Veículos definidos por software adotam arquiteturas zonais para reduzir fiação e custo. A mudança diminui peso, facilita manutenção e abre caminho para atualizações remotas.
A indústria automotiva vive uma transformação profunda: os carros estão deixando de ser máquinas centradas no motor para se tornar plataformas digitais sobre rodas. Nesse contexto surge o conceito de arquitetura zonal, que simplifica a estrutura elétrica dos veículos.
Tradicionalmente, os automóveis tinham longos chicotes elétricos ligando cada componente a uma central. O modelo é pesado, caro e difícil de manter. Com os veículos definidos por software, essa lógica vem sendo substituída por sistemas mais enxutos.
Como funciona
As arquiteturas zonais dividem o carro em áreas específicas, cada uma controlada por unidades eletrônicas mais poderosas. O arranjo reduz a quantidade de cabos, diminui o peso e melhora a eficiência energética, além de permitir atualizações remotas e a integração de novas funções digitais. Também facilita o diagnóstico e a manutenção, porque os sistemas ficam mais modulares.
O caso da Rivian
A aplicação prática já aparece no mercado. A Rivian reduziu de 17 para 7 os módulos eletrônicos em seus novos veículos, com corte de cerca de 2,5 km de cabos, o equivalente a 1,6 milha, e 20 quilos a menos de peso.
As mudanças melhoram o desempenho, reduzem custos de produção e manutenção e permitem entregar funcionalidades por software, sem alterações físicas. A Porsche seguiu caminho parecido com o Porsche Connect, plataforma que transforma o carro em extensão do smartphone.
Principais vantagens
- Menos cabos: redução de peso e de custo
- Menos módulos eletrônicos: arquitetura interna mais simples
- Eficiência energética: menor perda de energia
- Manutenção: sistemas mais organizados e acessíveis para diagnóstico
- Atualizações remotas: novas funções entregues por software
- Integração digital: compatibilidade com sistemas avançados de infotenimento e assistência ao condutor
O desafio para as montadoras será conciliar segurança, interoperabilidade e custo na adoção de zonas eletrônicas cada vez mais complexas. Fornecedores de componentes e empresas de software terão papel central na definição dos padrões dessa transição.
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