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Aracaju, Quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Brasil cai ao pior nível de competitividade e ocupa 65º lugar entre 70 países

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Brasil cai ao pior nível de competitividade e ocupa 65º lugar entre 70 países

A competitividade do Brasil é impactada pelo alto custo de negócios e desafios educacionais.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h57
Brasil cai ao pior nível de competitividade e ocupa 65º lugar entre 70 países

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O Brasil perdeu sete posições no ranking mundial de competitividade e chegou ao patamar mais baixo dos últimos anos. Especialista da Fundação Dom Cabral aponta os gargalos que travam o avanço do país.

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O Brasil recuou sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral, passando a ocupar a 65ª colocação em uma lista de 70 economias. Este resultado representa o pior patamar do país nos últimos anos e acende um alerta sobre os desafios estruturais que freiam o avanço competitivo nacional.

Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, analisou os principais fatores que explicam a queda. Entre os indicadores que mais chamam atenção no relatório, Hugo Tadeu destacou o elevado custo de se fazer negócios no Brasil.

“O custo de se fazer negócios no Brasil é cada vez mais alto e isso tem dificultado não só as indústrias, bem como também aquelas empresas nascentes”, afirmou.

Outro ponto crítico é a formação bruta de capital fixo: indústrias que desejam investir para crescer encontram no custo de capital um fator limitante. Além disso, o endividamento corporativo crescente também foi apontado como um sinal de alerta, indicando que as empresas têm recorrido cada vez mais a dívidas para sustentar suas agendas de crescimento.

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Apesar dos resultados negativos, Hugo Tadeu afirma que a leitura do relatório não deve ser feita com uma perspectiva de “terra arrasada”, mas sim de forma propositiva, identificando o que o Brasil precisa fazer para avançar na agenda de competitividade.

Os indicadores educacionais também pesaram negativamente na avaliação. Hugo Tadeu ressaltou que, ao analisar a educação primária, secundária, o ensino superior e a educação executiva, “o Brasil está lá no último quartil”. Para ele, a educação precisa ser tratada como uma agenda relevante, com investimentos tanto do setor privado quanto do governo, especialmente em um momento em que inovação, tecnologia e inteligência artificial estão no centro das discussões globais sobre competitividade.

“Os países que figuram nas primeiras colocações têm feito um desempenho cada vez melhor”, diz, apontando para investimento público e privado, inovação, tecnologia e formação de mão de obra, enquanto o Brasil “começou a andar um pouquinho de lado nesses pilares”.

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Como exemplo de referência positiva, Singapura foi citada por sua resiliência para novos negócios, bom marco regulatório e forte aposta em tecnologia e inteligência artificial. Apesar do resultado negativo, Hugo Tadeu destacou que o Brasil possui vantagens comparativas relevantes, especialmente nas áreas de energia verde e soluções ligadas à pauta ESG.

O relatório da Fundação Dom Cabral aponta que o país está bem qualificado nesse segmento e sugere que, combinando boas práticas internacionais com o histórico de criação de indústrias relevantes — como o setor aeronáutico —, o Brasil tem potencial para melhorar sua posição nos rankings globais.

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O Brasil perdeu sete posições no ranking mundial de competitividade e chegou ao patamar mais baixo dos últimos anos. Especialista da Fundação Dom Cabral aponta os gargalos que travam o avanço do país.

O Brasil recuou sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral, passando a ocupar a 65ª colocação em uma lista de 70 economias. Este resultado representa o pior patamar do país nos últimos anos e acende um alerta sobre os desafios estruturais que freiam o avanço competitivo nacional.

Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, analisou os principais fatores que explicam a queda. Entre os indicadores que mais chamam atenção no relatório, Hugo Tadeu destacou o elevado custo de se fazer negócios no Brasil.

“O custo de se fazer negócios no Brasil é cada vez mais alto e isso tem dificultado não só as indústrias, bem como também aquelas empresas nascentes”, afirmou.

Outro ponto crítico é a formação bruta de capital fixo: indústrias que desejam investir para crescer encontram no custo de capital um fator limitante. Além disso, o endividamento corporativo crescente também foi apontado como um sinal de alerta, indicando que as empresas têm recorrido cada vez mais a dívidas para sustentar suas agendas de crescimento.

Apesar dos resultados negativos, Hugo Tadeu afirma que a leitura do relatório não deve ser feita com uma perspectiva de “terra arrasada”, mas sim de forma propositiva, identificando o que o Brasil precisa fazer para avançar na agenda de competitividade.

Os indicadores educacionais também pesaram negativamente na avaliação. Hugo Tadeu ressaltou que, ao analisar a educação primária, secundária, o ensino superior e a educação executiva, “o Brasil está lá no último quartil”. Para ele, a educação precisa ser tratada como uma agenda relevante, com investimentos tanto do setor privado quanto do governo, especialmente em um momento em que inovação, tecnologia e inteligência artificial estão no centro das discussões globais sobre competitividade.

“Os países que figuram nas primeiras colocações têm feito um desempenho cada vez melhor”, diz, apontando para investimento público e privado, inovação, tecnologia e formação de mão de obra, enquanto o Brasil “começou a andar um pouquinho de lado nesses pilares”.

Como exemplo de referência positiva, Singapura foi citada por sua resiliência para novos negócios, bom marco regulatório e forte aposta em tecnologia e inteligência artificial. Apesar do resultado negativo, Hugo Tadeu destacou que o Brasil possui vantagens comparativas relevantes, especialmente nas áreas de energia verde e soluções ligadas à pauta ESG.

O relatório da Fundação Dom Cabral aponta que o país está bem qualificado nesse segmento e sugere que, combinando boas práticas internacionais com o histórico de criação de indústrias relevantes — como o setor aeronáutico —, o Brasil tem potencial para melhorar sua posição nos rankings globais.

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