Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Ciência e Espaço

Brasil testa sistema de recuperação da plataforma suborbital para microgravidade

Operação Potiguar 2 testa até 19/09 no CLBI o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R), lançada pelo VS-30 V16.

05/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h54
Brasil testa sistema de recuperação da plataforma suborbital para microgravidade

No CLBI (Parnamirim-RN), a Operação Potiguar 2 executa voos reais até 19/09 para avaliar a recuperação da PSM-R. Nesta segunda fase, equipes testam se o conjunto de recuperação funciona conforme o plano.

Publicado em 05/09/2026. O Brasil executa, até 19 de setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de realizar pesquisas científicas em microgravidade no espaço. A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).

Publicidade

O objetivo principal desta segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.

Na prática, a recuperação permitirá que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos poderão ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade. O ambiente de microgravidade possibilita desenvolver experimentos em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre e pode beneficiar estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.

A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e envolve cerca de 160 militares e servidores civis na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.

A plataforma reúne os sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície, entre eles o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.

Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo, envolvendo sistemas de rastreamento e telemetria e exigindo articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.

Publicidade

Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul. Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro estão o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

No CLBI (Parnamirim-RN), a Operação Potiguar 2 executa voos reais até 19/09 para avaliar a recuperação da PSM-R. Nesta segunda fase, equipes testam se o conjunto de recuperação funciona conforme o plano.

Publicado em 05/09/2026. O Brasil executa, até 19 de setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de realizar pesquisas científicas em microgravidade no espaço. A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).

O objetivo principal desta segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.

Na prática, a recuperação permitirá que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos poderão ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade. O ambiente de microgravidade possibilita desenvolver experimentos em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre e pode beneficiar estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.

A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e envolve cerca de 160 militares e servidores civis na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.

O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.

A plataforma reúne os sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície, entre eles o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.

Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo, envolvendo sistemas de rastreamento e telemetria e exigindo articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.

Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul. Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro estão o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA