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Agro

Agronegócio perde R$66,1 bi com queda de 2% no 1º trimestre

PIB do agronegócio caiu 2% no primeiro trimestre, com impacto no setor agrícola.

06/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h12
Agronegócio perde R$66,1 bi com queda de 2% no 1º trimestre

Cepea/CNA informam que o setor agrícola teve queda de 3,62% (R$74,6 bi). A pecuária subiu 0,7% (R$8,6 bi), mas o agregado recuou 2%, perdendo R$66,1 bi no 1º trimestre.

O PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária apresentou uma queda de 2% no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) nesta quinta-feira, 6 de agosto.

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Essa diminuição representa uma redução de R$ 66,1 bilhões para o setor, com a desvalorização de 3,62% (R$ 74,6 bilhões) no segmento agrícola. Em contrapartida, a pecuária teve um crescimento marginal de 0,7% (R$ 8,6 bilhões).

De acordo com o índice que abrange toda a cadeia agropecuária, o PIB do setor foi estimado em R$ 3,13 trilhões, sendo R$ 1,88 trilhão referente ao ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão ao pecuário.

Nos primeiros meses de 2026, os segmentos que mais apresentaram queda foram o primário (-4,15%), seguido por insumos (-2,15%), agroserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%). O Cepea destacou que esse resultado foi influenciado pelas expectativas de redução do valor da produção ao longo do ano, principalmente devido à queda dos preços, que superou os ganhos projetados na produção de várias atividades agrícolas e pecuárias.

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A queda mais acentuada foi observada no segmento primário agrícola, com uma redução de 5,72%, mesmo diante da expectativa de aumento na produção de commodities essenciais, como cana-de-açúcar, café e soja. Os pesquisadores afirmam que a diminuição do PIB do setor foi impulsionada pelo recuo nos preços, que compensaram amplamente o avanço produtivo.

“Os agroserviços foram influenciados pelos desempenhos dos segmentos a montante, sustentados pela maior demanda por transporte, comércio e demais serviços associados ao aumento esperado da produção pecuária”, explicam os pesquisadores.

Por outro lado, a agroindústria e os agroserviços no ramo da agropecuária apresentaram um desempenho positivo no período, com crescimento de 1,93% e 1,86%, respectivamente. A diferença nos resultados com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é significativa. Em maio, o IBGE indicou que o PIB da agropecuária cresceu 2% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 230,4 bilhões, números que diferem substancialmente dos dados do Cepea.

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A discrepância entre os índices se deve à abrangência de cada um; enquanto o IBGE se limita ao setor primário, o Cepea inclui toda a cadeia, abrangendo serviços (logística, transporte, armazenagem e crédito) e indústria (usinas de açúcar, laticínios e abate de carnes).

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Cepea/CNA informam que o setor agrícola teve queda de 3,62% (R$74,6 bi). A pecuária subiu 0,7% (R$8,6 bi), mas o agregado recuou 2%, perdendo R$66,1 bi no 1º trimestre.

O PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária apresentou uma queda de 2% no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) nesta quinta-feira, 6 de agosto.

Essa diminuição representa uma redução de R$ 66,1 bilhões para o setor, com a desvalorização de 3,62% (R$ 74,6 bilhões) no segmento agrícola. Em contrapartida, a pecuária teve um crescimento marginal de 0,7% (R$ 8,6 bilhões).

De acordo com o índice que abrange toda a cadeia agropecuária, o PIB do setor foi estimado em R$ 3,13 trilhões, sendo R$ 1,88 trilhão referente ao ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão ao pecuário.

Nos primeiros meses de 2026, os segmentos que mais apresentaram queda foram o primário (-4,15%), seguido por insumos (-2,15%), agroserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%). O Cepea destacou que esse resultado foi influenciado pelas expectativas de redução do valor da produção ao longo do ano, principalmente devido à queda dos preços, que superou os ganhos projetados na produção de várias atividades agrícolas e pecuárias.

A queda mais acentuada foi observada no segmento primário agrícola, com uma redução de 5,72%, mesmo diante da expectativa de aumento na produção de commodities essenciais, como cana-de-açúcar, café e soja. Os pesquisadores afirmam que a diminuição do PIB do setor foi impulsionada pelo recuo nos preços, que compensaram amplamente o avanço produtivo.

“Os agroserviços foram influenciados pelos desempenhos dos segmentos a montante, sustentados pela maior demanda por transporte, comércio e demais serviços associados ao aumento esperado da produção pecuária”, explicam os pesquisadores.

Por outro lado, a agroindústria e os agroserviços no ramo da agropecuária apresentaram um desempenho positivo no período, com crescimento de 1,93% e 1,86%, respectivamente. A diferença nos resultados com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é significativa. Em maio, o IBGE indicou que o PIB da agropecuária cresceu 2% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 230,4 bilhões, números que diferem substancialmente dos dados do Cepea.

A discrepância entre os índices se deve à abrangência de cada um; enquanto o IBGE se limita ao setor primário, o Cepea inclui toda a cadeia, abrangendo serviços (logística, transporte, armazenagem e crédito) e indústria (usinas de açúcar, laticínios e abate de carnes).

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