Praticar exercícios regularmente pode favorecer um envelhecimento mais saudável, afirmam especialistas neste dia de conscientização e combate ao sedentarismo (10). Segundo os profissionais, a rotina de atividades físicas ajuda a prevenir doenças, mantém a mobilidade e preserva a autonomia ao longo da vida.
Karoline Fiorotti, médica e professora de geriatria na pós-graduação da Afya Vitória, alerta que o sedentarismo está associado ao aumento de quadros crônicos, como hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol elevado. Ela explica que a inatividade também contribui para a sarcopenia, perda progressiva de massa e força muscular, condição que compromete equilíbrio, marcha e capacidade de reação, elevando o risco de quedas, fraturas e hospitalizações.
A especialista acrescenta que o corpo de pessoas idosas responde rapidamente à inatividade: em poucas semanas já é possível notar redução de massa muscular, piora do equilíbrio e queda da capacidade cardiorrespiratória.
Raul Oliveira, professor do curso de fisioterapia do Afya Centro Universitário Itaperuna, reforça que movimentos simples do dia a dia — caminhar, levantar-se da cadeira, subir pequenos degraus, alongar-se ou executar tarefas domésticas — contribuem para a manutenção da força muscular, da mobilidade articular, do equilíbrio e da coordenação. Esses elementos são fundamentais para que o idoso mantenha independência em atividades cotidianas, como tomar banho, vestir-se e deslocar-se.
A atividade física também tem papel na preservação da memória e das funções cognitivas ao longo da vida, segundo os especialistas consultados.
Consequências do sedentarismo
Perda de massa muscular
A falta de movimento acelera a redução de massa e força muscular, diminuindo a capacidade para realizar tarefas básicas, como subir escadas, levantar de uma cadeira ou carregar objetos.
Aumento do risco de quedas
Fraqueza muscular e déficit de equilíbrio ampliam a instabilidade ao caminhar, reduzindo reflexos e coordenação e elevando a probabilidade de quedas e fraturas.
Rigidez articular e dor crônica
Articulações pouco estimuladas perdem mobilidade, o que pode resultar em dores persistentes, limitação de movimentos e agravamento de condições como artrose.
Declínio da memória e da cognição
A atividade física melhora a circulação cerebral e ajuda a manter funções cognitivas, reduzindo o risco de declínio cognitivo.
Osteoporose e fraturas
A ausência de estímulos mecânicos aos ossos diminui a densidade óssea, aumentando a chance de fraturas, especialmente em quadril e coluna.
Agravo de doenças crônicas
O sedentarismo dificulta o controle da glicemia, da pressão arterial e dos níveis de gordura no sangue, favorecendo hipertensão, diabetes e colesterol elevado.
Piora do padrão de sono
A inatividade pode desregular o ciclo sono–vigília, causando insônia, sono fragmentado e sensação de descanso insuficiente.
Maior risco de ansiedade e depressão
A ausência de exercício reduz a liberação de substâncias relacionadas ao bem-estar, aumentando a vulnerabilidade a transtornos do humor.
Piora da imunidade
A inatividade está associada a um sistema imunológico menos eficiente, elevando a suscetibilidade a infecções.
Complicações gastrointestinais
A falta de movimento reduz o estímulo natural do intestino, contribuindo para o quadro de intestino preso.
Especialistas destacam que incorporar atividades físicas, mesmo leves, pode reduzir ou retardar essas consequências e promover maior qualidade de vida na terceira idade.
Com informações de Agência Brasil
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