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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Alta de 1,8% da produção industrial em janeiro não compensa perdas do fim de 2025

A atividade industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, mas o avanço não foi suficiente...

06/03/2026 · 15h25 · Atualizado às 19h14
Alta de 1,8% da produção industrial em janeiro não compensa perdas do fim de 2025

A atividade industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, mas o avanço não foi suficiente para recuperar as perdas acumuladas no final de 2025, cuja variação permanece negativa em 0,8%.

A divulgação do levantamento, feita nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi comentada por André Macedo, gerente da pesquisa, que ressaltou que o avanço de janeiro é relevante, porém insuficiente para eliminar a retração registrada entre setembro e dezembro de 2025.

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Setores que puxaram alta

Entre os destaques positivos de janeiro estão as indústrias de produtos químicos, com expansão de 6,2%; veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceram 6,3%; e o segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com alta de 2%.

No setor químico, a elevação da produção veio principalmente de adubos e fertilizantes, além de herbicidas e fungicidas, itens ligados ao agronegócio. Na indústria automobilística, o aumento foi puxado por caminhões e autopeças. A indústria extrativa contribuiu positivamente pela produção de derivados de petróleo, coque e biocombustíveis.

Macedo apontou que parte do resultado de janeiro foi beneficiada pela retomada da produção após férias coletivas em dezembro.

Quedas e fatores contrários

A pesquisa registrou queda em seis atividades. O maior impacto negativo ocorreu no setor de máquinas e equipamentos, que caiu 6,7% pelo segundo mês seguido. As perdas mais expressivas nesse segmento concentraram-se em bens de capital com destino industrial e agrícola, movimento que o gerente associou ao aumento das taxas de juros, já que juros mais altos encarecem crédito e empréstimos.

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Comparações anual e de prazo mais longo

Na comparação anual (janeiro de 2026 ante janeiro de 2025), a indústria avançou 0,2%, interrompendo uma sequência de resultados descendentes, embora duas das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos pesquisados tenham mostrado taxas negativas.

industrias wd2212

O desempenho anual acumulado em 12 meses ficou em alta de 0,5%, marcando o 26º resultado positivo nessa base de comparação, porém com perda de intensidade. O gerente do IBGE lembrou que o crescimento havia sido de 3,1% em dezembro de 2024 e de 2,9% em janeiro de 2025, indicando uma trajetória de desaceleração.

Riscos externos

Para o futuro, Macedo avaliou que há incertezas para a economia brasileira, citando os possíveis efeitos da guerra no Oriente Médio — região com grande parcela das reservas globais de petróleo. Eventos externos que prejudiquem o comércio internacional, elevem custos ou reduzam a oferta de matérias‑primas podem afetar negativamente a indústria e a economia em geral.

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O cenário apresentado reúne a melhora de janeiro, as quedas setoriais e os riscos externos, sem indicar reversão imediata das perdas acumuladas no fim de 2025.

 

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A atividade industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, mas o avanço não foi suficiente para recuperar as perdas acumuladas no final de 2025, cuja variação permanece negativa em 0,8%.

A divulgação do levantamento, feita nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi comentada por André Macedo, gerente da pesquisa, que ressaltou que o avanço de janeiro é relevante, porém insuficiente para eliminar a retração registrada entre setembro e dezembro de 2025.

Setores que puxaram alta

Entre os destaques positivos de janeiro estão as indústrias de produtos químicos, com expansão de 6,2%; veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceram 6,3%; e o segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com alta de 2%.

No setor químico, a elevação da produção veio principalmente de adubos e fertilizantes, além de herbicidas e fungicidas, itens ligados ao agronegócio. Na indústria automobilística, o aumento foi puxado por caminhões e autopeças. A indústria extrativa contribuiu positivamente pela produção de derivados de petróleo, coque e biocombustíveis.

Macedo apontou que parte do resultado de janeiro foi beneficiada pela retomada da produção após férias coletivas em dezembro.

Quedas e fatores contrários

A pesquisa registrou queda em seis atividades. O maior impacto negativo ocorreu no setor de máquinas e equipamentos, que caiu 6,7% pelo segundo mês seguido. As perdas mais expressivas nesse segmento concentraram-se em bens de capital com destino industrial e agrícola, movimento que o gerente associou ao aumento das taxas de juros, já que juros mais altos encarecem crédito e empréstimos.

Comparações anual e de prazo mais longo

Na comparação anual (janeiro de 2026 ante janeiro de 2025), a indústria avançou 0,2%, interrompendo uma sequência de resultados descendentes, embora duas das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos pesquisados tenham mostrado taxas negativas.

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O desempenho anual acumulado em 12 meses ficou em alta de 0,5%, marcando o 26º resultado positivo nessa base de comparação, porém com perda de intensidade. O gerente do IBGE lembrou que o crescimento havia sido de 3,1% em dezembro de 2024 e de 2,9% em janeiro de 2025, indicando uma trajetória de desaceleração.

Riscos externos

Para o futuro, Macedo avaliou que há incertezas para a economia brasileira, citando os possíveis efeitos da guerra no Oriente Médio — região com grande parcela das reservas globais de petróleo. Eventos externos que prejudiquem o comércio internacional, elevem custos ou reduzam a oferta de matérias‑primas podem afetar negativamente a indústria e a economia em geral.

O cenário apresentado reúne a melhora de janeiro, as quedas setoriais e os riscos externos, sem indicar reversão imediata das perdas acumuladas no fim de 2025.

 

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