Queda acentuada do petróleo e sinais de retomada nas negociações pelo Oriente Médio impulsionaram ganhos na Europa. FTSE caiu 0,10%, DAX subiu 1,59% e CAC 40 avançou 1,22% ao final do pregão.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (3), impulsionadas pela forte queda do petróleo e por expectativas de retomada nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou a possibilidade de uma pausa nos ataques para facilitar o diálogo.
No fechamento, o índice FTSE 100 de Londres registrou uma leve queda de 0,10%, encerrando o dia em 10.857,70 pontos. Em Frankfurt, o DAX obteve uma valorização de 1,59%, alcançando 26.035,83 pontos. O índice CAC 40, em Paris, avançou 1,22%, fechando em 8.613,82 pontos. A bolsa de Milão, com o FTSE MIB, também teve um desempenho positivo, subindo 1,34% para 52.871,72 pontos.
O mercado em Madri viu o Ibex 35 crescer 0,94%, fechando em 19.969,11 pontos, enquanto o PSI 20, em Lisboa, teve uma alta de 0,61%, terminando o dia em 9.171,70 pontos. Os números apresentados são preliminares e podem ser ajustados ao longo do dia.
As ações da easyJet se destacaram, com um aumento superior a 2%, uma vez que a companhia aérea britânica decidiu estender até sexta-feira o prazo para que a Castlelake apresente uma proposta formal de aquisição. Essa extensão alinha o cronograma da easyJet com o da concorrente Apollo, proporcionando um prazo adicional para a apresentação de propostas.
Por outro lado, os papéis da TotalEnergies apresentaram uma ligeira queda de 0,13% em Paris, após a empresa anunciar um acordo para vender 50% de sua carteira de ativos de energia solar e eólica na Europa para a gestora KKR.
A exceção à tendência de alta foi observada na bolsa de Londres, que foi pressionada pela queda de mais de 9% das ações da AstraZeneca. Essa desvalorização ocorreu após o Financial Times noticiar que a farmacêutica britânica estaria em conversações para uma possível fusão com a concorrente americana Bristol Myers Squibb. O desempenho negativo do índice foi ainda afetado por ações ligadas ao setor de petróleo e gás.
No cenário macroeconômico, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial da zona do euro subiu, mas ficou abaixo da estimativa inicial. Já o PMI industrial da Alemanha confirmou os dados preliminares. O Boletim Econômico do Banco Central Europeu (BCE) publicou que o consumo das famílias na zona do euro teve uma queda acentuada nas primeiras semanas do conflito no Irã, refletindo uma queda na confiança do consumidor. Esse cenário sugere que um conflito renovado pode impactar negativamente os gastos dos consumidores.
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