem alimentação e ensino adequados, o que resultou na decisão judicial de afastá-las da família.
Após a retirada dos filhos, a mulher começou a responsabilizar as funcionárias da instituição pelo ocorrido, o que a levou a elaborar o plano de assassinato. O adolescente, que ainda visitava os pais, suspeitou de algo errado ao ouvir comentários durante um desses encontros.
Desconfiado, ele acessou o celular da mãe e encontrou uma conversa que revelava a intenção dela de encomendar o crime. Nas mensagens, a mãe falava sobre “apagar uma infeliz do mapa” e discutia detalhes sobre a rotina da funcionária, além de negociar o pagamento de R$ 3 mil pelo assassinato. Em uma parte da conversa, a investigada mencionou: “Vamos deixar para o dia sete, é o dia em que eu recebo”.
Diante das informações que obteve, o adolescente procurou a funcionária mencionada e relatou tudo o que sabia. Juntos, eles foram até a Polícia Civil para registrar a denúncia, o que deu início às investigações.
Assim que os policiais começaram a apurar o caso, perceberam que as mensagens haviam sido apagadas do celular da suspeita. Contudo, conseguiram localizar o homem que atuava como intermediário no plano e obtiveram cópias das conversas.
O intermediário colaborou com a investigação, afirmando que estava em contato com a mulher para verificar até onde ela estaria disposta a ir e se realmente pagaria pelo crime. Essa colaboração foi fundamental para confirmar a existência do plano e fundamentar o pedido de prisão preventiva da mãe.
A Polícia Civil informou que o inquérito está em fase de conclusão e, após o término das investigações, o caso será encaminhado ao Ministério Público do Paraná para as medidas cabíveis.
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