Grupo Estado culpa “mudanças nos hábitos de consumo” e avanço do streaming; bastidores revelam crise financeira e controle de bancos no conselho do jornal.
O Argumento Oficial
Em nota, o Estadão justifica o fechamento como um “reposicionamento estratégico”. O grupo afirma que:
- O consumo de áudio mudou drasticamente após a pandemia.
- O streaming musical impactou estruturalmente as rádios FM tradicionais.
- A marca “Eldorado” não morre, mas será convertida em projetos digitais e podcasts em vídeo, integrando-se à recém-adquirida NZN (TecMundo).
Os Bastidores: Dívidas e o “Jornal dos Banqueiros”
A notícia do fechamento vem acompanhada de revelações delicadas sobre a saúde financeira do grupo:
- Insolvência evitada: O Estadão captou R$ 142,5 milhões em debêntures com grandes bancos (Itaú, Bradesco, Santander) e empresas como Cosan e Votorantim para evitar a falência.
- Perda de Autonomia: Com esse aporte, os investidores passaram a ocupar três das seis cadeiras do conselho de administração, detendo poder de veto em decisões estratégicas.
- Conexão Polêmica: O jornal recebeu R$ 1,12 milhão do Banco Master em contratos de publicidade. O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em 2025 acusado de fraudar o sistema financeiro.
O Impacto Humano
Embora o Estadão negue a demissão de todos os profissionais, as informações de bastidores indicam que a equipe de cerca de 60 trabalhadores foi avisada de que o desligamento seria geral, com estudos de “reaproveitamento” ainda em fase inicial.
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