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Ciência e Espaço

NASA usa peças de satélites espiões para lançar telescópio Nancy Grace Roman

O telescópio Nancy Grace Roman será lançado domingo (30) e usará peças do NRO, reaproveitadas de um programa de satélites de reconhecimento cancelado em 2005.

27/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h55
NASA usa peças de satélites espiões para lançar telescópio Nancy Grace Roman

Previsto para domingo (30) em um Falcon Heavy, o observatório espacial vai investigar a energia escura. Dentro dele há espelhos, estruturas e eletrônica de alta precisão vindos do Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO).

A NASA planeja lançar o telescópio espacial Nancy Grace Roman no domingo (30) a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX. Quando iniciar as atividades, o observatório espacial vai ajudar cientistas a investigar a energia escura e a ampliar o conhecimento sobre o universo, operando com componentes de alta precisão que, originalmente, foram fabricados para satélites de reconhecimento.

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No interior do telescópio estão itens como o espelho primário, espelhos adicionais, estruturas de suporte e diversos componentes eletrônicos. Essas peças vieram do Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO) dos Estados Unidos, a instituição responsável pela construção de equipamentos de espionagem para agências americanas, como a CIA.

A origem militar da tecnologia remonta ao programa de reconhecimento chamado “Future Imagery Architecture”, voltado à produção de satélites de vigilância. A iniciativa foi cancelada em 2005 devido aos custos elevados. Ainda assim, em 2012 o NRO doou à NASA dois telescópios espaciais que não chegaram a ser usados, e a semelhança estrutural com o telescópio Hubble transformou essa doação em oportunidade para a agência espacial.

A solução permitiu à NASA acelerar o desenvolvimento da missão e obter capacidades de observação comparáveis às do Hubble. Para adaptar peças concebidas para fins militares ao uso astronomico, os engenheiros precisaram substituir todos os sistemas eletrônicos e decifrar manuais técnicos que continham trechos censurados por motivos de segurança nacional.

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Os ajustes e a integração deram certo: a missão Nancy Grace Roman conseguiu manter cronogramas e orçamentos ajustados, em parte porque os equipamentos foram concedidos à NASA sem custos. Em contraste, o telescópio James Webb teve custo estimado em cerca de US$ 10 bilhões.

Além disso, a NASA mantém em reserva o segundo telescópio do NRO para futuros programas espaciais, o que deve ampliar opções para missões vindouras. A combinação de tecnologia de reconhecimento reaproveitada e desenvolvimento específico para astronomia será peça-chave para a capacidade do Roman de mapear grandes regiões do céu e contribuir para estudos sobre a expansão do universo.

Na prática, o uso dessas peças mostra como materiais concebidos para finalidades militares podem ser aproveitados em projetos científicos, reduzindo tempo de desenvolvimento e custos diretos de aquisição, sem abrir mão dos requisitos técnicos exigidos para observação astronômica de alta precisão.

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Previsto para domingo (30) em um Falcon Heavy, o observatório espacial vai investigar a energia escura. Dentro dele há espelhos, estruturas e eletrônica de alta precisão vindos do Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO).

A NASA planeja lançar o telescópio espacial Nancy Grace Roman no domingo (30) a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX. Quando iniciar as atividades, o observatório espacial vai ajudar cientistas a investigar a energia escura e a ampliar o conhecimento sobre o universo, operando com componentes de alta precisão que, originalmente, foram fabricados para satélites de reconhecimento.

No interior do telescópio estão itens como o espelho primário, espelhos adicionais, estruturas de suporte e diversos componentes eletrônicos. Essas peças vieram do Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO) dos Estados Unidos, a instituição responsável pela construção de equipamentos de espionagem para agências americanas, como a CIA.

A origem militar da tecnologia remonta ao programa de reconhecimento chamado “Future Imagery Architecture”, voltado à produção de satélites de vigilância. A iniciativa foi cancelada em 2005 devido aos custos elevados. Ainda assim, em 2012 o NRO doou à NASA dois telescópios espaciais que não chegaram a ser usados, e a semelhança estrutural com o telescópio Hubble transformou essa doação em oportunidade para a agência espacial.

A solução permitiu à NASA acelerar o desenvolvimento da missão e obter capacidades de observação comparáveis às do Hubble. Para adaptar peças concebidas para fins militares ao uso astronomico, os engenheiros precisaram substituir todos os sistemas eletrônicos e decifrar manuais técnicos que continham trechos censurados por motivos de segurança nacional.

Os ajustes e a integração deram certo: a missão Nancy Grace Roman conseguiu manter cronogramas e orçamentos ajustados, em parte porque os equipamentos foram concedidos à NASA sem custos. Em contraste, o telescópio James Webb teve custo estimado em cerca de US$ 10 bilhões.

Além disso, a NASA mantém em reserva o segundo telescópio do NRO para futuros programas espaciais, o que deve ampliar opções para missões vindouras. A combinação de tecnologia de reconhecimento reaproveitada e desenvolvimento específico para astronomia será peça-chave para a capacidade do Roman de mapear grandes regiões do céu e contribuir para estudos sobre a expansão do universo.

Na prática, o uso dessas peças mostra como materiais concebidos para finalidades militares podem ser aproveitados em projetos científicos, reduzindo tempo de desenvolvimento e custos diretos de aquisição, sem abrir mão dos requisitos técnicos exigidos para observação astronômica de alta precisão.

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