Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

BC revela R$ 5,65 bi parados em bancos; saiba como resgatar

Estoque de valores a receber subiu a R$ 5,65 bilhões em julho; R$ 4,25 bi são de pessoas físicas e R$ 1,40 bi de empresas.

08/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h12
BC revela R$ 5,65 bi parados em bancos; saiba como resgatar

Dados do Banco Central apontam R$ 5,65 bilhões disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR). R$ 4,25 bi pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas e R$ 1,40 bi a 2,19 milhões de empresas.

O total de dinheiro “esquecido” em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (8). O valor representou alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho.

Publicidade

Montante e beneficiários

Do montante disponível, R$ 4,25 bilhões pertenciam a aproximadamente 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podiam ser resgatados por cerca de 2,19 milhões de empresas. O serviço que permite localizar esses valores é o Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central, que inclui saldos de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.

Maioria recebe pouco

Apesar do volume bilionário, a maior parte dos beneficiários tem valores baixos para resgatar. A distribuição por faixas foi apresentada pelo Banco Central:

  • 69,45% com valores entre R$ 0,01 e R$ 10;
  • 18,97% com valores entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 9,35% com valores entre R$ 100,01 e R$ 1.000;
  • 2,22% com valores superiores a R$ 1.000.

Onde estão os recursos

Os bancos concentram a maior parcela dos recursos ainda disponíveis, seguidos por administradoras de consórcio e cooperativas. A distribuição por tipo de instituição era a seguinte:

  • Bancos: R$ 2,38 bilhões
  • Administradoras de consórcio: R$ 1,96 bilhão
  • Cooperativas: R$ 762,7 milhões
  • Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões
  • Financeiras: R$ 114,6 milhões
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões
  • Outras instituições: R$ 4,5 milhões

Total devolvido e movimentações

Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares. Até julho, cerca de R$ 11,9 bilhões haviam sido destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões, a empresas. Somando os valores já devolvidos ao estoque que continuava disponível, o sistema identificou aproximadamente R$ 21,8 bilhões em recursos a receber.

Em julho, cerca de R$ 323 milhões foram resgatados.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Remanejamento para o Desenrola

Parte dos recursos identificados no sistema foi utilizada pelo governo federal em programas de renegociação de dívidas. Valores cujos direitos foram repassados à União foram destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), que viabiliza garantias em programas como o Desenrola. Essa movimentação contribuiu para reduzir o estoque disponível nos meses anteriores, embora em julho o montante tenha voltado a subir.

Como consultar

A consulta é feita gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber. No procedimento inicial, o cidadão ou empresa precisa informar dados pessoais e então, caso haja valores, acessar o sistema com conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate. O passo a passo indicado é:

  • Acessar o Sistema de Valores a Receber;
  • Informar CPF e data de nascimento ou CNPJ;
  • Consultar a existência de valores;
  • Entrar no sistema com conta Gov.br de nível prata ou ouro;
  • Ler e aceitar o termo de responsabilidade;
  • Conferir o valor e a instituição responsável;
  • Pedir o pagamento conforme as opções apresentadas (quando disponível, a opção de devolução por Pix aparecerá como “Solicitar por aqui”).

Resgate automático

Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução. A adesão é facultativa e exige conta Gov.br de nível prata ou ouro com verificação em duas etapas ativada e uma chave Pix vinculada ao CPF. Com a função habilitada, valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada sem necessidade de nova requisição a cada recurso identificado.

Publicidade

Atenção aos golpes

O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais. O BC informa que não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou senhas relacionados aos valores a receber, e que o cidadão não deve pagar taxas para liberar o dinheiro. Entre as recomendações estavam:

  • Não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail;
  • Não fornecer senhas ou códigos de autenticação;
  • Não pagar taxas para receber os valores;
  • Conferir a instituição responsável diretamente no SVR;
  • Utilizar somente os canais oficiais do Banco Central.

O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas, com acesso restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais que cumpram as exigências previstas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

65 BC R$
Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Dados do Banco Central apontam R$ 5,65 bilhões disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR). R$ 4,25 bi pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas e R$ 1,40 bi a 2,19 milhões de empresas.

O total de dinheiro “esquecido” em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (8). O valor representou alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho.

Montante e beneficiários

Do montante disponível, R$ 4,25 bilhões pertenciam a aproximadamente 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podiam ser resgatados por cerca de 2,19 milhões de empresas. O serviço que permite localizar esses valores é o Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central, que inclui saldos de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.

Maioria recebe pouco

Apesar do volume bilionário, a maior parte dos beneficiários tem valores baixos para resgatar. A distribuição por faixas foi apresentada pelo Banco Central:

  • 69,45% com valores entre R$ 0,01 e R$ 10;
  • 18,97% com valores entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 9,35% com valores entre R$ 100,01 e R$ 1.000;
  • 2,22% com valores superiores a R$ 1.000.

Onde estão os recursos

Os bancos concentram a maior parcela dos recursos ainda disponíveis, seguidos por administradoras de consórcio e cooperativas. A distribuição por tipo de instituição era a seguinte:

  • Bancos: R$ 2,38 bilhões
  • Administradoras de consórcio: R$ 1,96 bilhão
  • Cooperativas: R$ 762,7 milhões
  • Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões
  • Financeiras: R$ 114,6 milhões
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões
  • Outras instituições: R$ 4,5 milhões

Total devolvido e movimentações

Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares. Até julho, cerca de R$ 11,9 bilhões haviam sido destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões, a empresas. Somando os valores já devolvidos ao estoque que continuava disponível, o sistema identificou aproximadamente R$ 21,8 bilhões em recursos a receber.

Em julho, cerca de R$ 323 milhões foram resgatados.

Remanejamento para o Desenrola

Parte dos recursos identificados no sistema foi utilizada pelo governo federal em programas de renegociação de dívidas. Valores cujos direitos foram repassados à União foram destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), que viabiliza garantias em programas como o Desenrola. Essa movimentação contribuiu para reduzir o estoque disponível nos meses anteriores, embora em julho o montante tenha voltado a subir.

Como consultar

A consulta é feita gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber. No procedimento inicial, o cidadão ou empresa precisa informar dados pessoais e então, caso haja valores, acessar o sistema com conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate. O passo a passo indicado é:

  • Acessar o Sistema de Valores a Receber;
  • Informar CPF e data de nascimento ou CNPJ;
  • Consultar a existência de valores;
  • Entrar no sistema com conta Gov.br de nível prata ou ouro;
  • Ler e aceitar o termo de responsabilidade;
  • Conferir o valor e a instituição responsável;
  • Pedir o pagamento conforme as opções apresentadas (quando disponível, a opção de devolução por Pix aparecerá como “Solicitar por aqui”).

Resgate automático

Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução. A adesão é facultativa e exige conta Gov.br de nível prata ou ouro com verificação em duas etapas ativada e uma chave Pix vinculada ao CPF. Com a função habilitada, valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada sem necessidade de nova requisição a cada recurso identificado.

Atenção aos golpes

O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais. O BC informa que não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou senhas relacionados aos valores a receber, e que o cidadão não deve pagar taxas para liberar o dinheiro. Entre as recomendações estavam:

  • Não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail;
  • Não fornecer senhas ou códigos de autenticação;
  • Não pagar taxas para receber os valores;
  • Conferir a instituição responsável diretamente no SVR;
  • Utilizar somente os canais oficiais do Banco Central.

O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas, com acesso restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais que cumpram as exigências previstas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA