O caso da menina de 3 anos que foi agredida com um chute pelo próprio pai gerou forte indignação em todo o país e acelerou as investigações da Polícia Civil. Enquanto um vídeo da agressão circulava intensamente nas redes sociais, o inquérito policial avançou, explorando a dinâmica familiar para esclarecer a rotina na casa e o conhecimento dos parentes sobre as violências que ocorriam.
Um dos momentos mais aguardados das investigações foi o depoimento da mãe da criança, que finalmente trouxe clareza sobre como a brutalidade foi descoberta. Em conversa com o delegado Ricardo Moraes Faria dos Santos, responsável pelo caso, a mulher expressou seu espanto ao relatar que ficou completamente “revoltada, assustada e chocada” com a gravidade dos fatos.
“Ele nunca teve esse tipo de atitude, ele nunca foi agressivo, a gente sempre trabalhou e tínhamos uma vida normal, super normal. Então eu estou muito abalada com tudo isso que está acontecendo”, disse a mãe em um áudio enviado.
A mãe da menina afirmou que nunca havia desconfiado que sua filha pudesse ser vítima de tal agressão por parte do companheiro. A descoberta se deu de forma traumática, quando ela se deparou com as imagens que já estavam viralizando na internet, levando-a a um estado de choque.
Com o impacto do vídeo e a confirmação do ataque contra a filha, a mulher dirigiu-se imediatamente a uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência e formalizar o pedido de separação definitiva do suspeito. No depoimento, ela também solicitou medidas protetivas urgentes para si e para os dois filhos.
Embora tenha prestado todos os esclarecimentos necessários ao inquérito, que também ouviu depoimentos dos avós e de um tio materno, a mulher decidiu preservar a privacidade da família neste momento delicado. Ela enfatizou a importância de cuidar do bem-estar dos filhos e de sua própria saúde emocional para que pudesse assegurar que tudo seria resolvido.
As investigações revelaram que o irmão da menina, um garoto de 5 anos que é enteado do agressor, também havia sido vítima de violência doméstica. Relatos de parentes e análises policiais indicaram que o menino sofreu agressões anteriores, apresentando marcas visíveis no rosto, o que aumentou a gravidade do caso.
Com o avanço das investigações e a seriedade dos depoimentos coletados pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, a prisão preventiva do homem foi decretada, e ele foi capturado pelas autoridades.

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