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Tragédia

Airbus adapta A400M para combate a incêndios na França

Airbus A400M realiza primeiro lançamento de líquido retardante para combate a incêndios.

26/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h16
Airbus adapta A400M para combate a incêndios na França

O avião militar Airbus A400M realizou o primeiro lançamento mundial de líquido retardante a partir do compartimento de carga. A adaptação, concluída em apenas 15 dias, foi realizada pela Segurança Civil, pelas Forças Armadas francesas e pela fabricante Airbus, com o objetivo de reforçar o combate aos incêndios no país.

Imagens do teste foram divulgadas no domingo (26 de julho de 2026), mostrando o A400M sobrevoando uma área aberta e liberando uma grande quantidade do produto, que tem a função de reduzir o avanço do fogo e facilitar o trabalho das equipes em terra.

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“Essa nova capacidade passa a reforçar os meios aéreos já mobilizados no terreno. Um único objetivo: combater os incêndios com mais eficiência”, afirmou o ministro da Defesa da França, Sébastien Lecornu.

O A400M, que é utilizado principalmente no transporte militar de tropas, equipamentos e cargas, agora contará com uma nova função que permitirá à França aumentar a frota disponível para lançar retardantes em áreas ameaçadas pelas chamas. Essa adaptação elimina a dependência exclusiva de aeronaves projetadas especificamente para o combate a incêndios.

O projeto, que está sendo desenvolvido desde 2024, envolve a Força Aérea e Espacial francesa, a Airbus Defence and Space e a Direção Geral da Segurança Civil. Neste momento, as instituições estão avaliando o kit instalado no compartimento de carga da aeronave. O sistema possibilitará que o A400M lance até 20 toneladas de líquido retardante em uma única operação, volume equivalente a dois lançamentos feitos por aviões Dash.

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A substância será liberada à frente das chamas para minimizar a propagação do incêndio e apoiar aeronaves especializadas, como os modelos Canadair e Dash. Além disso, a instalação do equipamento não requer mudanças na estrutura do avião, que continuará disponível para missões militares. Contudo, antes de ser utilizado operacionalmente, o sistema terá que passar por testes de voo e pela qualificação das tripulações.

O anúncio da nova capacidade ocorre em um momento crítico, já que o sudoeste da França enfrenta um incêndio de grandes proporções na região da Gironda, onde se localiza a cidade de Bordeaux. A agência AP informa que 55.000 pessoas receberam ordens para deixar suas casas entre a noite de sábado (25 de julho) e a madrugada de domingo (26 de julho). Com as novas retiradas, 220 mil pessoas já haviam sido evacuadas na região.

As condições climáticas, com ventos fortes e tempo seco, dificultam o combate às chamas, que já atingiram uma área quatro vezes maior do que a cidade de Paris. O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, destacou que a situação permanece “muito desfavorável” após mais uma noite de combate ao fogo, e as chamas voltaram a ganhar força, criando novos ventos e avançando de forma irregular em direção à região metropolitana de Bordeaux.

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A Espanha também está realizando operações de evacuação na costa leste, e, até sábado, os incêndios nos dois países já haviam forçado 267 mil pessoas a deixar áreas de risco. Desde o início de 2026, o fogo consumiu 254 mil hectares em toda a Europa.

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O avião militar Airbus A400M realizou o primeiro lançamento mundial de líquido retardante a partir do compartimento de carga. A adaptação, concluída em apenas 15 dias, foi realizada pela Segurança Civil, pelas Forças Armadas francesas e pela fabricante Airbus, com o objetivo de reforçar o combate aos incêndios no país.

Imagens do teste foram divulgadas no domingo (26 de julho de 2026), mostrando o A400M sobrevoando uma área aberta e liberando uma grande quantidade do produto, que tem a função de reduzir o avanço do fogo e facilitar o trabalho das equipes em terra.

“Essa nova capacidade passa a reforçar os meios aéreos já mobilizados no terreno. Um único objetivo: combater os incêndios com mais eficiência”, afirmou o ministro da Defesa da França, Sébastien Lecornu.

O A400M, que é utilizado principalmente no transporte militar de tropas, equipamentos e cargas, agora contará com uma nova função que permitirá à França aumentar a frota disponível para lançar retardantes em áreas ameaçadas pelas chamas. Essa adaptação elimina a dependência exclusiva de aeronaves projetadas especificamente para o combate a incêndios.

O projeto, que está sendo desenvolvido desde 2024, envolve a Força Aérea e Espacial francesa, a Airbus Defence and Space e a Direção Geral da Segurança Civil. Neste momento, as instituições estão avaliando o kit instalado no compartimento de carga da aeronave. O sistema possibilitará que o A400M lance até 20 toneladas de líquido retardante em uma única operação, volume equivalente a dois lançamentos feitos por aviões Dash.

A substância será liberada à frente das chamas para minimizar a propagação do incêndio e apoiar aeronaves especializadas, como os modelos Canadair e Dash. Além disso, a instalação do equipamento não requer mudanças na estrutura do avião, que continuará disponível para missões militares. Contudo, antes de ser utilizado operacionalmente, o sistema terá que passar por testes de voo e pela qualificação das tripulações.

O anúncio da nova capacidade ocorre em um momento crítico, já que o sudoeste da França enfrenta um incêndio de grandes proporções na região da Gironda, onde se localiza a cidade de Bordeaux. A agência AP informa que 55.000 pessoas receberam ordens para deixar suas casas entre a noite de sábado (25 de julho) e a madrugada de domingo (26 de julho). Com as novas retiradas, 220 mil pessoas já haviam sido evacuadas na região.

As condições climáticas, com ventos fortes e tempo seco, dificultam o combate às chamas, que já atingiram uma área quatro vezes maior do que a cidade de Paris. O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, destacou que a situação permanece “muito desfavorável” após mais uma noite de combate ao fogo, e as chamas voltaram a ganhar força, criando novos ventos e avançando de forma irregular em direção à região metropolitana de Bordeaux.

A Espanha também está realizando operações de evacuação na costa leste, e, até sábado, os incêndios nos dois países já haviam forçado 267 mil pessoas a deixar áreas de risco. Desde o início de 2026, o fogo consumiu 254 mil hectares em toda a Europa.

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