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Aracaju, Segunda-feira, 13 de julho de 2026
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Brasil registra 235 mulheres pilotas nas principais companhias aéreas

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Brasil registra 235 mulheres pilotas nas principais companhias aéreas

Brasil tem 235 mulheres pilotas nas principais companhias aéreas; crescimento é registrado.

13/07/2026 · 12h56
Brasil registra 235 mulheres pilotas nas principais companhias aéreas

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O Brasil possui, atualmente, 235 mulheres atuando como pilotos nas três maiores empresas aéreas do país: Azul, Gol e Latam Brasil. A Latam Brasil conta com 94 mulheres pilotas, o que representa 4,1% do total de 2.287 tripulantes técnicos da companhia. Já a Azul tem 86 mulheres pilotas, correspondendo a 4,4% do total. A Gol, por sua vez, não confirmou oficialmente sua quantidade de pilotos mulheres, mas informações preliminares indicam que em 2025 havia 55 mulheres em seu quadro.

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No que diz respeito aos comandantes, a Azul foi a única a divulgar esses dados, mostrando um avanço significativo: o número de mulheres na função subiu de 18 em 2020 para 30 em 2026, um aumento de 66,7%. Em 2025, a Gol tinha 13 comandantes mulheres, mas a empresa não confirmou esses dados. Ambas as companhias, Azul e Latam Brasil, afirmam ter implementado políticas para aumentar a presença feminina em suas equipes.

A Latam informou que em 2025, 6,5% das contratações foram de mulheres, totalizando 16 entre 247 novos contratados. A empresa também possui o programa “Proa Direta”, que visa aproximar candidatas potenciais. A Azul, por sua vez, declarou um crescimento de 30% no número de mulheres pilotas desde 2020.

Os dados históricos mostram que a participação feminina na Azul foi de 3,93% em 2020, aumentando gradualmente nos anos seguintes. Em 2021, essa porcentagem foi de 3,99%; em 2022, 4,38%; em 2023, 4,32%; em 2024, 4,28%; e em 2025, 4,44%. Apesar desse crescimento, a aviação ainda apresenta desafios relacionados à desigualdade de gênero, especialmente em termos de acesso e oportunidade.

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A questão da desigualdade salarial, comum em setores dominados por homens, não parece se aplicar na aviação, onde a remuneração é baseada em critérios objetivos, como horas de voo e quilômetros voados. A Abear, ao ser questionada sobre diferenças salariais entre homens e mulheres nas companhias aéreas brasileiras, optou por não se manifestar.

Um ponto de discussão é a suposta prudência das mulheres no comando de aeronaves, algo que foi abordado em uma pesquisa do Ipea. Contudo, a ANAC, ao ser questionada sobre dados relacionados a ocorrências aeronáuticas e gênero, informou que não realiza essa quantificação.

Entre 2005 e 2026, foram expedidas 29.359 licenças para pilotos comerciais e de linhas aéreas no Brasil, das quais 96,24% foram concedidas a homens. Atualmente, 1.105 mulheres possuem licenças para voar em companhias aéreas. Apesar do aumento no número de licenças para mulheres, a participação feminina permanece baixa, em 3,76%, e abaixo da média global de 4%.

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Comparando internacionalmente, a Índia se destaca com cerca de 15% de mulheres entre os pilotos, enquanto nos Estados Unidos esse número é de 10,3%, e no Reino Unido, 5,2%. Esses dados são importantes para entender o contexto em que a aviação brasileira se insere.

Recentemente, um vídeo da comandante Tatiana Mônico gerou repercussão ao mostrar a trajetória de mulheres na aviação. Tatiana, com mais de 20 anos de experiência, destacou as dificuldades enfrentadas por mulheres para obter as horas de voo necessárias e a resistência de alguns no setor em contratá-las. Em sua carreira, ela passou por um longo período de espera para ser promovida a comandante, evidenciando os desafios ainda presentes para a inclusão feminina na aviação.

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O Brasil possui, atualmente, 235 mulheres atuando como pilotos nas três maiores empresas aéreas do país: Azul, Gol e Latam Brasil. A Latam Brasil conta com 94 mulheres pilotas, o que representa 4,1% do total de 2.287 tripulantes técnicos da companhia. Já a Azul tem 86 mulheres pilotas, correspondendo a 4,4% do total. A Gol, por sua vez, não confirmou oficialmente sua quantidade de pilotos mulheres, mas informações preliminares indicam que em 2025 havia 55 mulheres em seu quadro.

No que diz respeito aos comandantes, a Azul foi a única a divulgar esses dados, mostrando um avanço significativo: o número de mulheres na função subiu de 18 em 2020 para 30 em 2026, um aumento de 66,7%. Em 2025, a Gol tinha 13 comandantes mulheres, mas a empresa não confirmou esses dados. Ambas as companhias, Azul e Latam Brasil, afirmam ter implementado políticas para aumentar a presença feminina em suas equipes.

A Latam informou que em 2025, 6,5% das contratações foram de mulheres, totalizando 16 entre 247 novos contratados. A empresa também possui o programa “Proa Direta”, que visa aproximar candidatas potenciais. A Azul, por sua vez, declarou um crescimento de 30% no número de mulheres pilotas desde 2020.

Os dados históricos mostram que a participação feminina na Azul foi de 3,93% em 2020, aumentando gradualmente nos anos seguintes. Em 2021, essa porcentagem foi de 3,99%; em 2022, 4,38%; em 2023, 4,32%; em 2024, 4,28%; e em 2025, 4,44%. Apesar desse crescimento, a aviação ainda apresenta desafios relacionados à desigualdade de gênero, especialmente em termos de acesso e oportunidade.

A questão da desigualdade salarial, comum em setores dominados por homens, não parece se aplicar na aviação, onde a remuneração é baseada em critérios objetivos, como horas de voo e quilômetros voados. A Abear, ao ser questionada sobre diferenças salariais entre homens e mulheres nas companhias aéreas brasileiras, optou por não se manifestar.

Um ponto de discussão é a suposta prudência das mulheres no comando de aeronaves, algo que foi abordado em uma pesquisa do Ipea. Contudo, a ANAC, ao ser questionada sobre dados relacionados a ocorrências aeronáuticas e gênero, informou que não realiza essa quantificação.

Entre 2005 e 2026, foram expedidas 29.359 licenças para pilotos comerciais e de linhas aéreas no Brasil, das quais 96,24% foram concedidas a homens. Atualmente, 1.105 mulheres possuem licenças para voar em companhias aéreas. Apesar do aumento no número de licenças para mulheres, a participação feminina permanece baixa, em 3,76%, e abaixo da média global de 4%.

Comparando internacionalmente, a Índia se destaca com cerca de 15% de mulheres entre os pilotos, enquanto nos Estados Unidos esse número é de 10,3%, e no Reino Unido, 5,2%. Esses dados são importantes para entender o contexto em que a aviação brasileira se insere.

Recentemente, um vídeo da comandante Tatiana Mônico gerou repercussão ao mostrar a trajetória de mulheres na aviação. Tatiana, com mais de 20 anos de experiência, destacou as dificuldades enfrentadas por mulheres para obter as horas de voo necessárias e a resistência de alguns no setor em contratá-las. Em sua carreira, ela passou por um longo período de espera para ser promovida a comandante, evidenciando os desafios ainda presentes para a inclusão feminina na aviação.

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