Relatório da AIE aponta queda brusca na demanda global por petróleo em 2026. Preços altos e interrupções no abastecimento derrubaram entregas no 2º trimestre em 5 milhões de barris ante 2025.
A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou um relatório nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, que revisa para baixo a estimativa da demanda global por petróleo para este ano. A nova previsão aponta para uma queda de 1,1 milhão de barris por dia, representando uma revisão de 700 mil barris por dia em relação ao relatório anterior, publicado em maio.
O documento indica que as entregas no segundo trimestre de 2026 recuaram 5 milhões de barris por dia, quando comparadas ao mesmo período de 2025. Este declínio é atribuído a fatores como os preços elevados dos combustíveis e interrupções na oferta do produto, que têm impactado diretamente o mercado.
A AIE também projeta uma recuperação na demanda em 2027, com um aumento estimado de 2 milhões de barris por dia. Essa recuperação deve ser impulsionada pela normalização dos fluxos comerciais, queda nos preços do petróleo e uma melhora nas perspectivas econômicas globais.
“Embora o acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irã abra caminho para uma recuperação das exportações no Oriente Médio, as restrições operacionais e políticas, incluindo a prolongada desminagem e os acordos de trânsito ainda não resolvidos, representam riscos para as perspectivas”, declarou a AIE.
No que diz respeito aos estoques globais de petróleo, a AIE observou que o ritmo de redução acelerou em maio, registrando uma diminuição de 143 milhões de barris, o que equivale a uma média de 4,6 milhões de barris por dia. Em abril, essa média era de 2,5 milhões de barris por dia, com estoques caindo para um total de 74 milhões de barris.
Desde o início do conflito no Oriente Médio, a média de queda dos estoques globalmente chegou a 3,8 milhões de barris por dia, sendo 2,4 milhões de barris por dia de petróleo bruto e 1,4 milhão de barris por dia de derivados. Além disso, as reservas de petróleo dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) atingiram o menor nível desde 1990, com uma diminuição de 163 milhões de barris, o que equivale a uma média de 1,8 milhão de barris por dia desde o início da guerra no Irã.
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