O Brasil está eliminado da Copa do Mundo 2026. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, a seleção comandada por Carlo Ancelotti retorna para casa mais cedo, com a necessidade urgente de reconstruir sua equipe em vista da próxima Copa do Mundo, que ocorrerá em 2030.
O repórter Bruno Rodrigues, da CNN, analisa o resultado e destaca que o ciclo problemático da seleção foi um dos principais fatores para a eliminação. “Não surpreende, o Brasil vem tendo dificuldades para chegar às fases mais agudas da Copa do Mundo”, explica Rodrigues. Ele ressalta que “o ciclo foi muito problemático. Carlo Ancelotti foi o quarto técnico do ciclo, quase um para cada ano. Não há seleção que sobreviva a tantas trocas de treinador e erros cometidos nas trocas de treinadores”.
O jornalista também critica as escolhas feitas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) antes da contratação de Ancelotti, mas expressa esperança pela continuidade do trabalho do treinador. “Um técnico de renome, um excelente nome, que vai comandar o Brasil, a princípio, pelos próximos quatro anos. O torcedor brasileiro espera que seja só Carlo Ancelotti. Que ele tenha começado esse trabalho e consiga estender até 2030”, afirma Rodrigues.
Além disso, ele enumera outras questões que contribuíram para a queda precoce do Brasil, que obteve a pior campanha em Copas do Mundo desde 1990. “Um ciclo acidentado. [Ancelotti] não encontrou uma equipe, com uma campanha ruim nas Eliminatórias. Estamos acostumados a ver jogadores como Vinícius, Raphinha, Rodrygo, que ficou fora por lesão, sendo protagonistas em seus clubes. Jogam na elite da Europa, e na seleção, muitos nunca conseguiram assumir essas responsabilidades”, analisa Rodrigues. Ele faz uma ressalva positiva sobre Vinícius: “Desta conta retiro Vini, porque o momento que esperamos que ele assumisse a responsabilidade, ele assumiu”.
Antes do início da Copa, Carlo Ancelotti já havia renovado contrato com a seleção até a Copa de 2030. De acordo com Samir Xaud, presidente da CBF, a decisão tinha como objetivo “oferecer à Seleção uma estrutura moderna e competitiva”. Para Bruno Rodrigues, essa renovação é um passo fundamental para o próximo ciclo, que começará com as próximas Eliminatórias Sul-Americanas. “A gente sabe que é um treinador muito capaz. Há material humano. É preciso uma renovação, especialmente em alguns setores como as laterais, que ele não conseguiu achar nomes de peso para esta convocação. E aguardar a continuidade do trabalho de Ancelotti à frente da seleção”, conclui.
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