O União Brasil e o PP estão se preparando para usar a convenção que formalizará a criação da Federação União Progressista (UPb) como um momento para sinalizar um afastamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar disso, o movimento deve ficar mais no discurso do que em uma saída imediata da base aliada.
Membros de ambas as legendas afirmam que o dia da convenção será usado para encaminhar a discussão, mas sem uma deliberação final neste momento. No entanto, a maioria dos parlamentares das duas legendas é favorável ao rompimento com o governo, o que aumenta a pressão sobre os ministros filiados aos partidos, como Celso Sabino (União Brasil) e André Fufuca (PP), que são deputados.
A situação é diferente para ministros mais técnicos, que não são filiados e têm uma ligação mais próxima com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como Waldez Góes, da Integração Nacional, e Frederico de Siqueira, das Comunicações.
Com a criação da federação, a UPb se tornará a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 109 parlamentares, e terá 15 senadores, consolidando um bloco político de grande influência no cenário nacional.
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