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Economia

BC revela avanços e desafios da inclusão financeira no Brasil

O Brasil avança na inclusão financeira, com inovações e desafios em 2026.

24/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h03
BC revela avanços e desafios da inclusão financeira no Brasil

O Relatório de Cidadania Financeira 2025, divulgado em abril de 2026 pelo Banco Central, mapeia acesso, uso e qualidade dos serviços financeiros. O estudo destaca soluções práticas e lacunas que precisam ser superadas.

A inclusão financeira é uma estratégia que visa promover o acesso, uso e qualidade dos serviços financeiros no Brasil. Nos últimos anos, diversas iniciativas, tanto públicas quanto privadas, têm avançado nesse tema, embora ainda existam desafios a serem superados.

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Em abril de 2026, o Banco Central (BC) divulgou o Relatório de Cidadania Financeira 2025, um estudo fundamental sobre a inclusão financeira no país. O relatório não apenas apresenta o cenário atual, mas também identifica as instituições que oferecem soluções práticas para a cidadania e democratização financeira.

De acordo com o Banco Central, a inclusão financeira — também chamada de bancarização ou cidadania financeira — refere-se ao acesso efetivo a serviços financeiros de instituições formais, incluindo crédito, poupança, pagamentos, seguros, previdência e investimentos. No entanto, ter uma conta bancária não é suficiente; a verdadeira inclusão financeira ocorre quando as pessoas utilizam de fato esses produtos e serviços.

Dados de 2024, analisados pelo BC, revelam que 96,4% da população adulta brasileira, equivalente a 175 milhões de pessoas, possui pelo menos uma conta. Entretanto, apenas 88% desse total, ou seja, cerca de 160,8 milhões de pessoas, são usuários ativos desses serviços. Além do acesso, a qualidade dos serviços, a proteção do consumidor e a educação financeira são aspectos cruciais para garantir o bem-estar e a resiliência financeira da população.

Nos últimos anos, o Brasil tem investido em inovações que promovem a cidadania financeira, como o Pix, o Open Finance e o Drex, que se tornaram populares entre diferentes instituições bancárias. As contas digitais, por sua vez, têm permitido que trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e jovens utilizem produtos financeiros com custos reduzidos ou de forma gratuita.

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O Pix, segundo o Banco Central, se destaca como um dos principais vetores de inclusão financeira para a população de baixa renda. Sua utilização tem crescido, especialmente entre as fintechs, que apresentam volumes de transações superiores aos bancos tradicionais. Com relação ao crédito, o Brasil conta com aproximadamente 117 milhões de clientes com carteira ativa, destacando-se a expansão do crédito sem garantia, que triplicou desde 2020, alcançando 41,7 milhões de clientes.

Apesar dos avanços, o alto índice de endividamento no país exige cautela ao utilizar o crédito, para que não se comprometa uma fatia significativa da renda mensal. Em termos de educação financeira, o Brasil apresentou uma pontuação semelhante à média dos países da OCDE/INFE, com melhorias em comparação a 2015, embora não em todas as áreas. O conhecimento financeiro da população, por outro lado, teve uma queda entre 2020 e 2023, especialmente no que diz respeito à diversificação de riscos financeiros.

Para os microempreendedores individuais, menos da metade mantém um relacionamento com instituições financeiras através de pessoa jurídica. Muitas operações financeiras, como contas e empréstimos, são feitas como pessoa física, o que pode limitar a visibilidade de suas atividades empreendedoras e comprometer o potencial de crescimento dos negócios.

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As instituições financeiras digitais têm se destacado por oferecer serviços com custos reduzidos ou gratuitos. Enquanto bancos tradicionais também disponibilizam contas digitais, muitos de seus produtos para MEIs e pequenos negócios apresentam tarifas ou taxas de manutenção. A gestão financeira diária se torna mais acessível através dessas contas digitais e de plataformas que integram todos os produtos financeiros em um só lugar, sem depender de agências físicas.

Além disso, a crescente aceitação do sistema Pix pelas empresas, juntamente com a atuação das fintechs, tem contribuído para a rápida inclusão e disseminação de soluções de pagamento centradas no usuário.

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O Relatório de Cidadania Financeira 2025, divulgado em abril de 2026 pelo Banco Central, mapeia acesso, uso e qualidade dos serviços financeiros. O estudo destaca soluções práticas e lacunas que precisam ser superadas.

A inclusão financeira é uma estratégia que visa promover o acesso, uso e qualidade dos serviços financeiros no Brasil. Nos últimos anos, diversas iniciativas, tanto públicas quanto privadas, têm avançado nesse tema, embora ainda existam desafios a serem superados.

Em abril de 2026, o Banco Central (BC) divulgou o Relatório de Cidadania Financeira 2025, um estudo fundamental sobre a inclusão financeira no país. O relatório não apenas apresenta o cenário atual, mas também identifica as instituições que oferecem soluções práticas para a cidadania e democratização financeira.

De acordo com o Banco Central, a inclusão financeira — também chamada de bancarização ou cidadania financeira — refere-se ao acesso efetivo a serviços financeiros de instituições formais, incluindo crédito, poupança, pagamentos, seguros, previdência e investimentos. No entanto, ter uma conta bancária não é suficiente; a verdadeira inclusão financeira ocorre quando as pessoas utilizam de fato esses produtos e serviços.

Dados de 2024, analisados pelo BC, revelam que 96,4% da população adulta brasileira, equivalente a 175 milhões de pessoas, possui pelo menos uma conta. Entretanto, apenas 88% desse total, ou seja, cerca de 160,8 milhões de pessoas, são usuários ativos desses serviços. Além do acesso, a qualidade dos serviços, a proteção do consumidor e a educação financeira são aspectos cruciais para garantir o bem-estar e a resiliência financeira da população.

Nos últimos anos, o Brasil tem investido em inovações que promovem a cidadania financeira, como o Pix, o Open Finance e o Drex, que se tornaram populares entre diferentes instituições bancárias. As contas digitais, por sua vez, têm permitido que trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e jovens utilizem produtos financeiros com custos reduzidos ou de forma gratuita.

O Pix, segundo o Banco Central, se destaca como um dos principais vetores de inclusão financeira para a população de baixa renda. Sua utilização tem crescido, especialmente entre as fintechs, que apresentam volumes de transações superiores aos bancos tradicionais. Com relação ao crédito, o Brasil conta com aproximadamente 117 milhões de clientes com carteira ativa, destacando-se a expansão do crédito sem garantia, que triplicou desde 2020, alcançando 41,7 milhões de clientes.

Apesar dos avanços, o alto índice de endividamento no país exige cautela ao utilizar o crédito, para que não se comprometa uma fatia significativa da renda mensal. Em termos de educação financeira, o Brasil apresentou uma pontuação semelhante à média dos países da OCDE/INFE, com melhorias em comparação a 2015, embora não em todas as áreas. O conhecimento financeiro da população, por outro lado, teve uma queda entre 2020 e 2023, especialmente no que diz respeito à diversificação de riscos financeiros.

Para os microempreendedores individuais, menos da metade mantém um relacionamento com instituições financeiras através de pessoa jurídica. Muitas operações financeiras, como contas e empréstimos, são feitas como pessoa física, o que pode limitar a visibilidade de suas atividades empreendedoras e comprometer o potencial de crescimento dos negócios.

As instituições financeiras digitais têm se destacado por oferecer serviços com custos reduzidos ou gratuitos. Enquanto bancos tradicionais também disponibilizam contas digitais, muitos de seus produtos para MEIs e pequenos negócios apresentam tarifas ou taxas de manutenção. A gestão financeira diária se torna mais acessível através dessas contas digitais e de plataformas que integram todos os produtos financeiros em um só lugar, sem depender de agências físicas.

Além disso, a crescente aceitação do sistema Pix pelas empresas, juntamente com a atuação das fintechs, tem contribuído para a rápida inclusão e disseminação de soluções de pagamento centradas no usuário.

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