No dia 4 de julho de 2026, o governo brasileiro enviou cerca de seis toneladas de ajuda humanitária para a Venezuela, que enfrenta as consequências devastadoras dos terremotos ocorridos no final de junho. Essa remessa inclui vacinas, medicamentos e insumos de saúde, com o objetivo de reforçar o atendimento à população afetada pela tragédia.
A operação de envio foi coordenada pela ABC (Agência Brasileira de Cooperação), que está vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE). O carregamento partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 18h, utilizando um voo comercial para garantir a entrega eficiente da ajuda.
A carga enviada é composta por doações do Ministério da Saúde e da Eurofarma, além de equipamentos fornecidos pela Marinha do Brasil. Entre os itens estão 250 mil doses de vacina antirrábica canina, 100 mil doses de vacina contra a febre amarela, além de medicamentos e 17 volumes contendo equipamentos e materiais laboratoriais destinados ao hospital de campanha da Marinha brasileira em operação na localidade de La Guaira.
De acordo com informações do governo federal, as vacinas estão sendo transportadas em temperatura controlada. Essa medida visa garantir a qualidade e a eficácia dos imunizantes, assegurando que as doses enviadas não comprometam os estoques nacionais. O envio ocorre em um momento crítico, uma vez que os terremotos agravaram a situação humanitária na Venezuela.
As últimas atualizações indicam que o número de mortos em decorrência dos terremotos já chega a 2.954, com 16.592 feridos reportados. Além disso, 16.309 pessoas foram deslocadas e 6.462 resgatadas. O Serviço Geológico dos EUA ainda afirma que a probabilidade de o total de mortos ultrapassar 10 mil é alta.
O governo venezuelano, por sua vez, informou que os tremores causaram não apenas perdas humanas, mas também danos significativos em áreas urbanas e na infraestrutura do país, aumentando a demanda por assistência médica e humanitária. A remessa de ajuda do Brasil busca contribuir para o atendimento à população afetada e para a prevenção de doenças no período pós-desastre.
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