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Brasil pode registrar 210 mil casos de câncer de pele por ano; especialistas reforçam prevenção diária

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Com a chegada do verão e o aumento da exposição ao sol, médicos alertam para a necessidade de manter cuidados contra o câncer de pele durante todo o ano. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve contabilizar cerca de 704 mil novos diagnósticos de câncer anualmente, dos quais aproximadamente 210 mil correspondem ao câncer de pele não melanoma.

Apesar da alta incidência, pesquisa Datafolha em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a L’Oréal Brasil mostra que mais da metade dos adultos brasileiros nunca consultou um dermatologista. A presidente da SBD Regional Sergipe, dermatologista Thâmara Morita, afirma que a falta de acompanhamento facilita diagnósticos tardios e tratamentos mais invasivos. “Manchas, pintas ou feridas costumam ser ignoradas, o que leva a cirurgias extensas e cicatrizes importantes”, explica.

Proteção diária é principal medida

A defesa contra a radiação ultravioleta começa no dia a dia. Profissionais recomendam o uso diário de protetor solar com FPS mínimo de 30 e proteção contra raios UVA, inclusive em dias nublados ou em atividades de curta duração ao ar livre. Nos períodos de maior exposição, como praia, piscina ou práticas esportivas, o ideal é escolher FPS mais alto, reaplicar o produto regularmente e usar chapéus, roupas com proteção UV e buscar sombra entre 9h e 15h.

Para o rosto, Morita indica a aplicação de uma colher de chá de protetor solar – quantidade superior à adotada pela maioria das pessoas. O cuidado deve ser redobrado entre indivíduos de pele clara, trabalhadores externos, esportistas, imunossuprimidos e quem já passou por radioterapia. Pessoas negras também precisam atenção, principalmente em relação ao melanoma acral, que atinge palmas das mãos, solas dos pés e unhas.

Autoexame e consulta regular

Observar a própria pele ajuda a identificar alterações suspeitas. Pintas que mudam de tamanho, cor ou formato, além de manchas ou feridas que não cicatrizam, devem motivar consulta dermatológica. Regiões pouco lembradas, como couro cabeludo, orelhas, dorso das mãos e dos pés, também precisam de verificação e proteção solar.

Embora o verão represente risco elevado, estados do Nordeste mantêm índices altos de radiação ultravioleta praticamente o ano todo, reforçando a importância da prevenção contínua. “A proteção diária e o diagnóstico precoce reduzem riscos, evitam tratamentos agressivos e salvam vidas”, conclui Morita.

Perfil da especialista

Thâmara Morita é médica formada pela Universidade Federal de Sergipe, especialista pela SBD, doutora pela Universidade de São Paulo e professora de Dermatologia da Universidade Tiradentes, em Aracaju. Há mais de 15 anos atua no tratamento de doenças da pele, cabelos e unhas e, atualmente, preside a SBD Regional Sergipe.

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