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Economia

Anfavea alerta que montagem de veículos com kits importados pode eliminar 69 mil vagas no Brasil

Um estudo apresentado nesta semana pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta a perda de 69 mil empregos diretos caso a produção integral de automóveis no país seja substituída pela montagem de kits importados nos regimes CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down). O levantamento ainda aponta que 227 mil […]

21/01/2026 · 09h37
Anfavea alerta que montagem de veículos com kits importados pode eliminar 69 mil vagas no Brasil

Um estudo apresentado nesta semana pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta a perda de 69 mil empregos diretos caso a produção integral de automóveis no país seja substituída pela montagem de kits importados nos regimes CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down). O levantamento ainda aponta que 227 mil postos indiretos ao longo da cadeia produtiva podem ser afetados.

De acordo com a entidade, a adoção em larga escala desses regimes provocaria impacto econômico de até R$ 103 bilhões para fabricantes de autopeças e reduziria a arrecadação tributária em cerca de R$ 26 bilhões em um ano. As exportações de veículos, segundo o estudo, encolheriam em R$ 42 bilhões, pressionando a balança comercial.

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Diferença entre CKD e SKD

No regime CKD, o veículo chega ao Brasil totalmente desmontado, exigindo processos locais de soldagem, pintura e integração de componentes. Já no SKD, o automóvel vem quase pronto, em grandes conjuntos, demandando apenas uma montagem final menos complexa. A montadora chinesa BYD utiliza principalmente o modelo SKD em sua fábrica de Camaçari (BA), inaugurada no ano passado.

Benefício fiscal prestes a vencer

Em meados de 2025, o governo federal autorizou uma cota adicional de US$ 463 milhões para a importação de veículos elétricos e híbridos desmontados com alíquota zero de Imposto de Importação. A medida, válida até 31 de janeiro, favoreceu a BYD e foi criticada por montadoras tradicionais — Toyota, General Motors, Volkswagen e Stellantis — representadas pela Anfavea.

Com a proximidade do fim do prazo, a associação pressiona o Executivo a não prorrogar a isenção. “O problema é manter incentivos para a simples montagem em alto volume sem exigência de aporte de valor nacional, o que ameaça a sobrevivência da indústria de alta complexidade e a geração de empregos qualificados”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, em nota.

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Calvet acrescentou que o setor instalado no país está preparado para competir, desde que as condições sejam equivalentes para todas as empresas. Em manifesto publicado no site da entidade, a Anfavea reforça ser contrária à renovação da isenção, argumentando que modelos produtivos simplificados não desenvolvem cadeias locais nem geram o mesmo nível de empregos.

Posições de governo e montadora

Procurada, a BYD não se pronunciou até o momento. Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou, por nota, que o sistema de cotas para importação em CKD e SKD se encerra neste mês e que, até agora, não houve solicitação do setor para estender o benefício.

Com informações de Agência Brasil

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Um estudo apresentado nesta semana pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta a perda de 69 mil empregos diretos caso a produção integral de automóveis no país seja substituída pela montagem de kits importados nos regimes CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down). O levantamento ainda aponta que 227 mil postos indiretos ao longo da cadeia produtiva podem ser afetados.

De acordo com a entidade, a adoção em larga escala desses regimes provocaria impacto econômico de até R$ 103 bilhões para fabricantes de autopeças e reduziria a arrecadação tributária em cerca de R$ 26 bilhões em um ano. As exportações de veículos, segundo o estudo, encolheriam em R$ 42 bilhões, pressionando a balança comercial.

Diferença entre CKD e SKD

No regime CKD, o veículo chega ao Brasil totalmente desmontado, exigindo processos locais de soldagem, pintura e integração de componentes. Já no SKD, o automóvel vem quase pronto, em grandes conjuntos, demandando apenas uma montagem final menos complexa. A montadora chinesa BYD utiliza principalmente o modelo SKD em sua fábrica de Camaçari (BA), inaugurada no ano passado.

Benefício fiscal prestes a vencer

Em meados de 2025, o governo federal autorizou uma cota adicional de US$ 463 milhões para a importação de veículos elétricos e híbridos desmontados com alíquota zero de Imposto de Importação. A medida, válida até 31 de janeiro, favoreceu a BYD e foi criticada por montadoras tradicionais — Toyota, General Motors, Volkswagen e Stellantis — representadas pela Anfavea.

Com a proximidade do fim do prazo, a associação pressiona o Executivo a não prorrogar a isenção. “O problema é manter incentivos para a simples montagem em alto volume sem exigência de aporte de valor nacional, o que ameaça a sobrevivência da indústria de alta complexidade e a geração de empregos qualificados”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, em nota.

Calvet acrescentou que o setor instalado no país está preparado para competir, desde que as condições sejam equivalentes para todas as empresas. Em manifesto publicado no site da entidade, a Anfavea reforça ser contrária à renovação da isenção, argumentando que modelos produtivos simplificados não desenvolvem cadeias locais nem geram o mesmo nível de empregos.

Posições de governo e montadora

Procurada, a BYD não se pronunciou até o momento. Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou, por nota, que o sistema de cotas para importação em CKD e SKD se encerra neste mês e que, até agora, não houve solicitação do setor para estender o benefício.

Com informações de Agência Brasil

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