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Economia

BRB afasta risco de intervenção e avalia vender ativos ligados ao Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) negou nesta segunda-feira (19) qualquer possibilidade de intervenção e afirmou possuir “suficiência patrimonial” para enfrentar os impactos das investigações envolvendo o Banco Master. Em nota, a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal informou que estuda negociar ativos recuperados do Master para reforçar sua posição de capital. Medidas adicionais, como […]

20/01/2026 · 08h33
BRB afasta risco de intervenção e avalia vender ativos ligados ao Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) negou nesta segunda-feira (19) qualquer possibilidade de intervenção e afirmou possuir “suficiência patrimonial” para enfrentar os impactos das investigações envolvendo o Banco Master.

Em nota, a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal informou que estuda negociar ativos recuperados do Master para reforçar sua posição de capital. Medidas adicionais, como aporte do acionista controlador, só serão analisadas após a conclusão das auditorias independentes e das avaliações do Banco Central (BC).

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BC e Ministério da Fazenda

Mais cedo, o Ministério da Fazenda divulgou comunicado negando que o ministro Fernando Haddad tenha discutido com o GDF ou com a direção do BRB a necessidade de um aporte imediato, sob pena de intervenção. A pasta não comentou eventuais tratativas técnicas mantidas com o BC.

Auditorias em andamento

O BRB informou que os valores potenciais de perdas seguem em apuração por auditoria independente e pelo BC. Por esse motivo, o balanço do terceiro trimestre ainda não foi divulgado. Todas as operações ligadas ao caso passam por investigação forense acompanhada pelas autoridades competentes.

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Exposição ao Banco Master

Segundo dados do Banco Central encaminhados ao Ministério Público, o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master que depois foram consideradas fraudulentas, além de ter aplicado mais de R$ 5 bilhões em outras operações, como compra de cotas de fundos. A nova gestão, que assumiu em 2025, busca dimensionar o impacto dessas transações realizadas em 2024 e 2025.

Regras prudenciais

As operações com o Master levaram o BRB a ultrapassar limites prudenciais exigidos pelo BC por dois meses, em janeiro e fevereiro de 2025. Como consequência, o regulador impôs restrição à aquisição de novos ativos financeiros e determinou a apresentação de um plano de ajuste em até seis meses a partir de outubro passado.

A instituição reiterou que dispõe de plano de recomposição de capital e que, se necessário, eventuais aportes do governo distrital não comprometerão recursos destinados a políticas públicas. O BRB acrescentou não ter recebido determinação formal do BC para realizar aporte imediato e afirmou que todos os números não oficiais divulgados até agora são “meramente especulativos”.

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O Banco de Brasília (BRB) negou nesta segunda-feira (19) qualquer possibilidade de intervenção e afirmou possuir “suficiência patrimonial” para enfrentar os impactos das investigações envolvendo o Banco Master.

Em nota, a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal informou que estuda negociar ativos recuperados do Master para reforçar sua posição de capital. Medidas adicionais, como aporte do acionista controlador, só serão analisadas após a conclusão das auditorias independentes e das avaliações do Banco Central (BC).

BC e Ministério da Fazenda

Mais cedo, o Ministério da Fazenda divulgou comunicado negando que o ministro Fernando Haddad tenha discutido com o GDF ou com a direção do BRB a necessidade de um aporte imediato, sob pena de intervenção. A pasta não comentou eventuais tratativas técnicas mantidas com o BC.

Auditorias em andamento

O BRB informou que os valores potenciais de perdas seguem em apuração por auditoria independente e pelo BC. Por esse motivo, o balanço do terceiro trimestre ainda não foi divulgado. Todas as operações ligadas ao caso passam por investigação forense acompanhada pelas autoridades competentes.

Exposição ao Banco Master

Segundo dados do Banco Central encaminhados ao Ministério Público, o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master que depois foram consideradas fraudulentas, além de ter aplicado mais de R$ 5 bilhões em outras operações, como compra de cotas de fundos. A nova gestão, que assumiu em 2025, busca dimensionar o impacto dessas transações realizadas em 2024 e 2025.

Regras prudenciais

As operações com o Master levaram o BRB a ultrapassar limites prudenciais exigidos pelo BC por dois meses, em janeiro e fevereiro de 2025. Como consequência, o regulador impôs restrição à aquisição de novos ativos financeiros e determinou a apresentação de um plano de ajuste em até seis meses a partir de outubro passado.

A instituição reiterou que dispõe de plano de recomposição de capital e que, se necessário, eventuais aportes do governo distrital não comprometerão recursos destinados a políticas públicas. O BRB acrescentou não ter recebido determinação formal do BC para realizar aporte imediato e afirmou que todos os números não oficiais divulgados até agora são “meramente especulativos”.

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