Usada nas principais bolsas agrícolas do planeta, essa unidade centenária influencia diretamente o valor dos alimentos no Brasil. Entenda como o bushel funciona e por que ele importa para o seu bolso.
Quem acompanha as notícias sobre soja, milho e trigo certamente já se deparou com a expressão “bushel”. Essa unidade de medida, embora pouco familiar para muitos brasileiros, é amplamente utilizada nas cotações das principais commodities agrícolas do mundo e desempenha um papel fundamental na definição de preços que impactam tanto o agronegócio quanto o valor dos alimentos nas prateleiras dos supermercados.
Originado há centenas de anos, o bushel surgiu como uma simples medida de volume, destinada a armazenar grãos, e não como uma medida de peso. Inicialmente, representava a quantidade de grãos necessária para encher um cesto padrão, em uma época em que não existiam sistemas precisos para medir volume. Com o passar do tempo, esta unidade foi incorporada ao sistema comercial dos Estados Unidos, tornando-se uma referência global para a negociação agrícola.
Atualmente, apesar de sua origem volumétrica, o bushel é tratado no mercado como uma medida de peso. O valor do bushel varia conforme a cultura agrícola, dado que cada tipo de grão apresenta densidades e formatos diferentes. Por exemplo, na soja e no trigo, um bushel corresponde a aproximadamente 27,2 quilos ou 60 libras; no milho, cerca de 25,4 quilos; na cevada, 21,77 quilos; e na aveia, 14,51 quilos.
A permanência dessa unidade de medida é notável, considerando que ela sobreviveu à adoção do sistema métrico em grande parte do mundo. Contudo, o bushel continua a ser a linguagem oficial das negociações realizadas em bolsas americanas, como a Bolsa de Chicago, que serve como referência para produtores, exportadores e investidores em diversos países.
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