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Aracaju, Segunda-feira, 22 de junho de 2026
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Brasil despenca para 65º em ranking de competitividade entre 70 países

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Brasil despenca para 65º em ranking de competitividade entre 70 países

Brasil cai no ranking de competitividade e enfrenta desafios na produtividade.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 04h44
Brasil despenca para 65º em ranking de competitividade entre 70 países

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O país perdeu sete posições e atingiu um dos piores resultados recentes. A culpa, segundo especialistas, é da queda histórica na produtividade do trabalho.

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O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral e divulgado na última quinta-feira (18). Com isso, o país se encontra em 65º lugar entre um total de 70 economias avaliadas, o pior patamar em anos recentes.

A nova posição foi puxada principalmente pelo fator de baixa produtividade, um desafio crônico da economia brasileira. Um levantamento do FGV Ibre aponta queda de 0,5% na produtividade por horas trabalhadas no primeiro trimestre do ano, reforçando uma tendência que já preocupa há décadas. Além disso, indicadores baseados em horas habitualmente trabalhadas e por população ocupada registraram avanços modestos de 0,5% e 0,4%, respectivamente.

“Hoje falamos muito sobre Inteligência Artificial, por exemplo, mas temos uma defasagem de engenheiros no país, o que dificulta o crescimento deste segmento”, afirma Gilvan Bueno, colunista do CNN Money.

Segundo Bueno, o Brasil investe muito pouco em educação se comparado a outras nações do ranking. O país aplica apenas 5% do seu PIB (Produto Interno Bruto) neste setor, enquanto a Suíça, posicionada em 3º lugar, investe bem acima desse número. “Isso impõe desafios a empresas posicionadas no país de criar produções e achar mão de obra qualificada. A indústria, por exemplo, tem caído nos últimos 25 anos por conta disso”, destaca.

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O especialista também menciona que os ganhos de produtividade sustentam o índice do PIB, o que explica o crescimento instável nesse sentido. “O Brasil tem um PIB que cresce, mas não por uma força produtiva”, afirma. A expansão da economia depende, em grande parte, das commodities e de estímulos pontuais, como programas de transferência de renda, liberação do FGTS e incentivos fiscais.

A estrutura da economia brasileira ajuda a explicar esse cenário. Atualmente, cerca de 70% do PIB é composto pelo setor de serviços, entre 20% e 25% pela agropecuária e apenas 5% pela indústria. Além disso, boa parte dos empregos está concentrada em atividades de menor remuneração.

“A taxa de juros dificulta investimentos e inclusive deixou o Brasil num patamar mais baixo em relação até às próprias empresas, porque faz com que elas invistam menos”, explica Carla Beni, do Corecon-SP e professora da FGV.

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Beni se baseia na atual Selic, que, na quarta-feira (17), enfrentou mais um corte de 0,25%. Apesar da queda para 14,25% ante os 15% vistos no final do ano passado, a professora e economista cita que o patamar ainda é bastante preocupante, pois está relacionado ao alto endividamento e inadimplência das famílias. “Temos uma taxa Selic desde 2022 e uma taxa real de mais de 9%. Este é o ponto central que inviabiliza as empresas e as famílias, por isso estamos com esse grau de inadimplência no país todo”, afirma.

Mesmo com o corte na última semana, o Brasil se posiciona como o país com maior taxa de juros real, isto é, a taxa básica descontada a inflação. Novos dados da CNC de maio de 2026 evidenciam que 81,6% das famílias brasileiras carregam algum tipo de dívida, enquanto a inadimplência atinge 50,5% da população adulta do país.

Os estados do Sul e Sudeste lideram o ranking de competitividade, refletindo as desigualdades regionais no desenvolvimento econômico.

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O país perdeu sete posições e atingiu um dos piores resultados recentes. A culpa, segundo especialistas, é da queda histórica na produtividade do trabalho.

O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral e divulgado na última quinta-feira (18). Com isso, o país se encontra em 65º lugar entre um total de 70 economias avaliadas, o pior patamar em anos recentes.

A nova posição foi puxada principalmente pelo fator de baixa produtividade, um desafio crônico da economia brasileira. Um levantamento do FGV Ibre aponta queda de 0,5% na produtividade por horas trabalhadas no primeiro trimestre do ano, reforçando uma tendência que já preocupa há décadas. Além disso, indicadores baseados em horas habitualmente trabalhadas e por população ocupada registraram avanços modestos de 0,5% e 0,4%, respectivamente.

“Hoje falamos muito sobre Inteligência Artificial, por exemplo, mas temos uma defasagem de engenheiros no país, o que dificulta o crescimento deste segmento”, afirma Gilvan Bueno, colunista do CNN Money.

Segundo Bueno, o Brasil investe muito pouco em educação se comparado a outras nações do ranking. O país aplica apenas 5% do seu PIB (Produto Interno Bruto) neste setor, enquanto a Suíça, posicionada em 3º lugar, investe bem acima desse número. “Isso impõe desafios a empresas posicionadas no país de criar produções e achar mão de obra qualificada. A indústria, por exemplo, tem caído nos últimos 25 anos por conta disso”, destaca.

O especialista também menciona que os ganhos de produtividade sustentam o índice do PIB, o que explica o crescimento instável nesse sentido. “O Brasil tem um PIB que cresce, mas não por uma força produtiva”, afirma. A expansão da economia depende, em grande parte, das commodities e de estímulos pontuais, como programas de transferência de renda, liberação do FGTS e incentivos fiscais.

A estrutura da economia brasileira ajuda a explicar esse cenário. Atualmente, cerca de 70% do PIB é composto pelo setor de serviços, entre 20% e 25% pela agropecuária e apenas 5% pela indústria. Além disso, boa parte dos empregos está concentrada em atividades de menor remuneração.

“A taxa de juros dificulta investimentos e inclusive deixou o Brasil num patamar mais baixo em relação até às próprias empresas, porque faz com que elas invistam menos”, explica Carla Beni, do Corecon-SP e professora da FGV.

Beni se baseia na atual Selic, que, na quarta-feira (17), enfrentou mais um corte de 0,25%. Apesar da queda para 14,25% ante os 15% vistos no final do ano passado, a professora e economista cita que o patamar ainda é bastante preocupante, pois está relacionado ao alto endividamento e inadimplência das famílias. “Temos uma taxa Selic desde 2022 e uma taxa real de mais de 9%. Este é o ponto central que inviabiliza as empresas e as famílias, por isso estamos com esse grau de inadimplência no país todo”, afirma.

Mesmo com o corte na última semana, o Brasil se posiciona como o país com maior taxa de juros real, isto é, a taxa básica descontada a inflação. Novos dados da CNC de maio de 2026 evidenciam que 81,6% das famílias brasileiras carregam algum tipo de dívida, enquanto a inadimplência atinge 50,5% da população adulta do país.

Os estados do Sul e Sudeste lideram o ranking de competitividade, refletindo as desigualdades regionais no desenvolvimento econômico.

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