As articulações pela sucessão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) já movimentam aliados do governo estadual. Nos corredores da Casa, o nome mais comentado para assumir a presidência em fevereiro de 2027 é o do deputado Cristiano Cavalcante (União), desde que ele conquiste a reeleição em outubro deste ano. Paralelamente, cresce a especulação em torno do deputado Jorginho Araújo (PSD), considerado o preferido e homem de confiança do governador Fábio Mitidieri (PSD).
Disputa interna
Para evitar atritos na base governista, circula a ideia de um acordo em que Cristiano presidiria a Alese nos dois primeiros anos da próxima legislatura e Jorginho nos dois seguintes. Entretanto, parlamentares lembram que esse tipo de arranjo raramente se sustenta: tradicionalmente, quem assume no início acaba comandando a Casa pelos quatro anos.
Cristiano Cavalcante já se movimenta para garantir apoios e impedir brechas. Aliados do Palácio governista admitem, porém, que Jorginho Araújo só teria espaço real caso o pré-candidato ao Senado André Moura (União) saia vitorioso na eleição deste ano. Jorginho integra a ala mais alinhada ao projeto de reeleição do senador Alessandro Vieira (MDB).
Outro foco de tensão envolve o histórico de Jorginho enquanto chefe da Casa Civil: deputados reclamam do tom adotado por ele em negociações e no relacionamento com lideranças municipais. Há quem afirme que, se o governador tentar impor seu nome, a base apresentará candidatura alternativa.
Chapa majoritária antecipada
O debate sobre o comando da Alese ganhou força depois de Fábio Mitidieri antecipar, no início do ano, sua pré-candidatura à reeleição em 2026. Ele confirmou Jeferson Andrade (PSD) como pré-candidato a vice-governador e colocou André Moura e Alessandro Vieira em lados opostos pela disputa ao Senado. A divulgação precoce da chapa também revelou desgastes internos e abriu espaço para movimentações de bastidor.
Abastecimento de água preocupa base governista
Deputados aliados relatam inquietação com a prestação de serviços da Iguá Saneamento. Um parlamentar afirma temer prejuízos eleitorais caso o problema do desabastecimento não seja solucionado rapidamente, sobretudo em pleno verão. Há suspeitas de boicote por parte de servidores da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).
Nesta quarta-feira (7), a Iguá informou que 10 municípios — Amparo de São Francisco, Nossa Senhora de Lourdes, Canhoba, Itabi, Aquidabã, Graccho Cardoso, Cumbe, Feira Nova e povoados de Gararu e Nossa Senhora das Dores — terão fornecimento interrompido para obras na Adutora Sertaneja, com normalização prevista para o fim do dia.
Em Aracaju, caminhões-pipa amenizam a falta de água em áreas periféricas, mas moradores dizem que a medida não resolve o problema.
Violência em alta gera cobrança à SSP
O assassinato de um jovem na zona sul de Aracaju, na noite de terça-feira (6), após ele deixar uma academia, intensificou a sensação de insegurança entre os sergipanos. A população cobra respostas mais firmes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), temendo impacto negativo no setor de turismo durante a alta estação. O nome do delegado e secretário municipal da capital, André David, volta a ser citado como referência de efetividade, enquanto se reivindica maior visibilidade para todas as forças policiais.
CRA-SE oficializa direção
O Conselho Regional de Administração de Sergipe (CRA-SE) oficializou, na segunda-feira (5), o retorno do presidente Gildson Mendes de Farias e do diretor administrativo-financeiro Carlos Menezes Calasans Eloy dos Santos Filho às funções de ordenadores de despesa. A decisão foi aprovada por unanimidade durante a 9ª Sessão Plenária Extraordinária do Conselho Federal de Administração.
Vereador prestigia Janeiro Profético
O vereador Fábio Meireles (PDT) participou do Janeiro Profético, considerado o maior evento evangélico de Sergipe, realizado de 2 a 13 de janeiro na Igreja Assembleia de Deus Madureira Adbras, em Aracaju. Ao lado da esposa, Ítala Meireles, o parlamentar cumprimentou autoridades religiosas e fiéis, destacando o período como oportunidade para “fortalecer a caminhada cristã”. O encontro tem a coordenação do pastor Cleverson.
As discussões sobre a presidência da Alese, somadas aos problemas de infraestrutura e segurança, aumentam a pressão sobre o governo Fábio Mitidieri, que entra no quarto ano de mandato tentando manter a base coesa enquanto a oposição aguarda a abertura da janela partidária para definir seus rumos.
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