Em entrevista ao Globo Esporte, Ancelotti disse que tentou retomar o controle, mas as alterações desorganizaram a equipe. Já no Rio, ele iniciou com a CBF o planejamento para o novo ciclo.
O treinador Carlo Ancelotti reconheceu ter cometido erros nas substituições realizadas durante a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, o que resultou na eliminação da seleção nas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista ao Globo Esporte, Ancelotti declarou que sua intenção era recuperar o controle da partida, mas que as alterações acabaram desorganizando a equipe.
Após retornar ao Rio de Janeiro, Ancelotti iniciou, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o planejamento para o próximo ciclo da seleção. Ele enfatizou que o Brasil estava dominando o jogo até a parada para hidratação no segundo tempo, momento em que decidiu substituir Martinelli e Rayan por Neymar e Danilo Santos.
“Até a parada para hidratação do 2º tempo a equipe estava bem colocada no campo. A autocrítica que eu posso fazer, que eu fiz depois do jogo, é que eu mudei a estrutura do time depois da parada para hidratação e aí perdemos o controle do jogo”,
disse o treinador. Ancelotti explicou que a entrada de Neymar tinha como objetivo aumentar a qualidade ofensiva da equipe, mas acabou comprometendo o equilíbrio do time. Ele destacou que a modificação gerou uma perda de controle em campo.
“Ali mudou algo no time. Perdemos um pouco o controle pelo lado. Com a entrada do Neymar, eu pensava em retomar o controle do jogo. Botar mais qualidade na frente para ganhar o jogo”,
afirmou. O treinador também negou que sua decisão tenha sido influenciada pela pressão da torcida. “Eu nunca vou tomar uma decisão por causa de uma ideia popular. Vou tomar uma decisão pensando que pode ajudar o time a ganhar o jogo”, declarou.
Apesar da eliminação, Ancelotti defendeu o trabalho realizado durante a preparação para o Mundial, afirmando que os 26 convocados eram os nomes ideais para a competição. Segundo ele, a equipe foi prejudicada por oito lesões ocorridas entre março e junho, incluindo as de Militão, Rodrygo e Estêvão.
Com a eliminação, Ancelotti indicou que este momento marca o fim de uma geração na seleção. Neymar, Casemiro e Danilo foram citados como jogadores que devem encerrar seu ciclo com a camisa da seleção. Ele mencionou Marquinhos como um dos líderes que deve continuar no elenco.
“Acho que com essa Copa do Mundo termina uma geração de jogadores muito importantes. Começando por Neymar. Passando por Danilo, Casemiro, todos esses jogadores que na Copa do Mundo tinham mais de 30 anos”,
comentou. Sobre Marquinhos, Ancelotti afirmou: “Não vou dizer que vou mudar todos os 26. Vamos manter alguns jogadores importantes, que podem seguir com a linha de trabalho, como o Marquinhos. Mas a ideia é mudar, botar uma nova geração”.
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