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Aracaju, Quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Soja cai após alta recorde em Chicago; veja o que move o mercado

Agro

Soja cai após alta recorde em Chicago; veja o que move o mercado

A soja apresenta queda com investidores realizando lucros após alta impulsionada por rumores da China.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h58
Soja cai após alta recorde em Chicago; veja o que move o mercado

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Investidores realizam lucros após a soja atingir o melhor valor em duas semanas na Bolsa de Chicago. Acord entre EUA e Irã e demanda chinesa agitam o mercado de commodities.

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A soja opera em queda nesta quinta-feira (18), com investidores aproveitando o movimento de alta e realizando lucros. Na quarta-feira (17), o contrato de julho para a soja, na Bolsa de Chicago, liderou as altas e atingiu o melhor valor em duas semanas. Esse movimento quebrou a sequência de quedas que vinha desde o final de maio, influenciado pelas condições climáticas favoráveis à safra nos EUA e pela postura cautelosa dos compradores.

Na segunda-feira (15), logo após o anúncio de um acordo entre EUA e Irã que visava o fim da guerra no Oriente Médio, o contrato de julho registrou, em alguns momentos durante o pregão, o menor valor desde 4 de fevereiro. Contudo, o movimento de alta que se seguiu foi impulsionado por rumores de que a China, maior comprador de soja do mundo, havia voltado a demonstrar interesse pelos estoques remanescentes dos Estados Unidos.

A especulação do mercado ganhou força técnica após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmar a venda privada de 372 mil toneladas de soja com destino “não divulgado”. Esse anúncio oficial do USDA reforçou a movimentação que já existia nos bastidores, de que tradings asiáticas, lideradas por compradores chineses, sondaram o mercado norte-americano. Isso indica que o interesse do gigante asiático poderia se estender também para produtos do complexo soja, além de outros grãos norte-americanos como milho e trigo.

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“A soja volta a chamar a atenção no mercado internacional em meio a um cenário de maior sensibilidade para qualquer sinal de demanda. Os compradores seguem monitorando os preços, a disponibilidade e a origem, especialmente quando surgem oportunidades de compra para embarques futuros”, afirma Yedda Monteiro, analista de estratégia e inteligência da Biond Agro.

Essa reação momentânea na Bolsa de Chicago está mais atrelada às expectativas do que a uma alteração estrutural nas projeções físicas de oferta e demanda globais. Segundo Yedda, “até o momento, não temos confirmação oficial dos negócios fechados, mas os rumores já foram suficientes para mudar o humor dos operadores nesse curto prazo. Essa reação também tem um componente técnico: após uma sequência de perdas, parte do mercado tenta recuperar terreno para a soja. Contudo, ainda é cedo para falar de uma virada mais consistente nos fundamentos.”

O clima favorável para as lavouras americanas continua limitando altas mais firmes. Por enquanto, a soja reage mais à expectativa de novas compras, ao boato, do que a fatos concretos de compras chinesas e mudanças no cenário de oferta e demanda.

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Referente à soja brasileira, seguindo a movimentação internacional, a saca de 60 quilos chegou a ser cotada em R$ 132,26 no Porto de Paranaguá. Na quarta-feira (17), houve uma queda de 0,90% no preço. Segundo o Cepea, além da movimentação externa, a maior atratividade da soja brasileira foi impulsionada pela depreciação do Real frente ao dólar.

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A soja opera em queda nesta quinta-feira (18), com investidores aproveitando o movimento de alta e realizando lucros. Na quarta-feira (17), o contrato de julho para a soja, na Bolsa de Chicago, liderou as altas e atingiu o melhor valor em duas semanas. Esse movimento quebrou a sequência de quedas que vinha desde o final de maio, influenciado pelas condições climáticas favoráveis à safra nos EUA e pela postura cautelosa dos compradores.

Na segunda-feira (15), logo após o anúncio de um acordo entre EUA e Irã que visava o fim da guerra no Oriente Médio, o contrato de julho registrou, em alguns momentos durante o pregão, o menor valor desde 4 de fevereiro. Contudo, o movimento de alta que se seguiu foi impulsionado por rumores de que a China, maior comprador de soja do mundo, havia voltado a demonstrar interesse pelos estoques remanescentes dos Estados Unidos.

A especulação do mercado ganhou força técnica após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmar a venda privada de 372 mil toneladas de soja com destino “não divulgado”. Esse anúncio oficial do USDA reforçou a movimentação que já existia nos bastidores, de que tradings asiáticas, lideradas por compradores chineses, sondaram o mercado norte-americano. Isso indica que o interesse do gigante asiático poderia se estender também para produtos do complexo soja, além de outros grãos norte-americanos como milho e trigo.

“A soja volta a chamar a atenção no mercado internacional em meio a um cenário de maior sensibilidade para qualquer sinal de demanda. Os compradores seguem monitorando os preços, a disponibilidade e a origem, especialmente quando surgem oportunidades de compra para embarques futuros”, afirma Yedda Monteiro, analista de estratégia e inteligência da Biond Agro.

Essa reação momentânea na Bolsa de Chicago está mais atrelada às expectativas do que a uma alteração estrutural nas projeções físicas de oferta e demanda globais. Segundo Yedda, “até o momento, não temos confirmação oficial dos negócios fechados, mas os rumores já foram suficientes para mudar o humor dos operadores nesse curto prazo. Essa reação também tem um componente técnico: após uma sequência de perdas, parte do mercado tenta recuperar terreno para a soja. Contudo, ainda é cedo para falar de uma virada mais consistente nos fundamentos.”

O clima favorável para as lavouras americanas continua limitando altas mais firmes. Por enquanto, a soja reage mais à expectativa de novas compras, ao boato, do que a fatos concretos de compras chinesas e mudanças no cenário de oferta e demanda.

Referente à soja brasileira, seguindo a movimentação internacional, a saca de 60 quilos chegou a ser cotada em R$ 132,26 no Porto de Paranaguá. Na quarta-feira (17), houve uma queda de 0,90% no preço. Segundo o Cepea, além da movimentação externa, a maior atratividade da soja brasileira foi impulsionada pela depreciação do Real frente ao dólar.

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