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Economia

Mercado corta previsão do IPCA para 5% este ano; segue acima da meta

Boletim Focus reduz previsão do IPCA para 5% este ano; Selic está em 14% e mercado projeta cortes até 2029.

08/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h12
Mercado corta previsão do IPCA para 5% este ano; segue acima da meta

Boletim Focus reduziu a projeção de 5,01% para 5% na estimativa para o ano. Número permanece acima da meta central de 3% do BC, com tolerância de 1,5 ponto percentual.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% este ano. A estimativa consta no Boletim Focus desta terça-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

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O número projetado permanece acima do intervalo da meta formalmente perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta central é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que fixa o limite inferior em 1,5% e o superior em 4,5%.

No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido, fechando em 0,07%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse desempenho fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo. A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.

Para 2027, a projeção do mercado passou de 4,28% para 4,29%. As estimativas para 2028 e 2029 ficaram em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal instrumento para buscar a meta de inflação. A Selic está atualmente em 14% ao ano, decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na última reunião, em agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pelo quarto corte seguido.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, diante de um cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que afetou os preços de combustíveis e alimentos, tem dificultado a trajetória de baixa da taxa.

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O próximo encontro do Copom para definir a Selic ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado é de que a taxa básica chegue a 13,75% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é de queda para 12% ao ano e 10,5% ao ano, respectivamente, e em 2029 a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando a Selic é elevada, o objetivo é conter demanda aquecida, encarecendo crédito e estimulando a poupança, o que tende a reduzir pressões inflacionárias mas também pode frear a atividade econômica. Na direção oposta, cortes na Selic costumam baratear o crédito e estimular produção e consumo, com impacto menor de controle sobre a inflação.

PIB e câmbio

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O Boletim Focus também ajustou a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano, de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a projeção permanece em 1,5%. As estimativas para 2028 e 2029 são de expansão de 1,96% e 2%, respectivamente.

No segundo trimestre de 2026, a economia cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre; no acumulado de 12 meses, houve expansão de 1,9%, conforme dados do IBGE. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com resultado positivo em todos os setores e destaque para a agropecuária.

Por fim, a mediana das instituições financeiras aponta a cotação do dólar em R$ 5,20 no fim deste ano e em R$ 5,30 ao término de 2027.

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Boletim Focus reduziu a projeção de 5,01% para 5% na estimativa para o ano. Número permanece acima da meta central de 3% do BC, com tolerância de 1,5 ponto percentual.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% este ano. A estimativa consta no Boletim Focus desta terça-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

O número projetado permanece acima do intervalo da meta formalmente perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta central é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que fixa o limite inferior em 1,5% e o superior em 4,5%.

No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido, fechando em 0,07%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse desempenho fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo. A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.

Para 2027, a projeção do mercado passou de 4,28% para 4,29%. As estimativas para 2028 e 2029 ficaram em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal instrumento para buscar a meta de inflação. A Selic está atualmente em 14% ao ano, decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na última reunião, em agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pelo quarto corte seguido.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, diante de um cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que afetou os preços de combustíveis e alimentos, tem dificultado a trajetória de baixa da taxa.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado é de que a taxa básica chegue a 13,75% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é de queda para 12% ao ano e 10,5% ao ano, respectivamente, e em 2029 a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando a Selic é elevada, o objetivo é conter demanda aquecida, encarecendo crédito e estimulando a poupança, o que tende a reduzir pressões inflacionárias mas também pode frear a atividade econômica. Na direção oposta, cortes na Selic costumam baratear o crédito e estimular produção e consumo, com impacto menor de controle sobre a inflação.

PIB e câmbio

O Boletim Focus também ajustou a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano, de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a projeção permanece em 1,5%. As estimativas para 2028 e 2029 são de expansão de 1,96% e 2%, respectivamente.

No segundo trimestre de 2026, a economia cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre; no acumulado de 12 meses, houve expansão de 1,9%, conforme dados do IBGE. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com resultado positivo em todos os setores e destaque para a agropecuária.

Por fim, a mediana das instituições financeiras aponta a cotação do dólar em R$ 5,20 no fim deste ano e em R$ 5,30 ao término de 2027.

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