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Aracaju, Terça-feira, 7 de julho de 2026
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Brasil e Noruega ampliam parceria com comércio de fertilizantes

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Brasil e Noruega ampliam parceria com comércio de fertilizantes

Brasil e Noruega ampliam relação comercial com destaque para fertilizantes e alimentos.

07/07/2026 · 14h42

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O duelo entre Brasil e Noruega, marcado para este domingo (05), coloca frente a frente duas seleções dentro de campo. Fora das quatro linhas, no entanto, os dois países intensificam uma relação estratégica para o agronegócio brasileiro. Enquanto o Brasil abastece o mercado norueguês com alimentos, a Noruega se destaca como fornecedora de um insumo essencial: os fertilizantes.

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O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, enfrenta uma significativa dependência da importação de nutrientes para suas lavouras. Atualmente, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados no país vêm do exterior, tornando qualquer conflito geopolítico uma preocupação para o setor agrícola.

Com as tensões no Oriente Médio se intensificando neste ano, os receios sobre possíveis interrupções nas rotas marítimas, especialmente pelo Estreito de Ormuz, aumentaram. Este estreito é crucial para o comércio global de fertilizantes, enxofre e gás natural. Esse cenário eleva a preocupação de produtores, tradings e importadores brasileiros, que buscam diversificar seus fornecedores para mitigar riscos de abastecimento.

Dentro desse contexto, a Noruega se torna ainda mais relevante como fornecedora de fertilizantes para o Brasil. Dados do ComexStat revelam que, entre janeiro e maio de 2026, a corrente de comércio entre os dois países atingiu US$ 874,4 milhões. As exportações brasileiras somaram US$ 504,9 milhões, enquanto as importações foram de US$ 369,4 milhões, resultando em um superávit de US$ 135,5 milhões para o Brasil.

Embora a Noruega não seja um dos principais parceiros comerciais do Brasil, possui um papel significativo na cadeia de suprimentos do agronegócio. Os adubos e fertilizantes químicos representam 15,3% de toda a pauta de importação, sendo o segundo principal item adquirido pelos brasileiros, atrás apenas de instrumentos e aparelhos de medição.

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A relevância desses insumos se torna ainda mais evidente ao analisarmos o cenário nacional. Em 2026, os fertilizantes lideram a lista de produtos importados pelo Brasil, com gastos de US$ 13,4 bilhões, superando combustíveis, medicamentos e equipamentos industriais. Esse número reflete a elevada dependência do país em relação ao mercado externo para o abastecimento de culturas como soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar.

A série histórica do ComexStat indica que as compras brasileiras de fertilizantes noruegueses têm se mantido ao longo da última década, acompanhando as oscilações dos preços internacionais e a demanda do setor agrícola. Esse padrão reafirma a Noruega como um fornecedor constante de nutrientes vitais para a agricultura brasileira.

No aspecto das exportações, o Brasil se destaca principalmente na venda de produtos do agronegócio e da indústria. Entre os principais itens estão alumina, óleos vegetais, carne bovina, couro, café e frutas, evidenciando que a pauta de exportação brasileira é fortemente baseada em commodities e alimentos.

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A parceria entre Brasil e Noruega pode ganhar um novo impulso com o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), que inclui Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. As negociações foram concluídas há um ano, e em junho deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou o texto, que aguarda análise do Senado Federal.

O acordo prevê a redução de tarifas, simplificação de procedimentos alfandegários e criação de cotas de exportação com isenção de impostos. Para o agronegócio brasileiro, a expectativa é ampliar o acesso ao mercado dos países da EFTA para produtos como carnes bovina, suína e de aves, café, soja, milho, mel e frutas frescas. Ao mesmo tempo, o tratado deve facilitar o comércio de produtos industriais e fortalecer o ambiente de negócios entre as nações.

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O duelo entre Brasil e Noruega, marcado para este domingo (05), coloca frente a frente duas seleções dentro de campo. Fora das quatro linhas, no entanto, os dois países intensificam uma relação estratégica para o agronegócio brasileiro. Enquanto o Brasil abastece o mercado norueguês com alimentos, a Noruega se destaca como fornecedora de um insumo essencial: os fertilizantes.

O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, enfrenta uma significativa dependência da importação de nutrientes para suas lavouras. Atualmente, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados no país vêm do exterior, tornando qualquer conflito geopolítico uma preocupação para o setor agrícola.

Com as tensões no Oriente Médio se intensificando neste ano, os receios sobre possíveis interrupções nas rotas marítimas, especialmente pelo Estreito de Ormuz, aumentaram. Este estreito é crucial para o comércio global de fertilizantes, enxofre e gás natural. Esse cenário eleva a preocupação de produtores, tradings e importadores brasileiros, que buscam diversificar seus fornecedores para mitigar riscos de abastecimento.

Dentro desse contexto, a Noruega se torna ainda mais relevante como fornecedora de fertilizantes para o Brasil. Dados do ComexStat revelam que, entre janeiro e maio de 2026, a corrente de comércio entre os dois países atingiu US$ 874,4 milhões. As exportações brasileiras somaram US$ 504,9 milhões, enquanto as importações foram de US$ 369,4 milhões, resultando em um superávit de US$ 135,5 milhões para o Brasil.

Embora a Noruega não seja um dos principais parceiros comerciais do Brasil, possui um papel significativo na cadeia de suprimentos do agronegócio. Os adubos e fertilizantes químicos representam 15,3% de toda a pauta de importação, sendo o segundo principal item adquirido pelos brasileiros, atrás apenas de instrumentos e aparelhos de medição.

A relevância desses insumos se torna ainda mais evidente ao analisarmos o cenário nacional. Em 2026, os fertilizantes lideram a lista de produtos importados pelo Brasil, com gastos de US$ 13,4 bilhões, superando combustíveis, medicamentos e equipamentos industriais. Esse número reflete a elevada dependência do país em relação ao mercado externo para o abastecimento de culturas como soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar.

A série histórica do ComexStat indica que as compras brasileiras de fertilizantes noruegueses têm se mantido ao longo da última década, acompanhando as oscilações dos preços internacionais e a demanda do setor agrícola. Esse padrão reafirma a Noruega como um fornecedor constante de nutrientes vitais para a agricultura brasileira.

No aspecto das exportações, o Brasil se destaca principalmente na venda de produtos do agronegócio e da indústria. Entre os principais itens estão alumina, óleos vegetais, carne bovina, couro, café e frutas, evidenciando que a pauta de exportação brasileira é fortemente baseada em commodities e alimentos.

A parceria entre Brasil e Noruega pode ganhar um novo impulso com o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), que inclui Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. As negociações foram concluídas há um ano, e em junho deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou o texto, que aguarda análise do Senado Federal.

O acordo prevê a redução de tarifas, simplificação de procedimentos alfandegários e criação de cotas de exportação com isenção de impostos. Para o agronegócio brasileiro, a expectativa é ampliar o acesso ao mercado dos países da EFTA para produtos como carnes bovina, suína e de aves, café, soja, milho, mel e frutas frescas. Ao mesmo tempo, o tratado deve facilitar o comércio de produtos industriais e fortalecer o ambiente de negócios entre as nações.

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