Representantes do Ministério das Comunicações e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) apresentaram, em 21/04/2026, as políticas públicas e o modelo de implementação da TV digital 3.0 no NAB Show, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O evento, promovido pela associação de radiodifusores norte-americana, reúne as principais inovações para o setor de mídia, audiovisual e radiodifusão. (Transmissão: Band)
Proposta de inclusão digital
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou no evento que o governo estuda utilizar recursos do Edital 5G para adquirir e distribuir kits de recepção da TV 3.0 a famílias de baixa renda. Segundo ele, esses recursos fazem parte das contrapartidas previstas para a expansão de conectividade em redes exclusivas do Estado.
Siqueira Filho apresentou a iniciativa como medida de caráter social e também como um componente estratégico para acelerar a adoção da nova tecnologia, fomentar o mercado e criar condições para o desenvolvimento sustentável do ecossistema da TV 3.0.
Integração com serviços públicos
O ministro destacou que a TV 3.0 permitirá a integração com serviços digitais do governo, transformando o aparelho televisivo em ponto de acesso a políticas públicas para públicos que enfrentam dificuldade no uso de outras tecnologias. Entre as funcionalidades mencionadas estão o envio de alertas de emergência com segmentação geográfica e a ativação automática de receptores, sem depender de conexão de banda larga.
O modelo técnico e as regras para a implantação da TV 3.0 foram definidos por decreto presidencial em agosto de 2025, segundo Siqueira Filho. Ele defendeu que a nova plataforma ampliará o alcance do Estado e contribuirá para a inclusão social, ao mesmo tempo em que mudará a experiência de consumo de conteúdo televisivo.
Testes, negócios e papel do Estado
O governo espera que seja possível iniciar testes de transmissão em TV 3.0 durante a Copa do Mundo, cujo início está previsto para 11 de junho. A velocidade de implementação, ressaltou o ministro, ficará a cargo das estratégias das emissoras, enquanto o Estado deve garantir um ambiente regulatório estável e propício ao investimento.

O diretor-geral da EBC, David Butter, informou que o acompanhamento internacional das escolhas tecnológicas e do marco regulatório brasileiro é intenso e avaliou que o país se coloca em posição de liderança. Bráulio Ribeiro, diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, afirmou que a participação na feira reforça o protagonismo da comunicação pública brasileira nos testes e na divulgação da plataforma comum e dos serviços de governo na TV 3.0.
Representantes do governo e da EBC voltaram a defender que a tecnologia poderá incluir camadas de personalização e regionalização sem perder a vocação de meio de comunicação em massa.
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