A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, entregou nesta segunda-feira (12) o Centro de Triagem de Resíduos Sólidos Marilene Alves e firmou um termo de cooperação que garante repasse mensal de R$ 1 milhão às cooperativas de catadores pelos próximos 60 meses. O aporte soma R$ 57.286.752,00 e financia a continuidade da coleta seletiva na capital sergipana.
Durante a cerimônia, também foi oficializada a parceria com a Associação Nacional dos Catadores (ANCAT), que contemplará 425 catadores autônomos com o projeto Conexão Cidadã, voltado à inclusão social e produtiva.
Estrutura do novo centro
O espaço inaugurado dispõe de banheiros, vestiários, área administrativa e local para armazenamento de materiais. A prefeitura investiu R$ 1.192.567,50 na aquisição de equipamentos como empilhadeira, esteira, fragmentadora de papel, trituradora de vidro, balança e carrinhos plataforma.
Reconhecimento aos trabalhadores
A unidade recebeu o nome da catadora Marilene Alves, homenageada pela prefeita como símbolo da categoria. “Eles deixam de ser invisíveis e passam a ser reconhecidos”, afirmou Emília Corrêa, ao comparar o novo contrato — de R$ 1 milhão mensais — ao anterior, de R$ 114 mil.
O presidente da ANCAT, Roberto da Rocha, qualificou o modelo adotado em Aracaju como referência nacional por remunerar catadores também pela educação ambiental. Para Maria José da Conceição Felipe, da Cooperativa União, o centro oferece “mais dignidade” aos trabalhadores. Já Cícero do Nascimento Santos, da Cooperativa da Zona Norte, ressaltou o orgulho da profissão e a melhoria nas condições de trabalho.
Expansão da coleta
Segundo o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, Hugo Esoj, a frota passará de três para oito caminhões, ampliando a cobertura da coleta seletiva. A ação envolve secretarias municipais de Assistência Social, Saúde, Educação e Meio Ambiente, além da Guarda Municipal e da Fundação Cultural Cidade de Aracaju.
Representantes das cooperativas, como Dárcio Ferreira dos Santos, da CARE, destacaram que o acordo foi construído com diálogo e atenção às demandas da categoria, encerrando um histórico de contratos precários.
Com o novo centro e o investimento assegurado, a gestão municipal pretende consolidar Aracaju como referência na destinação adequada de resíduos sólidos e na valorização dos catadores.
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