A BYD pediu licença para dobrar a produção em Camaçari, visando 600 mil veículos/ano e exportações à América Latina. Segundo Alexandre Baldy, a expansão busca suprir o mercado brasileiro e liderar vendas até 2030.
A BYD iniciou os trâmites de licenciamento para dobrar o teto de produção do seu complexo fabril em Camaçari, na Bahia, com o objetivo de chegar a 600 mil veículos por ano e consolidar a unidade como polo de exportação para a América Latina. A ampliação faz parte de um plano industrial voltado tanto ao abastecimento do mercado nacional quanto ao atendimento de encomendas internacionais.
Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, a ideia é suprir a forte demanda no mercado brasileiro. A empresa também planeja assumir a liderança em vendas até 2030.
A planta baiana opera nas antigas instalações da Ford e já ultrapassou o aporte de R$ 5,5 bilhões originalmente planejado. Hoje, a unidade registra procura mensal de 30 mil carros, superando o ritmo produtivo estimado em 25 mil unidades ao mês até o fim de 2026.
Além do abastecimento doméstico, o incremento industrial terá papel importante para atender pedidos de exportação. A BYD prevê cumprir encomendas de 50 mil unidades destinadas à Argentina e outras 50 mil ao México, com entregas previstas a partir de 2027.
Para viabilizar essas negociações na região, a companhia pretende ultrapassar a marca de 50% de itens produzidos nacionalmente e incorporados aos seus carros já no início do próximo ano. A BYD comunicou também que o polo industrial avança na conclusão das áreas de soldagem, estamparia e pintura de carrocerias, o que permitirá uma fabricação menos dependente de conjuntos importados.
Atualmente, a instalação monta modelos como o Dolphin Mini, o sedã King e o híbrido Song Pro. A fábrica conta com cerca de 9 mil funcionários diretos, dos quais 90% são mão de obra local. A previsão é ultrapassar a marca dos 10 mil até o final do ano, com meta de gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos no auge da operação.
O planejamento de expansão e a intenção de elevar o conteúdo nacional nas peças coincidem com a agenda de exportações programadas e com a ampliação das linhas de produção. A expectativa da empresa é que a combinação entre aumento de capacidade, maior integração local de fornecedores e conclusão das etapas industriais resulte em ganhos de escala para atender mercado interno e externo.
Esta notícia foi publicada em 26/10/2026.
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