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Brasil deve avaliar com cautela indicação de novo embaixador dos EUA

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Brasil deve avaliar com cautela indicação de novo embaixador dos EUA

Brasil deve avaliar com cautela a indicação do novo embaixador dos EUA, Daniel Perez.

17/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h30
Brasil deve avaliar com cautela indicação de novo embaixador dos EUA

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve adiar o aval diplomático ao novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, em meio à crise bilateral provocada pelo tarifaço. Planalto e Itamaraty pretendem fazer uma análise criteriosa, sem prazo definido, da indicação do republicano Daniel Perez.

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Perez, deputado estadual pela Flórida, foi indicado por Donald Trump no início de junho e mantém relação próxima com o secretário de Estado Marco Rubio, que acusou Lula de colocar “o ego à frente” de um possível acordo comercial. O indicado foi sabatinado pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado americano na última quinta-feira.

Ainda falta, porém, o consentimento oficial (agrément) do governo brasileiro, que pode só ocorrer após as eleições deste ano. O Planalto vê a situação como uma tentativa de interferência dos Estados Unidos na disputa eleitoral e um uso político do tarifaço.

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Desde o fim do governo Joe Biden, os Estados Unidos não têm embaixador em Brasília. A indicação de Perez foi anunciada em 1º de junho, mas o pedido de agrément só foi enviado a Brasília duas semanas depois, o que é considerado incomum na prática diplomática.

Fontes do governo Lula destacam a importância de haver um embaixador americano no país, mas dizem não haver pressa, lembrando que a própria gestão Trump levou dezoito meses para fazer a indicação. Perez ainda precisa de aprovação do Comitê de Relações Exteriores e do plenário do Senado dos EUA.

Em depoimento, Perez mencionou a “crescente presença de potências externas competindo por influência na região”, sem citar a China, e destacou as “vastas reservas de minerais críticos” do Brasil. A análise do indicado incluirá verificação de posicionamentos anteriores sobre autoridades brasileiras.

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A Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas não define prazo para a concessão do agrément, que pode levar semanas, meses ou nunca ocorrer. Foi o caso de Israel, que retirou em agosto de 2025 a indicação do diplomata Gali Dagan após oito meses sem sinalização do governo Lula — episódio que ocorreu em meio ao desgaste na relação Brasil-Israel após críticas de Lula ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que resultaram na retirada do embaixador brasileiro em 2024.

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Perez, deputado estadual pela Flórida, foi indicado por Donald Trump no início de junho e mantém relação próxima com o secretário de Estado Marco Rubio, que acusou Lula de colocar “o ego à frente” de um possível acordo comercial. O indicado foi sabatinado pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado americano na última quinta-feira.

Ainda falta, porém, o consentimento oficial (agrément) do governo brasileiro, que pode só ocorrer após as eleições deste ano. O Planalto vê a situação como uma tentativa de interferência dos Estados Unidos na disputa eleitoral e um uso político do tarifaço.

Desde o fim do governo Joe Biden, os Estados Unidos não têm embaixador em Brasília. A indicação de Perez foi anunciada em 1º de junho, mas o pedido de agrément só foi enviado a Brasília duas semanas depois, o que é considerado incomum na prática diplomática.

Fontes do governo Lula destacam a importância de haver um embaixador americano no país, mas dizem não haver pressa, lembrando que a própria gestão Trump levou dezoito meses para fazer a indicação. Perez ainda precisa de aprovação do Comitê de Relações Exteriores e do plenário do Senado dos EUA.

Em depoimento, Perez mencionou a “crescente presença de potências externas competindo por influência na região”, sem citar a China, e destacou as “vastas reservas de minerais críticos” do Brasil. A análise do indicado incluirá verificação de posicionamentos anteriores sobre autoridades brasileiras.

A Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas não define prazo para a concessão do agrément, que pode levar semanas, meses ou nunca ocorrer. Foi o caso de Israel, que retirou em agosto de 2025 a indicação do diplomata Gali Dagan após oito meses sem sinalização do governo Lula — episódio que ocorreu em meio ao desgaste na relação Brasil-Israel após críticas de Lula ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que resultaram na retirada do embaixador brasileiro em 2024.

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